Quinta-feira, Dezembro 18, 2008

Definidas novas regras para propaganda de medicamentos


Resolução da Anvisa amplia abrangência para medicamentos manipulados, amostras grátis, campanhas sociais e eventos científicos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o diretor presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Dirceu Raposo, anunciaram nesta quarta-feira (17), as novas regras para propagandas de medicamentos. A resolução que aperfeiçoa as exigências para o setor entrará em vigor em seis meses.

O objetivo é evitar que a escolha de médicos e pacientes seja influenciada por informações inadequadas, incompletas ou descontextualizadas. “As estatísticas mostram que a cada 42 minutos há uma pessoa intoxicada pelo consumo de medicamento no Brasil. O estímulo ao consumo e a falta de informação adequada colocam em risco a saúde da população”, afirmou o ministro. Segundo ele, a nova resolução introduz uma série de controles e passa a abranger áreas que não estavam regulamentadas.

A resolução apresentada amplia a abrangência das regras sobre propagandas para medicamentos manipulados, amostras grátis, campanhas sociais e eventos científicos. O último texto regulava apenas os requisitos gerais da propaganda, os medicamentos isentos de prescrição, os medicamentos sob prescrição média e a visita de propagandistas. “Toda a intoxidacação pelo uso inadequado de qualquer medicamento deve ser combatida. Nós não admitimos, e essa é a nossa meta, que nenhum paciente no Brasil seja vítima do uso incorreto do medicamento por qualquer tipo de indução. Se tiver um caso já é grave”, afirmou Dirceu Raposo.

A resolução é a fase final de uma consulta pública ocorrida neste semestre, quando foram recebidas 857 manifestações, originadas de 250 diferentes fontes. O assunto também foi tema de reuniões e seminários com a sociedade, o governo e o setor regulado. Foram realizadas quatro audiências públicas, três delas no Congresso Nacional.


Celebridades
As propagandas de medicamentos isentos de prescrição não poderão mais exibir a imagem ou voz de “celebridades” recomendando o medicamento ou sugerindo que fazem uso dele. Elas poderão aparecer em propagandas e publicidades, mas sem fazer esse tipo de orientação. As propagandas e publicidades vão trazer os termos técnicos escritos de forma a facilitar a compreensão do público.

As referências bibliográficas citadas deverão estar disponíveis no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). A resolução também proíbe usar de forma indireta (não declaradamente publicitária) espaços em filmes, espetáculos teatrais e novelas e lançar mão de imperativos como “tome”, “use”, “experimente”.

Além das informações tradicionais já exigidas pela RDC 102/00 (nome comercial, número de registro e a advertência “Ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado”), as propagandas de medicamentos isentos de prescrição deverão trazer advertências relativas aos princípios ativos. Um exemplo é a dipirona sódica, cuja proposta de advertência é “Não use este medicamento durante a gravidez e em crianças menores de três meses de idade”.

Nas propagandas veiculadas pela televisão, o próprio ator que protagonizar o comercial terá que verbalizar estas advertências. No rádio, a tarefa caberá ao locutor que ler a mensagem. Para o caso de propaganda impressa, a frase de advertência não poderá ter tamanho inferior a 20% do maior corpo de letra utilizado no anúncio.

Amostras grátis:
As amostras grátis de anticoncepcionais passam a conter, obrigatoriamente, 100% do conteúdo da apresentação original registrada e comercializada. Já no caso dos antibióticos, a quantidade mínima deverá ser suficiente para o tratamento de um paciente. Para os demais medicamentos sob prescrição, continua a valer o mínimo de 50% do conteúdo original.

Para cumprir as exigências relativas às amostras grátis as empresas terão um prazo maior: 360 dias. Para os eventos científicos e campanhas, a resolução reforça, expressamente, que o apoio ou patrocínio a profissionais de saúde não pode estar condicionado à prescrição ou dispensação de qualquer tipo de medicamento. Já no tocante à responsabilidade social das empresas, proíbe a publicidade e a menção a nomes de medicamentos durante as campanhas sociais e vice-versa.


Outras mudanças:
• Propagandas de medicamentos que interferem na plena atividade sensorial e motora deverão trazer advertência que alerte para os perigos de se dirigir e operar máquinas.

• Fica proibida a veiculação de propagandas indiretas (que sem citar o nome do produto, se utilizem de símbolos ou designações).

• Fica vedado relacionar o uso do medicamento a excessos etílicos ou gastronômicos.

• Comparações de preço, dirigidas aos consumidores, só poderão ser feitas entre medicamentos intercambiáveis (medicamento de referência e genérico).

• Fica vedada a distribuição de brindes a prescritores (médicos), dispensadores (farmacêuticos) de medicamentos e ao público em geral.

FONTE: Ministério da Saúde

Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

Petrobras reduz a publicidade e assusta mercado

A reunião do Conselho de Administração da Petrobras, que acontecerá na próxima sexta, dia 19, é aguardada com certa apreensão pelo mercado publicitário. A Petrobras já afirmou que pretende reduzir os gastos em propaganda no próximo ano. O mercado publicitário espera corte próximo de 30% e a companhia petrolífera já cogitou abandonar o patrocínio à Fórmula 1.



Se isso acontecer, a estatal será a primeira grande anunciante que assumirá cortes na área e poderá ser um indicador sobre como se comportará o setor no próximo ano.O percentual da redução deve ser decidido na reunião do conselho.


O mercado publicitário, no entanto, estima que o corte gire em torno de 30% em relação ao investido neste ano, quando a empresa gastou cerca de R$ 280 milhões.O simples anúncio do provável corte já movimentou as agências que prestam serviços à petroleira.


Há duas semanas, a Quê Comunicação demitiu 11 profissionais das áreas de atendimento, criação e mídia.Por meio de comunicado, a agência informou que os cortes foram causados em razão da perspectiva de retração dos clientes para o ano de 2009. A Quê Comunicação, do Rio de Janeiro, atende a área de esportes a motor patrocinados pela Petrobras, além de prestar serviços à BR Distribuidora.


A Petrobras já admitiu que cogita sair da F-1, depois que a Honda, sua parceira no próximo ano, anunciou que desistiu do Mundial da categoria.A agência F/Nazca, que faz os anúncios ligados às áreas internacional e cultural da Petrobras, diz desconhecer os cortes.


Já a paranaense Heads, que responde pelos anúncios regionais, abriu um escritório no Rio de Janeiro no início do ano para atender exclusivamente a estatal. A agência não respondeu a pedido de entrevista.Batizada de "Nova Era", a última campanha institucional da Petrobras foi lançada em agosto, com investimento de R$ 35 milhões.


Criada pelas três agências, falava principalmente da descoberta do pré-sal e foi veiculada em todo o país.Além dos investimentos em publicidade, a Petrobras já havia decidido cortar consultorias, patrocínios e viagens. A estatal tem sofrido com a restrição no crédito e a queda no preço do barril de petróleo.

Quinta-feira, Dezembro 11, 2008

Na estante - Chet Baker - A Longa Noite de um Mito

Chet Baker - A longa noite de um mito (Chet Baker - La Lunga notte di un mito - James Gavin (Ed. Baldini & Castoldi - 2002).



James Gavin reconta, nesta biografia um completo compedio da vida mal estruturada do musico branco, de siluetas mediana e uma forma de tocar jazz na mais requintada e encantadora obra do trompetista Chet Baker.

Desde o início dos anos 50 que o rapaz se tornou um símbolo romântico, espiritualmente através de suas notas na corrente típica de Cool-jazz, West-Cost, fervilhando na sombra de distaque em outras forma de tocar trompete.

Sua natureza inquieta e ao mesmo tempo hiper-sensível, o levou inevitavelmente a uma constante necessidade de fuga, fugir da responsabilidade e do mundo. Músicas e drogas eram para Chet mundos em que se admite uma combinação, tornar-se um ícone para todos os mitos da American rebeldes. A obra de James Gavin, feito através de uma minuciosa investigação e apaixonada linha de pesquisa, traça centenas de fontes inéditas e entrevistas não disponíveis anteriormente e em seguida, coloca fora do registro histórico da vida do trompetista uma extraordinária relação ao contexto social e político daqueles anos.

Alguns enigmas apresenta soluções enquanto outros são especulações mal resolvidas ou foram divulgados de forma maldosa sem preceito. Um classico exemplo é o mistério ligado à sua morte (ocorrida em Amesterdão em 1988). O biógrafo explora com mastria o nascimento essencial melancolia, gosto zen, recheiada de misteriosios e sedução que trouxe Baker para o sucesso. É importante destacar a irônica parábola da sua vida, suas doces melodias e paradisíaca fases, única forma de sublimação do inferno que sentia dentro de si.

A droga se tornou para Chet uma meia final e ao mesmo tempo, um equilíbrio instável entre si mesmo e o mundo, calcando um beleza finita, mencionado o preço instavel de um homem que vivia na orla semper oscilante entre o céu e o inferno, bem e mal, vida e morte. Gavin arrastar-nos entre os eventos sempre vivos, com interesse para descobrir a espiral de dependência quimica de Baker, destruindo não só a si, mas todos os que estiveram a sua volta (mulheres, músicos, amigos).

A biografia vai além do puro discurso histórico, objetivo, mas através de uma crítica aguda, apresentando destaque a condição pós-guerra americano no nos anos '50 até o final '80. Um relato audacioso pra entender o porque de Chet preferir as drogas em conta partida, pagando o preço de inspirações ao longo de sua brilhante carreira.Uma boa leitura para que quer aprofundar sobre Chet Baker.

Seminário Mineiro Pró-Conferência Nacional de Comunicação


Composta por 21 entidades, a Comissão Mineira Pró-Conferência Pró-Conferência Nacional de Comunicação irá realizar nos dias 12 e 13 de dezembro, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais o “Seminário Mineiro Pró-Conferência Nacional de Comunicação”.

As inscrições são gratuitas e podem ser feita pelo site http://www.proconferenciamg.wordpress.com/ ou pelos telefones (31) 3225-4011 e (31) 2138-6767.

O Seminário discutirá o marco regulatório da Comunicação no Brasil e a construção de políticas públicas para a Comunicação. As presenças de entidades, organizações e movimentos consolidarão, junto às autoridades e a outros segmentos da sociedade, a compreensão sobre a urgência da Conferência Nacional de Comunicação.. O Seminário é fundamental para o avanço em direção a esse objetivo.

É a primeira vez que a Conferência Nacional de Comunicação faz parte da agenda política brasileira. É preciso que a sociedade brasileira trabalhe pela realização da PRIMEIRA Conferência. Todos os cidadãos podem participar do Seminário em Minas, independente de ligação com o setor, afinal a Comunicação faz parte da vida de todos e a sociedade precisa estar atenta e agir.

A emergência em se definir políticas públicas de Comunicação para o Brasil só pode encontrar respostas em um amplo debate nacional. Sociedade civil, movimentos sociais, empresários e governo precisam estabelecer juntos as diretrizes dessa política. Este grande pacto nacional em favor de uma comunicação verdadeiramente democrática só é possível por meio de uma Conferência Nacional de Comunicação, convocada pelo Governo Federal, com etapas municipais, regionais e estaduais, nos moldes das outras 49 Conferências já realizadas pelo Governo Federal, desde 2003, mobilizando mais de quatro milhões de pessoas.

As conferências nacionais são conquistas da democracia brasileira, e têm sido eficientes como fórum amplo de reflexão e formulação de propostas. Desde 2003, 48 conferências nacionais foram realizadas em vários campos de atividade, com uma produção significativa de propostas para o poder público, o setor produtivo e a sociedade civil. Agora é hora de se pactuar a realização da I Conferência Nacional de Comunicação.

A Conferência deverá tratar a comunicação como um direito fundamental, refletindo sobre o papel da comunicação democrática na garantia da liberdade de expressão, da inclusão social, da diversidade cultural e religiosa, da participação social, regionalização da produção e da convergência tecnológica.

O Seminário Mineiro e as outras atividades ocorridas “Brasil afora” têm a clara intenção de propor um diálogo entre governo, movimentos sociais, empresários, trabalhadores do setor e sociedade civil, a fim de firmar um pacto coletivo pela realização da Conferência.
Histórico – No decorrer de 2008, o movimento em prol da 1ª Conferência Nacional de Comunicação construiu uma rede atuante em todo o País, tendo sido formadas várias comissões estaduais, entre elas a Mineira. Conferências e seminários estaduais já reuniram cerca de quatro mil de participantes em 14 Estados.

O debate sobre a democratização da comunicação é feito há décadas, mas as discussões em torno de um marco regulatório a ser discutido em uma Conferência Nacional começaram a tomar corpo durante o Encontro Nacional de Comunicação, ocorrido na Câmara dos Deputados, no auditório Nereu Ramos, no dia 21 de junho de 2007.


PROGRAMAÇÃO

12/12 (Sexta-feira)

19h00 – Credenciamento

19h30 – “A Importância da Conferência Nacional

Hélio Costa – Ministro das Comunicações
Alberto Pinto Coelho – Presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais
Marco Aurélio Jarjour – Presidente do Sindicato das Empresas de Rádio e TV
Celso Schröder – Coordenador-Geral Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), representante da Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação
Rosane Bertotti – Secretária de Comunicação da CUT Nacional
Lidyane Ponciano (Mediadora) – Comissão Mineira Pró-Conferência Nacional de Comunicação e Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais


13/12 (Sábado)

08h00 – Credenciamento

09h00 – “Marco Regulatório e Convergência”

Maria do Carmo Lara – Deputada Federal (Comissão de Ciência e Tecnologia)
Luiza Erundina – Deputada Federal (Comissão de Ciência e Tecnologia)
Luciana Raso Sardinha – Mestre e Doutora em Direito Administrativo pela UFMG e autora de livros sobre Radiodifusão
José Sóter – Coordenador Executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão (Abraço) Nacional e do FNDC
Aloisio Lopes (Mediador) – Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

12h00 – Almoço

14h00 – “Comunicação, Cultura e Subjetividade”

Wemerson de Amorin – Coordenador da Rádio FAE (Faculdade de Educação da UFMG)
Edivaldo Amorin Farias – Presidente da Associação Brasileira dos Canais Comunitários (ABCCOM)
Mozahir Salomão – Secretário de Comunicação da PUC-MG
Ricardo Moretzon (Mediador) – Campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania” e Conselho Regional de Psicologia (CRP)


Entidades que compõem a Comissão Mineira Pró-Conferência Nacional de Comunicação – ABI-MG, Abraço-MG, Agenda 21-MG, Ajosp, AMI, Ética na TV, Casa Brasil, CRP-MG, CUT-MG, Fenaj, Fitert, FNDC-MG, GRES Cidade Jardim, Jornal Brasil de Fato-MG, Kolping, Mandato Dep. Almir Paraca, Mandato Dep. Carlin Moura, PCdoB-MG, PT-MG, Sind. Jornalistas-MG, Sintert-MG.

Quarta-feira, Dezembro 10, 2008

NovaS/B leva conta do Ministério da Previdência

A agência NovaS/B foi a vencedora da concorrência para contratação de empresa especializada no serviço de publicidade. O resultado da licitação foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, 10. O contrato será válido por um ano e pode ser prorrogado por até 60 meses, conforme prevê a lei de licitações.

Serão destinados R$ 26 milhões ao ano para prestação de serviços de publicidade, compreendendo estudo, concepção, criação, execução interna, supervisão da execução externa e distribuição de campanhas.

O edital foi publicado em 29 de agosto deste ano e as propostas técnicas foram julgadas no começo de novembro, quando a Nova S/B já apresentava pontuação superior às demais concorrentes, restando apenas o julgamento das propostas de preços.

Além da vencedora, participaram da disputa a Bees Publicidade, 141, Competence, McCann Erickson, Matriz Comunicação, Morya Comunicação, MPM Propaganda, Perfil Promoções e Publicidade, RC Comunicação, SLA Propaganda e Sotaque Brasil.

Entre as atribuições da agência estão a confecção de peças e materiais publicitários, pesquisas de pré-teste e pós-teste vinculadas à concepção e criação de campanhas, peças e materiais publicitários, elaboração de marcas, expressões de propaganda, logotipos e outros elementos de comunicação visual. O texto do edital especificou que a criação e ações de publicidade não poderão ser objeto de subcontratação.

A partir desta quarta-feira, 10, são contados cinco dias úteis, conforme prevê a lei, para apresentação de recursos.

FONTE: Online Meio & Mensagem

Segunda-feira, Dezembro 01, 2008

Dia Mundial de Luta Contra a Aids de 2008

Hoje é o dia Dia Mundial de Luta Contra a Aids de 2008. A campanha públicitária, lançada em 25 de novembro, tem como público-alvo a população heterossexual com mais de 50 anos de idade. O foco são homens maduros das classes C e D.

A escolha desse público seu deu, principalmente, porque a incidência de aids praticamente dobrou nessa população nos últimos dez anos (de 7,5% em 96 para 15,7% em 2006). Ao contrário do que muitos pensam as pessoas acima de 50 anos de idade têm uma vida sexualmente ativa, 73,1% fez sexo no último ano e apenas 22,3% usaram preservativo na última relação, ao contrário da população de 15 a 24 anos, onde 57,3% usaram na última relação. Esse público nunca foi alvo de nossas campanhas e os números mostram o quanto é importante conscientizar essa faixa etária sobre o uso da camisinha.

A Campanha Clube dos Enta, que tem como slogan “Sexo não tem idade. Proteção também não”, trata de assuntos ligados à relação sexual, como o uso do preservativo, além de oferecer dicas para melhorar o sexo depois dos 50.

Para a campanha, serão utilizadas mídias como TV, rádio, mobiliários urbanos e Internet, além da produção de cartazes e fôlderes para distribuição aos parceiros. Contudo, o material gráfico foi disponibilizado no site no Ministério da Saúde desde 15 de Outubro para que os governos estaduais e municipais e organizações da sociedade civil pudessem reproduzi-lo.

Como acontece desde 2005, o tema da Campanha do Dia Mundial tem continuidade no ano seguinte. Assim, no carnaval 2009 o Ministério da Saúde focará como público-alvo também as pessoas com mais de 50 anos de idade.

Campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids 2008
Tema: Pessoas com mais de 50 anos, homens maduros.
Slogan: “Sexo não tem idade. Proteção também não.

Materiais:

1 Filme para TV (30 sec)
2 Spots de rádio (30 e 60 sec)
3 modelos de Cartazes e Mobiliários Urbanos
Folder
Hot Site



Folder




Cartaz



Mobiliaário Urbano

Quarta-feira, Novembro 26, 2008

Cartilha do MS faz alerta sobre violência sexual contra crianças e adolescentes

O Ministério da Saúde distribuirá cartilhas sobre o impacto da violência na saúde das crianças e adolescentes. A cartilha faz parte do trabalho realizado nos municípios para acabar com o abuso e a exploração infantil. O texto, elaborada por técnicos das áreas de Saúde da Criança, do Adolescente e da Mulher, contém informações sobre as formas de violência sexual, a rede de serviços disponíveis nos estados e municípios, além de dicas de como perceber os sinais da violência sexual.

Com a cartilha, que terá tiragem inicial de três mil exemplares, a população saberá o que fazer diante da constatação de um caso e como deverá abordar a criança e o adolescente. O lançamento foi realizado nesta terça-feira (25), durante na abertura do III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que pela primeira vez acontece no Brasil.

O encontro está em andamento no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 25 e 28 de novembro, e contou, na abertura, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. De acordo com o ministro, o fato de o Brasil sediar o debate representa o reconhecimento internacional da importância atribuída ao tema no país. “A violência pode gerar problemas sociais, emocionais, psicológicos durante toda a vida, como uso de álcool e outras drogas, iniciação precoce à atividade sexual, depressão, transtornos mentais, comportamento agressivo e ansiedade”, destacou Temporão.

O Congresso Mundial reúne mais de 3 mil pessoas dos cinco continentes, sendo 300 adolescentes. O tema de abertura foi "Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e a sua Proteção contra a Exploração Sexual – Por uma Visão Sistêmica". Durante os três dias de encontro, serão realizadas oficinas, espaços de diálogo e painéis. Tudo isso para a construção de indicativos importantes, sobre a forma mais eficaz que os países devem adotar para enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes.

DADOS – Muitos direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estão ameaçados em virtude da violência, causando grande impacto na saúde da população, além de altos custos econômicos e sociais para o Estado e para as famílias, afirmam os técnicos do Ministério da Saúde. A violência resulta na perda de anos potenciais de vida, cujas principais vítimas são as crianças e os adolescentes.

Os acidentes e as violências foram responsáveis por 124.935 óbitos em 2006, representando 13,7% do total de mortes por causas definidas, configurando-se como a primeira causa de morte entre os adolescentes e crianças a partir de 1 ano de idade, no país. “Este é um grande desafio que o MS tem procurado enfrentar ao longo dos anos, mediante a qualificação dos serviços para o acolhimento e atendimento de crianças vítimas da violência. A atenção é oferecida por equipes multiprofissionais com abordagem humanizada, para reduzir danos para a criança e a família”, ressaltou a coordenadora da Área da Saúde da Criança, Thereza de Lamare.

FONTE - Ministério da Saúde


















Terça-feira, Novembro 25, 2008

Publicitários se mobilizam contra restrição de propagandas


Empresas do setor de bebidas alcoólicas e de publicidade fazem nova investida para inviabilizar a aprovação do projeto de lei que restringe a propaganda de bebidas com teor alcoólico acima de 13 graus Gay Lussac (GL), como uísque, vodca, conhaque, rum, gim e aguardente.

O texto que recomenda a restrição foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados no último dia 11. A pedido de empresas do setor, dois dias depois da aprovação na CCJ, o deputado Albano do Prado Pimentel Franco (PSDB-SE) pediu ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), uma revisão de despacho para que o texto seja apreciado na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara, o que pode levar mais tempo para a sua tramitação no Congresso Nacional.

O objetivo é analisar o impacto do projeto sobre a receita das empresas do segmento de publicidade e propaganda de bebidas alcoólicas. Até então, tal comissão não estava no rol das comissões que Chinaglia havia selecionado para analisar o projeto de lei 2940/1997, que cria o Dia Nacional de Prevenção do Álcool e das Drogas, de autoria do deputado João Pizzolatti (PPB-SC), marcado para 17 de janeiro. Por enquanto, Chinaglia não retornou a Franco.

O projeto tem caráter terminativo na Câmara dos Deputados. Ou seja, ele é analisado apenas pelas comissões designadas para esse fim. E não precisa passar pelo crivo do Plenário, salvo se surgir algum recurso para isso, o que não houve até agora. Hoje, o projeto se encontra na Coordenação de Comissões Permanente (CCP), que publicará os pareceres do histórico e dos processos de toda a matéria. A publicação pode ser em avulso e no Diário da Câmara dos Deputados (DDC), fato que deve acontecer entre hoje e amanhã. Além disso, essa comissão abrirá prazos para recursos caso algum deputado julgue necessário que o texto seja votado em Plenário. Caso não seja levado ao Plenário e nem à Comissão de Desenvolvimento Econômico, o texto deverá voltar à Comissão de Constituição e Justiça, e depois à apreciação pelo Senado Federal. Ainda não se sabe se nessa casa o projeto será terminativo.

Antes de o texto ser aprovado na CCJ, a propaganda de bebidas com teor alcoólico acima de 13 graus Gay Lussac (GL) era permitida em emissoras de rádio e televisão entre 21h e 6h. Porém, com a aprovação de tal projeto a publicidade fica vetada em qualquer meio de comunicação.

Se o projeto for aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado, a publicidade de bebidas ficará altamente restrita. Serão permitidos apenas pôsteres, painéis e cartazes dentro dos estabelecimentos de venda. O material de divulgação das bebidas não deverá aparecer associado a eventos esportivos, nem colocar alguém que consome o álcool conduzindo veículos. Fica proibido ainda o uso de crianças nas peças publicitárias.

FONTE: Gazeta Mercantil e AdNews

Recordar é viver!!!

Ontem, tive uma bela surpresa no Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Depois de uma reunião a Ana Paula, servidora da ASCOM, me abordou e disse que lia e guardava meus textos sobre a História da Propaganda de Governo, publicados no Correio Braziliense. Conversamos muito sobre o assunto e ela me pediu para colocar aqui no Feijoada o útlimo texto da série, publicado no Correio no dia 07/10/2007, pois tinha perdido. Então aí está. Beijão Ana!!!



Do gás ao café, a propaganda como ferramenta da República.

Nos primeiros anos do século passado, mesmo sob o impacto da Abolição, que afetou diretamente o desempenho da economia brasileira, o governo da República abraçou a missão quase impossível de levar o pais à industrialização, à modernização.

Para tanto, uma das apostas dos presidentes Campos Sales (1898/1902) e do seu sucessor Rodrigues Alves (1902/1906) foi a publicação de Decretos que financiaram ações de propaganda, com o objetivo de divulgar no exterior qualidades econômicas e geográficas do país, mas principalmente produtos agrícolas brasileiros para, assim, atrair investidores e abrir novos mercados.

O café, pilar da economia na época, foi o primeiro garoto-propaganda. Em 1901, o governo liberou por meio do Decreto nº 4.207, de 22 de outubro, crédito de 70 contos de réis para o Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas organizar serviços de propaganda do nosso café nos países onde o Brasil possuía Consulado.

Temendo a desestabilização da economia, outros setores opuseram-se ao protecionismo governamental, questionando fortemente a intervenção da República no setor cafeeiro. Pressionado, o governo passou a investir na propaganda de outros produtos brasileiros. Em 2 de julho de 1902, por meio do Decreto nº 4.446, liberou 50 contos de réis para o Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas desenvolver esforços de propaganda com o intuito de divulgar além-mar o xisto betuminoso, oriundo da cidade de Marahú, na Bahia.

Ainda em 1902, o gás natural do Recife também foi socorrido pelo governo. Para desenvolver ações de propaganda do gás pernambucano nos Estados Unidos, o município recebeu o crédito de 15 contos de réis do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, por meio do Decreto nº 4.612, de 23 de outubro.

Os presidentes Campos Sales e Rodrigues Alves não imaginavam que a estratégia de usar a comunicação para fortalecimento mercadológico e promoção de imagem seria instituída como ferramenta de governo. Para alcançar os mais variados objetivos, ações de comunicação planejadas foram rapidamente incorporadas ao senso comum da cultura política do pais, evoluindo para o que hoje conhecemos como propaganda institucional e propaganda mercadológica.


Veja os Decretos originais:







Brasil faz propaganda no exterior

Conforme o Meio&Mensagem já havia adiantado, as ações publicitárias do governo para reduzir o impacto da crise financeira na economia nacional não param com a campanha de consumo interno, anunciada ontem pelo Ministro Franklin Martins durante reunião na Granja do Torto.

Em março do ano que vem o presidente lançará em Nova York um kit de divulgação do Brasil. A campanha está estruturada na promoção do País no exterior. O desenvolvimento da marca Brasil será feito por uma das três agências de publicidade que atendem ao governo - Propeg, Matisse e 141 Brasil. A divulgação e meios de inserção do Brasil como notícia será tarefa da CDN, vencedora da licitação para comunicação externa do Brasil.

Enquanto a campanha interna que entrará no ar em dezembro tem foco no consumidor brasileiro, a ação externa visa mostrar aos investidores que a economia brasileira cresce com sustentação, e, que é um bom lugar para se investir nestes tempos de crise.

Feijoada Completa também é história. Em 05 de agosto de 1892, por meio do Decreto nº72, o então Presidente do República dos Estados Unidos do Brazil, Floriano Peixoto, autorizou o Ministério de Estado dos Negócios da Agricultura, Commercio e Obras Públicas a pagar 1 conto de réis ao padre Antônio Martucci por prestar serviços de propaganda do Brasil na Europa a favor da imigração.

Segunda-feira, Novembro 24, 2008

Governo lança campanha publicitária para restaurar confiança no País


O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, informou nesta segunda-feira, 24, durante última reunião ministerial do ano, que o governo vai lançar, no início de dezembro, uma campanha publicitária com o tema: "O mundo aprendeu a respeitar o Brasil e o Brasil confia nos brasileiros".

A campanha, que será veiculada em rádio, tevê e jornais por duas semanas, tem como objetivo apontar como o Brasil está enfrentando a crise, a situação do País hoje, e mostrar que a população não deve deixar de comprar, guardando o dinheiro debaixo do colchão e reduzindo a demanda.

A idéia é mostrar a confiança que é preciso ter na economia. A campanha pretende ainda, segundo Franklin, mostrar que o País está preparado para enfrentar a crise e que as pessoas não devem se apavorar.

Em entrevista coletiva ao lado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, Martins disse que as reservas internacionais brasileiras (de US$ 205 bilhões) continuam "intocadas" e que "o Brasil não veio abaixo" com a crise financeira internacional.

"Em outras oportunidades (de crise), em 72 horas ou 96 horas, já estávamos de joelho", afirmou o ministro. Ele defendeu a atuação do governo no campo econômico. "Estamos mais bem preparados, não porque o presidente Lula tenha sorte - embora seja algo reconhecido que ele seja um sujeito muito sortudo -, mas porque o Brasil como um todo se preparou melhor."

O ministro afirmou ainda que ações do governo como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa Bolsa-Família, muito criticados quando de seu lançamento, servem, neste momento, para reduzir os efeitos da crise na economia brasileira. "Hoje, com essa crise, temos um mercado interno valorizado, e não se pode esquecer que o Bolsa-Família foi criticado. O Bolsa-Esmola... E o PAC foi recebido com certa ironia."

Martins disse que o governo brasileiro procurou, desde 2003, buscar novos mercados e não ficou dependente de mercados tradicionais. "Quanto se criticava o governo porque o governo tentava diversificar as suas exportações! Sempre tivemos nossos parceiros principais, Estados Unidos e Europa, sempre foi assim e nunca vai mudar. E, nesse ponto, até a compra do 'Aerolula' (apelido do novo avião da Presidência da República) foi muito positiva. Não se colocaram os ovos em uma cesta só", disse.

Domingo, Novembro 23, 2008

O que pensam os especialistas

- ''Uma propaganda apelativa pode ter efeitos desastrosos''
RUBENS JOSÉ GAGLIARDIPROF. DE NEUROLOGIA DA FAC. DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA

Quando se pensa em bebida alcoólica, não se pode esquecer que estamos nos referindo a uma substância tóxica. A propaganda desse tipo de produto é, em geral, muito bem feita, o que cria mais um atrativo para a ingestão do álcool.

Veicular anúncios de bebidas para aqueles que não são alcoólatras não é um problema. No entanto, quem apresenta um quadro de alcoolismo - o que é uma doença - pode não ter discernimento necessário para interpretar a mensagem da publicidade.

Nesse sentido, vetar tais propagandas seria um meio eficaz de inibir o consumo do álcool. Uma propaganda apelativa pode ter efeitos desastrosos. Com o fim da publicidade de uísque e vodca, cria-se uma tendência para a proibição da propaganda de cerveja - bebida popular entre os brasileiros.

Não devemos criar uma sociedade abstêmia, já que parâmetros excessivamente rígidos podem gerar complicações ainda mais graves. Mas conscientizar a população por meio do banimento de tais anúncios é uma alternativa decisiva para evitar que o álcool seja consumido em grande quantidade.

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A circulação da informação aumenta a qualidade de julgamento?
JOSMAR ANDRADEPROF. DO CURSO DE MARKETING DA EACH/USP

Repete-se a história: se as notícias não são boas, então mate-se o mensageiro. O que se discute é o cerceamento da liberdade de divulgação promocional de um setor plenamente legalizado, versus os possíveis malefícios que o produto anunciado pode trazer.

Pela teoria econômica, a livre circulação da informação aumenta o esclarecimento e a qualidade de julgamento do consumidor. Isso não significa desconsiderar os impactos da mensagem promocional em setores sensíveis, como a saúde e a segurança pública . É impossível deixar de condenar a glamourização do álcool, corpos seminus como apelo de venda, mensagens de bebidas no meio da programação da tarde.

No entanto, o banimento representaria precedente perigoso, aparentemente motivado a proporcionar falsa sensação de controle sobre o problema. Anúncios de bebidas em determinadas faixas horárias e publicações, dirigidas aos adultos, causam menos problema à sociedade do que a venda indiscriminada do produto, sem qualquer ação de autoridades para fiscalizar regras que já existem.

Sábado, Novembro 22, 2008

Dia Nacional de Combate à Dengue

A realização de atos públicos em todo o país marca hoje o Dia Nacional de Combate à Dengue. Além do anúncio de investimentos e planos para evitar a transmissão da doença, há uma preocupação das autoridades em chamar atenção da sociedade quanto à necessidade de uma postura pró-ativa no trabalho de prevenção.

“Agora, com a chegada da temporada das chuvas, é o momento em que a gente precisa mais do que nunca intensificar o alerta para que toda a sociedade se mobilize, a juventude e os órgãos de classe, a enfrentar essa ameaça terrível. Queremos que as crianças e cada cidadão sejam multiplicadores desse enfrentamento”, ressaltou o secretário de Saúde do Distrito Federal, Augusto Carvalho, durante mobilização contra a Dengue no Parque da Cidade, em Brasília.




A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) registrou, no período de janeiro a março de 2008, 120.413 casos de dengue clássica, 647 casos de Febre Hemorrágica da dengue e a ocorrência de 48 óbitos. Ao compararmos com o ano de 2006, observamos um aumento de 136.488 casos de dengue no País, sendo o mês de março aquele com o maior número de notificações no período, correspondendo a 102.011 casos. É importante destacar que este aumento no número absoluto de casos está relacionado com a ocorrência de epidemias com altas taxas de incidência em alguns Estados. Neste caso, destaca-se o ocorrido nos Estados: Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio de Janeiro que notificaram um excedente de 59.370, 39.391 e 18.181 casos, respectivamente.

Durante a ação de mobilização em Brasília, foram montadas tendas para a prestar informações aos cidadãos sobre a doença e crianças de um grupo de escoteiros distribuíram panfletos explicativos. Ao anunciar nova avaliação nacional das informações sobre infestação por larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que as Forças Armadas dispõem de 2,2 mil homens que serão capacitados para entrar no combate à dengue, caso seja necessário.

Os militares serão treinados para inspecionar locais com risco de proliferação das larvas do mosquito, além de orientar a população.Cinco cidades estão em situação de risco de surto, de acordo com ministério: Epitaciolândia (AC), Várzea Grande (MT), Mossoró (RN), Itabuna (BA) e Camaçari (BA). Entre as capitais, 14 estão em estado de alerta, incluindo Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Salvador (BA), São Luis (MA), Recife (PE), Natal (RN) e Goiânia (GO).

Além de qualificar os agentes do programa Saúde da Família e intensificar o uso de veículos pelas equipes responsáveis pelas vistorias nas residências, outra ação de fortalecimento do combate aos focos de proliferação do mosquito é a divulgação de informações. Ou seja, o constante e intensivo uso de ferramentas de comunicação de massa.

Para a campanha publicitária de 2008, foram criadas diversas peças de comunicação, algumas delas direcionadas para cada região do Brasil, com linguagem e formas de combate adequadas a realidade local. No geral, os layouts são impactantes, com a predominação de cores fortes - vermelho e amarelo. A linguagem é simples, com informações de utilidade pública diretas, de fácil entendimento e direcionadas a população em geral. Contudo, foram desenvolvidas mensagem e criadas peças para prefeitos, agentes de saúde, professores e comunicadores de rádio. Destaque da campanha é o hotsite - http://www.combatadengue.com.br/. Muito organizado, completo, de fácil navegação e subdividido por público-alvo: Profissional de Saúde, Cidadão e Mobilizador.

Vejam as peças.




Poster







Filipeta Sintomas da Dengue







E-mail Marketing


Bones










Adesivos








Volante





Filipeta






Praguinha









Filipeta






Cartilha




Camiseta




Adesivação Trem





Painel Estação de Trem

Sexta-feira, Novembro 21, 2008

Política de Comunicação, ação comunicativa e emancipação social


Pensar a Comunicação, no âmbito do Governo do Estado do Pará, conforma um desafio associado à superação de um paradigma herdado: pensá-la não como um instrumental utilitário na relação governo/sociedade, mas sim como um processo social autônomo, associado à própria organização social – ou seja, à relação de contigüidade dos indivíduos entre si e com seu espaço, com o uso que fazem de seu território e com o processo de maturação de suas escolhas.


Esse desafio resultaria em superar uma percepção mecanicista e utilitarista da mídia e construir um projeto de Comunicação pautado pelo compromisso de democratização do espaço público. Pelo compromisso de constituição de uma esfera pública inclusiva, participativa e politizada.


Nesse sentido, esse desafio associa a política de Comunicação, diretamente, aos macro-objetivos do governo: inovação para o desenvolvimento, gestão democrática e participativa e qualidade de vida para todos e todas. Também a associa a outro macro-objetivo tangencial, presente nos três referidos e em todos os atos de fala da Governadora: a integração regional do estado.


Esses objetivos não precisam ser, meramente, divulgados, mas sim pactuados com a sociedade, o que pressupõe debate público, enfrentamento de posições e construção coletiva. E para isso não há como não pensar a Comunicação como meio para uma gestão participativa. Tampouco como deixar de vê-la como projeto de inovação tecnológica.


Considerando ainda que ela pode concatenar projetos de integração regional, construindo espaços público para o debate social localizado e, assim, gerando qualidade de vida para populações sem acesso à mídia – ou a boa mídia -, pode-se pensá-la como uma área estratégica para o projeto político iniciado.


Mas isso se considerar que a Comunicação não é, simplesmente, um projeto de informação, publicidade, relações públicas ou marketing político. Essa parte técnica da Comunicação, digamos assim, é apenas um acessório para coisas que estão bem além da maneira como o senso comum a representa. E é nesse sentido que propomos iniciar um debate a respeito de como a mídia – pensada não apenas na sua dimensão instrumental ou empresarial, mas, também, como processos e modelos comunitários e sociais de comunicação – pode vir a ser um instrumento fundamental para a concretização dos objetivos de governo acima referidos e, mais que isso, para a instauração de processos sociais de politização, valorização e capacitação do homem paraense.


A Comunicação que pensamos não prefere falar em jornalismo, publicidade ou marketing em detrimento de termos como esfera pública, mídia comunitária, inclusão digital e democracia. E esse debate, por outro lado, pretende levantar questões de fundo estratégico que se podem evidenciar, por exemplo, por meio de axiomas como: deve a mídia, ou melhor, esta mídia, pautar as ações do governo em detrimento do contrário? - ou seja, do debate público a respeito dos projetos e ações do governo?


Não seria o caso de lembrar que, há alguns anos, o Partido dos Trabalhadores adotava um modelo de pactuação com a sociedade centrado na defesa do diálogo social e que esse modelo, mesmo sem ser abandonado, passou a conviver e, talvez, a ser superado por um novo modelo de pactuação social centrado, este, na mídia e no marketing?


Sem desejar sugerir que a mídia, essa mídia, não tenha importância, o que pretendemos evidenciar é o fato de que a mídia não precisa ser pensada, exclusivamente, como uma estratégia de sedução ou de controle.


A mídia que propomos deseja reativar, na medida do possível e sem ilusões maiores, a esfera pública. Deseja ampliar a participação social no debate sobre o que a cerca. Deseja dar voz ativa ao homem, ao maior número possível de homens e, assim, promover sua auto-estima – a verdadeira auto-estima, que decorre de saber-se agente político de seu destino, e não aquela que, na gestão anterior, foi tão apregoada e que concorria para a passividade, tornando o sujeito um espectador passivo de um discurso hipnótico sobre sua identidade.


O que desejamos é uma mídia republicana, que contribua para tornar republicana a sociedade.


Nesse sentido, gostaríamos de atualizar a reflexão sobre o espaço público, sugerindo meios para a concretização de uma experiência de ação comunicativa situada na vivência social, na vida cotidiana e localizada num espaço preciso de ação e de interlocução de atores sociais que se instituem, midiaticamente, a partir de sua concretude histórica, num processo de circularidade cultural que os torna completos naquilo que são, que vêem, que pretendem. Na história que contam de si.


Antecipando um tema que não será aqui esgotado, o que queremos é uma mídia que não seja, digamos assim, metafísica. Que não produza ficções de generalidade, de identidade ou de substância. Que não pense os “receptores” como sujeitos passivos, meramente. Uma Comunicação pensada como ação, como práxis. O que desejamos é pensar numa Comunicação inclusiva e republicana.


Autor: Prof. Fábio Fonseca de Castro

Faturamento publicitário acumulado no ano é maior que em 2007

A publicidade nos veículos de comunicação (Internet, rádio, TV, TV por assinatura, jornal e revista), além do cinema, registrou crescimento no faturamento acumulado entre janeiro e setembro deste ano comparado a igual período de 2007. Os dados abaixo são do Projeto Inter-meios, do Meio & Mensagem.

A Internet teve o maior crescimento: 47,17%, com um faturamento de R$ 519 milhões; a TV por assinatura ficou em segundo lugar, crescendo 30,34% e alcançando um total de R$ 557 milhões. O cinema registrou taxa positiva de 25%, com R$ 61 milhões de faturamento. O rádio ficou com R$ 649 milhões e 22,76% de crescimento. Logo atrás vem o veículo revista, com 21% de aumento e R$ 1,3 bilhão de rendimento. O meio jornal teve um crescimento de 15,5% e uma receita de R$ 2,5 bilhões. Por último, em crescimento, está o veículo TV, com um percentual de 14,17%, mas com o maior faturamento: R$ 9 bilhões.

Os dados do Inter-meios se referem até o mês de setembro, quando se iniciou a crise econômica em termos mundiais. Não há informações mais recentes sobre a publicidade nos meios de comunicação.


Cabe lembrar que o Governo Federalo é maior anúnciante no Brasil, com investimentos próximos de R$1bilhão em 2007. Os dados completos dos gastos governamentais em 2008 provavelmente serão divulgados pelo SECOM/PR no início de 2009.





Dia da Consciência Negra

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) publicou hoje, Dia da Consciência Negra, anúncio publicitário em 12 jornais de grande circulação nacional e regional nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Distrito Federal. São eles: O Globo, Extra, O Dia, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo, Agora São Paulo, A Tarde, Correio da Bahia, Tribuna da Bahia, Correio Braziliense e Jornal de Brasília.



A peça publicitária estampa a imagem de uma mulher negra e a mensagem “Mulheres Negras: Muitas Lutas, Muitas Conquistas” em alusão à trajetória de resistência das mulheres negras, reivindicação de direitos e inclusão da dimensão de gênero e raça nas políticas públicas, a exemplo do eixo estruturante “Enfrentamento ao Racismo, Sexismo e Lesbofobia” do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

O anúncio também registra a passagem dos 20 anos do Movimento Nacional de Mulheres Negras, fundado em 1988 durante o I Encontro Nacional de Mulheres Negras, em Valença (RJ). Esse movimento nasce da expressão máxima das mulheres negras de demarcação de um campo político e de inter-relação das dimensões de gênero e raça como questões estruturantes de exclusão e desigualdades entre os grupos sociais.

Cabe uma observação: não vi se quer uma peça publicitária assinada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, em nenhum veículo de comunicação, comemorando o Dia da Consciência Negra. Nem mesmo no site da secretaria.

Quarta-feira, Novembro 19, 2008

Mercado questiona proibição da publicidade infantil

Representantes do setor de licenciamento, brinquedos e publicações infantis, além de advogados especializados em propriedade intelectual, se reuniram hoje, quarta feira, para deliberar sobre ações práticas que visam evitar a aprovação do projeto de lei (PL) 5921/2001, dos deputados Maria do Carmo Lara (PT/MG) e Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), que propõe a proibição da publicidade de produtos destinados ao público infantil.

O PL foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor em 9 de julho, mas ainda não tem data para ir a plenário. Dentre os principais pontos do PL estão a proibição de qualquer tipo de publicidade e de comunicação mercadológica dirigida ao público infantil, em qualquer horário e mídia, seja ela de produtos ou serviços relacionados à infância.

O evento, promovido pela Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) no auditório da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), na cidade de São Paulo, resultará num documento em defesa dos setores envolvidos e contra a aprovação do projeto de lei que será entregue aos autores e aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

"Enquanto a crise econômica assola o mundo, o legislativo, ao invés de procurar soluções, está querendo coibir a publicidade infantil. Essa é uma lei espúria que irá obrigar a indústria a reduzir a produção e os postos de trabalho. Nem embalagens coloridas poderemos ter. Vamos nos blindar, não podemos deixar isso acontecer", diz Sebastião Bonfá, presidente da Abral.

Um dos componentes da mesa de debates, André Magalhães Pinto, secretário parlamentar e assessor especial do deputado federal José Aníbal (PSDB/SP), se prontificou a levar as demandas do mercado à bancada do PSDB em Brasília. "O Bonfá irá me passar um briefing e a intenção é fazer uma blindagem contra o projeto de lei na Câmara. Vamos atuar para derrubá-lo", afirma Magalhães Pinto.

Na opinião de Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), este é mais um exemplo de projetos exóticos do congresso brasileiro. "Existem projetos para mudar a correnteza e o curso de rios e para dessalgar a água do mar brasileiro. O projeto não vai passar, mas tem um rito, isso vai demorar. CNI, Abert, Abrinq e mais algumas entidades estão capitaneando esse processo. Agora a Abral vai se juntar ao grupo", destaca, lembrando que a próxima reunião dessa equipe será em fevereiro.

Também participaram da mesa Arnaldo Rabelo (autor do livro Marketing Infantil e especialista em marketing de produtos infantis), Cecília Manara (advogada especialista em propriedade intelectual), Monica de Sousa (diretora comercial da Mauricio de Sousa Produções), Ricardo Sayon (presidente da rede de lojas Ri Happy), José Eduardo Severo Martins (presidente da Panini Brasil), Glenn Migliaccio (diretor de licenciamento da ITC) e Edson Pinto (advogado e tributarista).

Terça-feira, Novembro 18, 2008

Campanha do Governo Federal incentiva registro civil dos cidadãos


Sem ele, o cidadão não tem acesso à escola pública, não tem direito à carteira de trabalho, não vota e limita a própria cidadania. O registro civil é a identidade social de todas as pessoas, no entanto, são muitos os que não o têm. Para mudar essa realidade e conscientizar os brasileiros da importância do documento, emitido gratuitamente, começou, ontem, em todo o país, o Movimento Nacional de Mobilização pelo Registro Civil de Nascimento, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).


A mobilização pretende incentivar aqueles que não têm a certidão de nascimento a comparecer aos cartórios, até o dia 17 de dezembro. Segundo dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos (Sedh) da Presidência da República, 12,7% dos recém-nascidos (212.844 ) não são registrados. “Há oitos anos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que havia no país quase 800 mil pessoas sem o documento hoje não chega a 400 mil. Em Minas Gerais, por exemplo, não temos o número de quantos são, mas sabemos que é pífio e, na maioria das vezes, são adultos”, conta o juiz da Vara de Registros Públicos do Fórum Lafayette, Fernando Humberto dos Santos. “Atualmente, há muitos programas sociais, como o Bolsa-Família, em que, para participar, a pessoa deve apresentar a documentação. São elementos que funcionam como um impulso para o registro civil”, avalia



A situação torna-se mais aguda nos estados das regiões norte e nordeste. Em Roraima, a taxa chega a 42,8% -- a maior do país. No Piauí, vai a 33,7%; e em Alagoas é de 31,6% (veja abaixo quadro completo).

Diante desse quadro, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) lança, em Teresina, Piauí, na próxima quinta-feira (20), a Semana Nacional de Mobilização para o Registro Civil de Nascimento (RCN) e Documentação Básica (DB) em todo o Brasil. A cerimônia terá a participação do ministro Paulo Vannuchi, da SEDH. O lançamento acontece no cine teatro da Assembléia Legislativa do estado.


Cada município e estado terá prazo de 30 dias para organizar a sua semana, no período de 17 de novembro a 19 de dezembro. Assim, todos têm oportunidade de escolher o melhor período para desenvolverem suas ações intensivas de promoção do Registro Civil e de orientação à população sobre a importância e os requisitos para a emissão do registro civil de nascimento e da documentação civil básica.


A mobilização nacional para o Registro Civil Nacional e Documentação Básica é permanente. Nesta semana nacional, o esforço também é para obter a adesão de todos os municípios para planejarem e executarem ações de longo prazo com o objetivo de erradicar o sub-registro de nascimento e ampliar o acesso à documentação básica, participando do compromisso da Agenda Social lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2007.



No dia 20 de novembro, em Teresina, o governo do estado também lança sua campanha Estadual pela Erradicação do Sub-registro Civil de Nascimento e o projeto Registrar, em parceria com a SEDH.

Erradicação – De acordo com a meta da mobilização nacional, a erradicação do sub-registro de nascidos vivos será alcançada quando todos os estados atingirem taxa igual ou inferior a 5%. “Com os esforços governamentais dos últimos seis anos, o índice de sub-registro de nascidos vivos/ ano está em queda continuada, sobretudo nos estados do norte e nordeste”, explica Leilá Leonardos, coordenadora da Mobilização Nacional para o Registro Civil de Nascimento da SEDH/PR. “A ação continuada dos municípios é fundamental para atingirmos os objetivos estabelecidos”, ressalta Leilá.



Ampla parceria - O trabalho envolve prefeituras, o Poder Judiciário, Ministério Público, gestores de programas sociais, registradores civis, líderes comunitários e religiosos, movimentos sociais de todo país e organismos internacionais. A mobilização faz parte do Plano Social Registro Civil de Nascimento e Documentação Básica, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2007, na cidade de Breves, no arquipélago de Marajó, no Pará.

A Semana Nacional é organizada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/PR, Secretaria Especial de Políticas para Mulheres/PR, dos ministérios da Cultura, Defesa, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Previdência Social, Relações Exteriores, Saúde, Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça, INSS, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Anoreg- BR, Arpen Brasil, Pastoral da Criança, CONIC e Unicef. A SEDH é também coordenadora do comitê gestor nacional, que envolve essas 20 instituições.

O Banco do Brasil disponibilizou o programa de TV Ponto a Ponto para interligar os agentes mobilizadores e as pessoas interessadas para orientá-las na realização da semana nacional em todo o país.

Segunda-feira, Novembro 17, 2008

Câmara restringe ainda mais publicidade de bebidas


O Projeto de Lei que proíbe a publicidade de bebidas com teor alcoólico acima de 13 graus Gay Lussac (GL) foi aprovado na última semana pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A propaganda de bebidas com essas características era permitida em emissoras de rádio e TV entre 9 da noite e 6 da manhã, mas com a aprovação deste projeto ela fica vetada em qualquer meio de comunicação. A partir da nova regra, que precisa ainda ser aprovada pelos senadores, serão permitidos apenas pôsteres, painéis e cartazes dentro dos estabelecimentos de venda.

As restrições à veiculação de propaganda de bebidas como às citadas acima foram incluídas no texto do projeto 2940/1997, que cria o Dia Nacional de Prevenção do Álcool e das Drogas, de autoria do deputado João Pizzolatti (PPB-SC), marcado para 17de janeiro.

O material de divulgação das bebidas não deverá aparecer associado a eventos esportivos, nem colocar alguém que consome o álcool a conduzir veículos. Também fica proibido o uso de crianças nas peças publicitárias. A matéria tramita em caráter conclusivo - não precisa ser votado pelo plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.

Sexta-feira, Novembro 14, 2008

Lei proíbe empresas de fazer anúncios no serviço de atendimento ao consumidor


A partir de agora, as empresas estão proibidas de veicular publicidade enquanto o consumidor aguarda atendimento ao telefone. É o que garante a Lei 11.800 de 2008, que acrescenta um paragrafo ao Artigo 33 do Código de Defesa do Consumidor, proibindo a publicidade de bens e serviços por telefone quando a chamada for feita pelo consumidor.

O superintendente do Procon de Juiz de Fora, Eduardo Schroder, afirma que a nova lei já era um anseio dos Procons de todo o país. “Muitas vezes, o consumidor quer apenas registrar sua reclamação, ou solicitar um serviço e é obrigado a ficar ouvindo a publicidade da empresa. Nós acreditamos que as empresas não terão dificuldades em se adequar à lei, visto que depende apenas de ajustes técnicos. Por isso, todo consumidor que verificar que essa prática continua deve procurar um Procon e fazer a denúncia para que a empresa seja notificada..”

O assessor parlamentar Clodoaldo da Silva, que esteve no Procon do Distrito Federal apresentando reclamações, considera positiva a lei, mas acredita ser necessário facilitar o registro da reclamação no Procon. “Tenho cartão de credito, TV a cabo, celular, telefone fixo. E hoje todos esses atendimentos são feitos pelo call center, não tem mais posto de atendimento fisico. E quando a gente liga para os prefixos 4001 ou 4004, quem paga é o consumidor. E enquanto a gente aguarda eles começam a pôr anúncios e propagandas que somos obrigados a escutar, porque queremos resolver o problema.”

A partir de 1º de dezembro, o consumidor passa a contar com mais um aliado na busca por um melhor atendimento nos call centers. Nessa data, entra em vigor o decreto federal que estabelece regras para os serviços de atendimento ao consumidor. Publicado em julho deste ano,o Decreto 6523 concedeu prazo de 120 dias para que as empresas se adeqüem as novas regras, que estabelecem, por exemplo, que as ligações para o serviço de atencimento ao consumidor serão gratuitas.

Fonte: Agencia Brasil - www.agenciabrasil.gov.br

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

Eleição dos Estado Unidos foi a mais cara de todos os tempos



A eleição presidencial americana terminou na terça-feira, 4, com vários recordes quebrados. Foi o processo eleitoral mais longo da história - o presidente eleito Barack Obama lançou-se candidato em fevereiro de 2007 e passou 633 dias em campanha - e o mais caro de todos os tempos. Os nove candidatos democratas e os nove republicanos gastaram mais de US$ 1,5 bilhão.

Apenas Obama e o republicano John McCain gastaram a metade desse valor. Excluindo os dados sobre a arrecadação de outubro, que ainda não foram divulgados, Obama faturou US$ 660 milhões. McCain, US$ 238 milhões.

Ao todo, foram 21 debates entre os pré-candidatos democratas, a maioria entre Obama e a senadora Hillary Clinton, que duelaram até junho pela indicação do Partido Democrata. Obama ficou com a vaga, vencendo em 29 Estados, enquanto Hillary levou 19 - em Michigan e na Flórida não houve disputa.

A corrida presidencial foi desgastante também do lado republicano. McCain passou 559 dias em campanha e teve de enfrentar 15 debates durante as prévias. Para ficar com a vaga do partido, ele venceu as primárias em 31 Estados. O restante das disputas estaduais ficou com Mitt Romney, que venceu 11, e Mike Huckabee, 8.


Dinheiro

Para levar a sua campanha a todos os 50 Estados americanos, durante quase dois anos o candidato democrata gastou US$ 40 milhões em viagens, US$ 46 milhões em salários de assessores e US$ 240 milhões em anúncios publicitários.

Os gastos de McCain foram mais modestos: US$ 20 milhões em despesas de viagem, US$ 20 milhões em salários e US$ 116 milhões em propaganda - sem contar os já famosos US$ 150 mil torrados com o guarda-roupa de Sarah Palin, a vice da chapa republicana.

Segundo a Universidade George Mason, do Estado de Virgínia, 137 milhões de americanos estavam aptos a votar este ano. Se for confirmado o comparecimento de 64,3% de eleitores, será o mais alto desde as eleições de 1908.

De acordo com estimativas da mesma universidade, 44 milhões de pessoas teriam votado antecipadamente, cerca de 32% do eleitorado. Em 2004, foram 25 milhões de votos antecipados (22%). Em 2000, cerca de 18 milhões (18%).

O melhor sinal da empolgação dos eleitores este ano foi o alto comparecimento em comícios, principalmente quando a estrela era Barack Obama. O democrata atraiu 75 mil pessoas para ouvi-lo em Portland, Oregon; em maio, pouco mais de 90 mil em St. Louis, Missouri, em outubro; e bateu seu recorde de público em eventos dentro dos Estados Unidos na semana passada, quando levou 100 mil pessoas a um comício em Denver, Colorado. O maior público de Obama, no entanto, foi em Berlim, quando ele discursou para 200 mil pessoas diante da Coluna da Vitória, em julho.


Última Meta

Depois de um começo sonolento, em que chegou a discursar para algumas centenas de pessoas na Louisiana, em junho, a platéia de John McCain cresceu com a escolha de Sarah Palin como vice. Graças à presença dela, o republicano bateu seu recorde de público e atraiu 23 mil pessoas para um comício na cidade de Fairfax, na Virgínia, em setembro.

Ontem, após o fim da votação, a expectativa de muitos analistas que já davam a vitória de Obama como certa era saber se o democrata superaria uma última barreira: os 50% dos votos. Antes dele, o último presidente democrata eleito com mais da metade dos votos foi Jimmy Carter, em 1976. Mesmo assim, foi por pouco, com 50,1% dos votos.

FONTE: Site ESTADÃO - www.estadao.com.br

Terça-feira, Novembro 04, 2008

Propaganda Obama - Sensacional











Vejam esses 2 filmes.

É um dos maiores sucessos do youtube. O primeiro vídeo é a propaganda da budweiser que criou a gíria wassup (what is up – o que está rolando?).

O segundo é o mesmo video, com os mesmos atores 8 anos depois. Uma das maiores criticas ao bush e apologia ao Obama.

Budweiser - www.youtube.com/watch?v=Qq8Uc5BFogE

Obama - www.youtube.com/watch?v=JJmqCKtJnxM

Segunda-feira, Novembro 03, 2008

Eleição 2008 - Maroca Prefeito

Bem leitores, depois de três meses coordenando a campanha eleitoral do Maroca, grande amigo de Sete Lagoas/MG que venceu a eleição para prefeito, estou de volta a Brasília. Para registar esse período de muito embate político, suor, emoções diárias e trabalho árduo, posto aqui as peças da campanha.

A partir de hoje volto a me dedicar ao Feijoada Completa. Valeu!!!

Santão


Botton Peito


Carta Governador Aécio Neves


Adesivo Presidente LULA


Bandeira

Segunda-feira, Outubro 13, 2008

Campanha Nacional de Trânsito

Lançada no Dia da Criança (12/10/2008), no Rio de Janeiro (RJ), a campanha Ajude a salvar as nossas crianças. Cuide delas no trânsito tem, pela primeira vez, a garotada como principal foco de conscientização.

Até 11 de novembro, conhecidos personagens das histórias infantis – como Branca de Neve, Três Porquinhos, Lobo Mau e Rapunzel, entre outros – são os protagonistas da campanha e tomarão conta das ruas para distribuir informações e dar dicas aos pais e responsáveis.

Esteticamente a campanha ficou muito bonita. Bem criadas, as peças prendem a atenção de quem passa por elas. Contudo, fico na dúvida se os adultos vão se sensibilizar com o apelo da campanha. Acredito que uma linguagem mais séria para falar sobre problemas de saúde pública teria mais eficácia. De qualquer forma, parabéns a todos os envolvidos na campanha!!!




Busdoor

Outdoor

Adesivo

Cartaz

Faixa

Folder

Segunda-feira, Outubro 06, 2008

Secom abre disputa por empresa de comunicação digital

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Franklin Martins

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República publicou hoje edital para a contratação de serviços de comunicação digital. A concorrência do tipo melhor técnica e preço receberá as propostas das empresas interessadas no dia 21 de novembro às 10h.

Todos os envólocros deverão ser entregues juntamente com os documentos para habilitação das concorrentes., a serem realizados na forma de execução indireta, sob o regime de empreitada por preço unitário. O contrato terá vigência de um ano e poderá ser prorrogado por até 60 meses. A remuneração para os primeiros 12 meses está estipulada em R$ 11,1 milhões. O edital está disponível no portal www.comprasnet.gov.br.

A empresa de comunicação digital irá reformular os sites da Presidência da República e construir o site para divulgação do País no exterior. O objetivo do governo federal com essa reestruturação é criar canais diretos de comunicação com a população, aperfeiçoando a relação cidadão-governo.

A exemplo do que vem sendo feito em outras áreas da comunicação institucional, a Secom elaborou edital específico com os critérios para escolha de uma empresa capaz de modernizar os portais já existentes e de garantir não apenas a interatividade com a população, mas também tornar a Internet acessível para os portadores de necessidades especiais.

A diretora de internet da Secom, Silvia Sardinha, destaca que o texto do edital foi construído em parceria com as agências que atuam nesta área. Segundo ela, além das contribuições levadas pelas empresas, a secretaria aproveitou sua experiência com os editais de comunicação exterior e de pesquisa e aperfeiçoou este para evitar possíveis erros de interpretação de possam atrasar ou atrapalhar este procedimento. Silvia ressaltou que nesta primeira fase apenas os sites da Presidência da República serão atendidos, mas que a idéia é levar esse conceito de facilitação da navegação pelos portais oficiais aos demais órgãos de governo.

O processamento da licitação acontecerá em três fases: habitação com a verificação e comprovação da regularidade de todos os documentos exigidos apresentados; classificação técnica, apuração dos documentos dos invólucros das propostas técnicas com cruzamento da pontuação e índice técnicos; classificação comercial e apuração da empresa vencedora, análise dos documentos apresentados no invólucro da proposta de preços das empresas classificadas para esta fase para composição da nota final.

As propostas serão recebidas no dia 21 de novembro às 10h no auditório do anexo I do Palácio do Planalto, em Brasília.

A previsão inicial da Secom era de publicação deste edital no mês de julho, mas com o atraso na concorrência para contratação da empresa de comunicação exterior - que segue parado na Justiça - o prazo foi alterado.

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

Complica o trâmite do acórdão sobre publicidade no TCU

Parecer do procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, contraria a expectativa do mercado publicitário quanto ao desenrolar da revisão do Acórdão 2.062/2006.

O novo parecer já foi enviado ao ministro Marcos Vinicios Vilaça, encarregado do reexame do acórdão que, no final de 2006, pediu a revogação do decreto presidencial número 4.563, sancionado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 31 de dezembro de 2002 (último dia do seu segundo mandato), já com a concordância do governo Lula, iniciado no dia seguinte. Tal decreto estabelece as regras do Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp) como referencial para a publicidade estatal.

O acórdão em questão foi relatado originalmente pelo ministro Ubiratan Aguiar e aprovado em plenário no início de novembro de 2006. O reexame se dá a pedidos da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), que vem enfrentando dificuldades nos processos de licitação envolvendo órgãos das administrações direta e indireta.

Em seu parecer, Júlio Marcelo de Oliveira mantém a interpretação inicial que considera ilegal o decreto 4.563, não reconhecendo assim o Cenp como referência para os contratos governamentais.

Entre outros pontos, o Acórdão 2.062/2006 condena a bonificação de volume (BV), paga pelos veículos às agências dependendo da compra de mídia feita pelo conjunto dos clientes por elas atendidos. O entendimento inicial do ministro Ubiratan Aguiar, agora reforçado pelo parecer do procurador Júlio Marcelo de Oliveira, é o de que esses valores deveriam ser devolvidos aos anunciantes governamentais.

O novo parecer do Ministério Público foi recebido pelas principais lideranças do mercado publicitário como um verdadeiro balde de água fria. Era grande a esperança de que o assunto fosse finalmente resolvido nos próximos meses, mas o fato é que, embora os ministros do TCU não precisem seguir as recomendações do procurador, o trâmite da revisão será bem mais longo que o previsto.

A discussão no TCU sobre os contratos de publicidade do governo federal já se arrasta desde 2006. Somente uma mudança de posição do tribunal pode inaugurar uma fase menos problemática no relacionamento estatal com as agências de propaganda, que vem sendo motivo de diversas decisões recentes de seus ministros, ora condenando as bases contratuais vigentes entre as partes, ora barrando novas licitações.

Outra saída seria a aprovação do Projeto de Lei 3.305/2008, recentemente apresentado na Câmara Federal pelo deputado José Eduardo Cardoso (PT-SP) - o que tornaria "estéril" a discussão em curso no TCU. O PL que tramita no Congresso Nacional reconhece o Cenp como parâmetro para a publicidade estatal e oficializa em âmbito federal o pagamento de BVs dos veículos para as agências.

Sexta-feira, Abril 25, 2008

PL propõe fim da publicidade em aeroportos


Os anúncios publicitários veiculados nos aeroportos do País podem estar com seus dias contados. É que tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei 2894/08 - de autoria do deputado Edigar Mão Branca (PV-BA) - que proíbe a instalação dos diversos tipos de propagandas existentes nos estabelecimentos de transporte aéreo. A proposta altera o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86) e abrange ainda peças colocadas no interior das aeronaves.

A iniciativa restringe ainda a publicidade visual dos estabelecimentos comerciais e escritórios utilizados por concessionários ou permissionários de serviços aéreos. "O que se encontra nos aeroportos não é informação ou publicidade, mas poluição visual e sonora", argumenta o deputado. O projeto foi apresentado no final de janeiro, e já está sendo analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes, de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Tem muito sujeito sem serviço nesse Brasil!!!!!!!

Quinta-feira, Abril 10, 2008

Publicidade de bebida alcoólica não deve conter apelo sexual, define Conar

Entraram em vigor hoje as novas regras que o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) definiu para a propaganda de bebidas alcoólicas. Entre as orientações às empresas, está a de levar em conta a proteção à criança e ao adolescente, que não devem ser foco da peça publicitária – todas as pessoas que aparecerem devem ter ou aparentar mais de 25 anos.




A publicidade também deve considerar o princípio da responsabilidade social, para não estimular o consumo exagerado ou irresponsável. E não deve conter apelo sexual, apresentar ou sugerir a ingestão do produto, segundo as regras publicadas no endereço eletrônico www.conar.org.br.

As peças publicitárias também não devem conter argumentos que associem o consumo a coragem, maturidade ou êxito profissional. No rádio e na televisão, elas estão restritas ao horário entre 21h30 e 6h, sempre contendo frase de advertência sobre os riscos da ingestão desse tipo de bebida.

As novas regras complementam o Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária. As empresas que não o cumprirem podem receber de uma advertência a uma solicitação do Conar para que os meios de comunicação suspendam a publicidade. O Conselho de Ética pode manifestar publicamente sua posição sobre a infração.

Conheça algumas das novidades que o Conar está implantando a partir de hoje para a publicidade de cervejas, vinhos, aguardentes, ices e demais bebidas alcoólicas:

BEBIDAS ALCOÓLICAS
Considera-se bebida alcoólica, para os efeitos da ética publicitária, aquela que como tal for classificada perante as normas e regulamentos oficiais a que se subordina o seu licenciamento. Este Código, no entanto, estabelece distinção entre três categorias de bebidas alcoólicas: as normalmente consumidas durante as refeições, por isso ditas de mesa (as Cervejas e os Vinhos, objetos do Anexo “P”); demais bebidas alcoólicas, sejam elas fermentadas, destiladas, retificadas ou obtidas por mistura (normalmente servidas em doses, cuja publicidade é disciplinada pelo Anexo "A"); e a categoria dos “ices”, “coolers”, “álcool pop”, “ready to drink”, “malternatives”, e produtos a eles assemelhados, em que a bebida alcoólica é apresentada em mistura com água, suco ou refrigerante, enquadrada em Anexo próprio (o Anexo “T”), e no Anexo “A”, quando couber.

As normas éticas que se seguem complementam as recomendações gerais deste Código e, obviamente, não excluem o atendimento às exigências contidas na legislação específica.

1. Regra geral: por tratar-se de bebida alcoólica — produto de consumo restrito e impróprio para determinados públicos e situações — deverá ser estruturada de maneira socialmente responsável, sem se afastar da finalidade precípua de difundir marca e características, vedados, por texto ou imagem, direta ou indiretamente, inclusive slogan, o apelo imperativo de consumo e a oferta exagerada de unidades do produto em qualquer peça de comunicação.

2. Princípio da proteção a crianças e adolescentes: não terá crianças e adolescentes como público-alvo. Diante deste princípio, os Anunciantes e suas Agências adotarão cuidados especiais na elaboração de suas estratégias mercadológicas e na estruturação de suas mensagens publicitárias. Assim:

a. crianças e adolescentes não figurarão, de qualquer forma, em anúncios; qualquer pessoa que neles apareça deverá ser e parecer maior de 25 anos de idade;


b. as mensagens serão exclusivamente destinadas a público adulto, não sendo justificável qualquer transigência em relação a este princípio. Assim, o conteúdo dos anúncios deixará claro tratar-se de produto de consumo impróprio para menores; não empregará linguagem, expressões, recursos gráficos e audiovisuais reconhecidamente pertencentes ao universo infanto-juvenil, tais como animais “humanizados”, bonecos ou animações que possam despertar a curiosidade ou a atenção de menores nem contribuir para que eles adotem valores morais ou hábitos incompatíveis com a menoridade;


c. o planejamento de mídia levará em consideração este princípio, devendo, portanto, refletir as restrições e os cuidados técnica e eticamente adequados. Assim, o anúncio somente será inserido em programação, publicação ou web-site dirigidos predominantemente a maiores de idade. Diante de eventual dificuldade para aferição do público predominante, adotar-se-á programação que melhor atenda ao propósito de proteger crianças e adolescentes;


d. os websites pertencentes a marcas de produtos que se enquadrarem na categoria aqui tratada deverão conter dispositivo de acesso seletivo, de modo a evitar a navegação por menores.

3. Princípio do consumo com responsabilidade social: a publicidade não deverá induzir, de qualquer forma, ao consumo exagerado ou irresponsável. Assim, diante deste princípio, nos anúncios de bebidas alcoólicas:

a. eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem; modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual;


b. não conterão cena, ilustração, áudio ou vídeo que apresente ou sugira a ingestão do produto;


c. não serão utilizadas imagens, linguagem ou argumentos que sugiram ser o consumo do produto sinal de maturidade ou que ele contribua para maior coragem pessoal, êxito profissional ou social, ou que proporcione ao consumidor maior poder de sedução;d. apoiados na imagem de pessoa famosa, adotar-se-ão as mesmas condicionantes dispostas no item 2, letras “a”, “b”, “c” e “d” do Anexo “Q” – Testemunhais, Atestados e Endossos;


e. não serão empregados argumentos ou apresentadas situações que tornem o consumo do produto um desafio nem tampouco desvalorizem aqueles que não bebam; jamais se utilizará imagem ou texto que menospreze a moderação no consumo;


f. não se admitirá que sejam elas recomendadas em razão do teor alcoólico ou de seus efeitos sobre os sentidos;


g. referências específicas sobre a redução do teor alcoólico de um produto são aceitáveis, desde que não haja implicações ou conclusões sobre a segurança ou quantidade que possa ser consumida em razão de tal redução;


h. não se associará positivamente o consumo do produto à condução de veículos;


i. não se encorajará o consumo em situações impróprias, ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis;


j. não se associará o consumo do produto ao desempenho de qualquer atividade profissional;


k. não se associará o produto a situação que sugira agressividade, uso de armas e alteração de equilíbrio emocional e


l. não se utilizará uniforme de esporte olímpico como suporte à divulgação da marca.

4. Horários de veiculação: os horários de veiculação em Rádio e TV, inclusive por assinatura, submetem-se à seguinte disciplinação:

a. quanto à programação regular ou de linha: comerciais, spots, inserts de vídeo, textos-foguete, caracterizações de patrocínio, vinhetas de passagem e mensagens de outra natureza, inclusive o merchandising ou publicidade indireta, publicidade virtual e as chamadas para os respectivos programas só serão veiculados no período compreendido entre 21h30 (vinte e uma horas e trinta minutos) e 6h (seis horas) (horário local);


b. quanto à transmissão patrocinada de eventos alheios à programação normal ou rotineira: as respectivas chamadas e caracterizações de patrocínio limitar-se-ão à identificação da marca e/ou fabricante, slogan ou frase promocional, sem recomendação de consumo do produto. As chamadas assim configuradas serão admitidas em qualquer horário.

5. Cláusula de advertência: Todo anúncio, qualquer que seja o meio empregado para sua veiculação, conterá “cláusula de advertência” a ser adotada em resolução específica do Conselho Superior do CONAR, a qual refletirá a responsabilidade social da publicidade e a consideração de Anunciantes, Agências de Publicidade e Veículos de Comunicação para com o público em geral. Diante de tais compromissos e da necessidade de conferir-lhes plena eficácia, a resolução levará em conta as peculiaridades de cada meio de comunicação e indicará, quanto a cada um deles, dizeres, formato, tempo e espaço de veiculação da cláusula. Integrada ao anúncio, a “cláusula de advertência” não invadirá o conteúdo editorial do Veículo; será comunicada com correção, de maneira ostensiva e enunciada de forma legível e destacada. E mais:

a. em Rádio, deverá ser inserida como encerramento da mensagem publicitária;


b. em TV, inclusive por assinatura e em Cinema, deverá ser inserida em áudio e vídeo como encerramento da mensagem publicitária. A mesma regra aplicar-se-á às mensagens publicitárias veiculadas em teatros, casas de espetáculo e congêneres;


c. em Jornais, Revistas e qualquer outro meio impresso; em painéis e cartazes e nas peças publicitárias pela internet, deverá ser escrita na forma adotada em resolução;


d. nos vídeos veiculados na internet e na telefonia, deverá observar as mesmas prescrições adotadas para o meio TV;


e. nas embalagens e nos rótulos, deverá reiterar que a venda e o consumo do produto são indicados apenas para maiores de 18 anos.

6. Mídia exterior e congêneres: por alcançarem todas as faixas etárias, sem possibilidade técnica de segmentação, as mensagens veiculadas em Mídia Exterior e congêneres, sejam "outdoors", “indoors” em locais de grande circulação, telas e painéis eletrônicos, "back e front lights", painéis em empenas de edificações, "busdoors", envelopamentos de veículos de transporte coletivo, peças publicitárias de qualquer natureza no interior de veículos de transporte, veículos empregados na distribuição do produto; peças de mobiliário urbano e assemelhados etc., quaisquer que sejam os meios de comunicação e o suporte empregados, limitar-se-ão à exibição do produto, sua marca e/ou slogan, sem apelo de consumo, mantida a necessidade de inclusão da “cláusula de advertência”.

7. Exceções: estarão desobrigados da inserção de “cláusula de advertência” os formatos abaixo especificados que não contiverem apelo de consumo do produto:

a. a publicidade estática em estádios, sambódromos, ginásios e outras arenas desportivas, desde que apenas identifique o produto, sua marca ou slogan;


b. a simples expressão da marca, seu slogan ou a exposição do produto que se utiliza de veículos de competição como suporte;


c. as “chamadas” para programação patrocinada em rádio e TV, inclusive por assinatura, bem como as caracterizações de patrocínio desses programas;


d. os textos-foguete, vinhetas de passagem e assemelhados.

8. Comércio: sempre que mencionar produto cuja publicidade é regida por este Anexo, o anúncio assinado por atacadista, importador, distribuidor, estabelecimento varejista, bar, restaurante e assemelhado estará sujeito às normas aqui previstas, especialmente as contidas no item 5.

9. Salas de espetáculos: a veiculação em cinemas, teatros e salões levará em consideração o disposto no item 2, letra "c".

10. Ponto de venda: a publicidade em pontos-de-venda deverá ser direcionada a público adulto, contendo advertência de que a este é destinado o produto. As mensagens inseridas nos equipamentos de serviço, assim compreendidos as mesas, cadeiras, refrigeradores, luminosos etc., não poderão conter apelo de consumo e, por essa razão, ficam dispensadas da “cláusula de advertência”.

11. Consumo responsável: este Código encoraja a realização de campanhas publicitárias e iniciativas destinadas a reforçar a moderação no consumo, a proibição da venda e da oferta de bebidas alcoólicas para menores, e a direção responsável de veículos.

12. Interpretação: em razão da natureza do produto, o CONAR, os Anunciantes, as Agências de Publicidade, as Produtoras de filmes publicitários e os Veículos de comunicação adotarão a interpretação mais restritiva para as normas dispostas neste Anexo.

Aprovado pelo Conselho Superior do CONAR em 18/02/08
Resolução que disciplina a formatação das “cláusulas de advertência”.

Terça-feira, Abril 08, 2008

Estimular produção regional é meta da Empresa Brasil de Comunicação


Aumentar a quantidade de produções regionais é uma das metas da recém criada Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Os princípios da empresa destacam a promoção da cultura nacional e confirmam a participação da sociedade civil no acompanhamento dos veículos que a integram.

A maior participação dos estados no conteúdo da empresa pública está prevista em lei publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU). O texto informa que as produções locais devem ser estimuladas, sem abrir mão do respeito às diversidades étnicas, políticas e religiosas. Pelo menos 10% do conteúdo dos veículos integrantes da EBC deve ser regionalizado.

"Garantir a veiculação, inclusive na rede mundial de computadores, de conteúdos interativos, especialmente aqueles voltados para universalização da prestação de serviços públicos” aponta outro objetivo anunciado.

Vinculada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a EBC terá a missão de produzir e veicular programação jornalística, educativa e de entretenimento. A publicidade institucional não pode passar de 15% do conteúdo veiculado.

A administração da empresa terá participação do Conselho Curador instituído no ano passado com 22 membros, dos quais 15 são representantes da sociedade civil. Os membros têm mandatos de até quatro anos e devem se reunir, pelo menos, a cada dois meses. Confira, abaixo, os nomes dos escolhidos e um breve currículo de cada um:

1 - Ângela Gutierrez
Mineira, de Belo Horizonte, Ângela é empresária e empreendedora cultural. É formada em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas. É especialista em marketing e tem forte atuação social: é presidente do Instituto Cultura Flávio Gutierrez e responsável pela gestão do Museu do Oratório e do Museu de Artes e Ofícios.

2 – Cláudio Lembo
É bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e advogado desde 1959. Professor universitário, foi governador do estado de São Paulo de março a dezembro de 2006. Exerceu vários cargos naquele estado. Foi, por exemplo, chefe de gabinete do ministro da Educação. Lembo foi também candidato a senador e vice-presidente na chapa de Aureliano Chaves.

3 – Delfim Neto
Economista, professor universitário e político. Foi secretário de Fazenda em São Paulo no governo Laudo Natel e ministro da Fazenda no governo Costa e Silva. Neto também foi ministro da Agricultura e do Planejamento no governo João Figueiredo e embaixador do Brasil na França. Já foi eleito por cinco vezes consecutivas deputado federal e também exerceu o cargo de governador pelo Brasil do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

4 – Ima Vieira
É diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi e foi coordenadora de pesquisa e pós-graduação do mesmo instituto de 2001 a 2005. Graduada em Agronomia, é autora de vários livros e artigos. É membro do Comitê Multidisciplinar da CAPES desde 2005 e membro de comissões e conselhos em âmbito Federal e Estadual.

5 – Isaac Pinhanta
Professor indígena da tribo dos Ashaninka, no Acre, já participou da Comissão Pró-Índio. A partir de 1993, começou a trabalhar com educação bilíngüe, alfabetizando a aldeia. É também coordenador da Organização dos Professores Indígenas do Acre (OPIAC), que tem como objetivo promover e divulgar a educação escolar indígena.

6 – José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni)
Empresário de comunicação e especialista em televisão, iniciou a carreira na Rádio Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1996, foi para a TV Tupi para dirigir o Telecentro. Na Globo, dirigiu a programação da emissora e foi um dos principais responsáveis pela sua consolidação. Atualmente, é proprietário da emissora TV Vanguarda e consultor da Rede Globo.

7 – José Martins
Engenheiro mecânico, começou carreira na Marcopolo, em 1965. Hoje, ocupa o cargo de vice-presidente do Conselho de Administração da empresa. Exerce ainda as funções de presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Carrocerias para Ônibus, da Associação do Aço do Rio Grande do Sul e do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários.

8 – José Paulo Cavalcanti Filho
Advogado de empresas e especialista em legislações que regulam a imprensa em todo o mundo. É também presidente do Conselho de Comunicação Social (CCS). José Paulo foi secretário-executivo do Ministério da Justiça no governo Sarney, presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e da Empresa Brasileira de Notícias.

9 – Lúcia Willadino Braga
É diretora da Rede Sarah de Hospitias e doutora honoris causa pela Universidade de Reims. É também pesquisadora, neurocientista e neuropsicóloga e professora visitante de 14 universidades da Europa e Estados Unidos. Integra, ainda, a diretoria de cinco das principais sociedades internacionais de pesquisa e tratamento do cérebro.

10 – Luiz Edson Fachin
Advogado, professor de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná e membro da comissão do Ministério da Justiça sobre Reforma do Poder Judiciáiro. É ex-procurador-geral do Incra, especialista em Direito de Família e Código Civil.

11 – Luiz Gonzaga Belluzzo
Professor titular de economia da Unicamp, foi chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda no governo Sarney e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo no governo Quércia. É membro do Conselho Diretor da mantenedora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

12 - Maria da Penha Maia
Biofarmacêutica. Foi vítima de agressões por parte de seu ex-marido no início da década de 80, que tentou matá-la duas vezes e a deixou paraplégica. Durante vinte anos, lutou para que o agressor fosse condenado pela justiça. Sua militância em movimentos sociais contra a violência e a impunidade foi reconhecida com a sanção pelo presidente Lula, em agosto de 2006, com a Lei Maria da Penha. É coordenadora da associação de estudos, pesquisas e publicações da Associação de Parentes de Amigos de Vítimas de Violência no Ceará.

13 – MV Bill
Cantor de rap brasileiro, nasceu na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. É um dos fundadores da Central Única das Favelas e responsável por várias atividades sócio-educativas em comunidades carentes do país.

14 – Rosa Magalhães
Professora, artista plástica, figurinista, cenógrafa e carnavalesca. Trabalhou no Salgueiro e desenhou figurinos para a Beija Flor, a Portela e o Império Serrano, em parceria com Licia Lacerda.

15 –Wanderley Guilherme dos Santos
Graduado em Filosofia e Ph.D em Ciência Política pela Universidade de Stanford. É professor titular aposentado de Teoria Política da UFRJ, diretor do Laboratório de Estudos Experimentais e Pró-Reitor de Análise e Prospectiva da Universidade Candido Mendes. Membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

Terça-feira, Abril 01, 2008

DEM pede ao TSE que investigue o presidente Lula por propaganda eleitoral ilegal


O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), entrou ontem à noite no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma ação de investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusa de fazer propaganda eleitoral ilegal, ao subir em palanques para atacar a oposição e lançar em vários municípios o Programa Territórios da Cidadania.

Na ação, o DEM pede a suspensão imediata de eventos, que possam ser entendidos como comícios, fora dos limites da capital federal, até o dia 26 de outubro próximo, quando será realizado o segundo turno das eleições municipais (o primeiro turno ocorrerá no dia 5 de outubro) e que o TSE proíba "a utilização de qualquer evento oficial para a propagação de elogios ou críticas a partidos e a personalidades políticas".

O DEM pede ainda que, concedida a liminar suspendendo a participação do presidente Lula em eventos políticos, caso ele reincida nesse tipo de ação lhe seja aplicada multa no valor máximo previsto no Parágrafo 3º do Artigo 36 da Lei 9.504, de 1997, no valor de 50 mil UFIRs (Unidade de Referência Fiscal), cuja unidade vale R$ 1,0641, ou R$ 53.205.

Na liminar, o DEM sugere a citação do presidente Lula para, se quiser, apresentar sua defesa no prazo legal.

O presidente Lula é acusado de transformar "em verdadeiros comícios, em palanques montados com dinheiro público", o lançamento, em várias partes do país, do Programa Territórios da Cidadania "numa clara antecipação da disputa eleitoral, com o enaltecimento de aliados políticos e para a proferição de ataques contundentes aos partidos de oposição. Com efeito, o investigado [o presidente Lula] vem percorrendo vários municípios do país - ambientes eleitorais de 5 de outubro próximo - nos quais atua ilegalmente em cima de palanques montados com recursos públicos".

O partido acusa ainda o presidente Lula de "abuso de autoridade", porque ele, de acordo com a ação de investigação judicial eleitoral proposta ao TSE, "dá extravagante e indevida publicidade ao lançamento e execução de programas sociais, quando deveria dar-lhes um tratamento mais sóbrio e institucional, com a realização de um evento único em prédio público, reservado à participação das autoridades envolvidas, nunca como está ocorrendo, com um evento público a cada dia e em variados municípios, num verdadeiro desvio de finalidade".

Conforme cita a própria ação, a lei prevê, no caso de propaganda eleitoral ilegal, a sanção do cancelamento do registro da candidatura se o infrator for candidato (Artigo 74 da Lei 9.504/97).

Quarta-feira, Março 12, 2008

Para Anvisa, publicidade de bebidas alcoólicas e medicamentos deve ser reavaliada

A publicidade de bebidas alcoólicas, medicamentos e alimentos deve ser reavaliada. Essa é a opinião da gerente de Monitoramento e Fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Maria José Fagundes, que participou hoje (12) de audiência pública no Senado que discutiu a regulamentação dos limites da propaganda comercial.

“O direito à saúde permeia toda a Constituição. O mais importante é a saúde dos brasileiros ou a publicidade?”, indagou.

Também presente à audiência pública, o vice-presidente executivo do Grupo Bandeirantes de Comunicação, Walter Ceneviva, disse que essa é uma pergunta equivocada. Segundo ele, a resposta sempre será positiva para a importância da saúde.

“Não há como não prevalecer a saúde. O que põe em risco a saúde dos brasileiros não é publicidade e sim a falta de políticas públicas que garantam esse direito e também o não cumprimento do Código de Defesa do Consumidor”, disse.

Para o presidente assessor da presidência da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Stalimir Vieira, a liberdade de expressão e a saúde são direitos da democracia.

“Vivemos períodos, como a ditadura militar, em que não tínhamos liberdade. Hoje conquistamos uma legislação publicitária inteiramente clara que atende a todos os direitos.”

Segundo o representante do Grupo Bandeirantes de Comunicação, proibições nas propagandas comerciais trariam grande impacto para a população.

“Com a proibição a gente consolidaria monopólios. A democracia é poder gerar empregos e concorrência entre empresas. Isso movimenta o nosso mercado”, disse Ceneviva.

Fonte: Agência Brasil - Texto de Felipe Linhares

Quinta-feira, Março 06, 2008

Aécio gasta mais com publicidade em 2007


Despesa em Minas foi de R$ 80,7 mi; valor é 20% maior que o de 2005, que liderava volume aplicado pelo tucano na área

Em relação a gastos globais, 2005 foi o ano com o maior comprometimento com propaganda desde o início da gestão do governador

O governo de Minas Gerais registrou, no ano passado, o maior gasto com publicidade desde o primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB). No primeiro ano após a reeleição do tucano, a despesa realizada com "Comunicação Social - Divulgação Governamental" pela administração direta foi de R$ 80,7 milhões.

O levantamento feito pela Folha no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) mostra que o valor nominal é 103% maior do que o gasto com publicidade ocorrido em 2006 (R$ 39,6 milhões), ano da reeleição, quando havia restrições legais à publicidade oficial. É 20% maior do que o gasto em 2005 (R$ 67,2 milhões), até então o maior volume aplicado na publicidade por Aécio.

Em relação às despesas globais realizadas pelo Executivo, considerando todo o Orçamento fiscal, o maior comprometimento com propaganda ocorreu em 2005 -0,26% do total dos gastos de todos os programas governamentais. No ano passado, foi de 0,24%. Os valores não incluem despesas de estatais e algumas residuais de comunicação descentralizada para órgãos da administração direta e indireta, como o Fundo Estadual de Saúde.

Mesmo com os valores corrigidos até dezembro de 2007 pelo IPCA, indicador de inflação calculado pelo IBGE, os gastos publicitários no ano passado continuam sendo os maiores desde 2003, primeiro ano de Aécio como governador. Com a correção, os valores foram: R$ 41,6 milhões em 2006, R$ 72,4 milhões em 2005, R$ 42,7 milhões em 2004 e R$ 16,4 milhões em 2003.

O primeiro ano de gestão foi marcado pelo aperto fiscal, já que Aécio assumiu o Estado com um déficit de R$ 2,4 bilhões no Orçamento. Apesar de o levantamento ter os mesmos números publicados pela Secretaria da Fazenda (no "Balanço Geral" dos anos de 2003 a 2006, os já disponibilizados), a Secretaria de Planejamento diz, segundo a assessoria do governo, que os valores incluem custeio da Subsecretaria de Comunicação, o que reduz o valor de 2007, por exemplo, em 1%: R$ 79,9 milhões. Ainda assim, é o maior gasto.

Na propaganda oficial de 2007, ganharam destaque programas como o Poupança Jovem (voltado para alunos carentes matriculados em escolas públicas) e a Linha Verde (via expressa ainda em construção que liga os cerca de 40 km do centro de Belo Horizonte até o aeroporto em Confins).

Incrementos
A propaganda da gestão Aécio, potencial presidenciável de 2010, recebeu incremento especialmente no primeiro semestre de 2007, quando partidos aliados ao governo divulgaram, em inserções partidárias na TV, ações do Executivo. Foi assim com PDT, que tratou de educação, PP (desenvolvimento) e PTB (investimentos).

O PT, opositor, foi à Justiça Eleitoral contra o PPS, que falou sobre o Poupança Jovem. Para petistas, houve "desvio de finalidade na propaganda partidária". A Justiça não acatou.


Gasto segue o Orçamento, diz assessoria
O governo de Minas Gerais, por meio de sua assessoria, disse que o Orçamento do Estado cresceu em todas as áreas ao longo dos últimos anos e que, "por conseqüência", o valor aplicado em propaganda acompanhou esse crescimento. Mas ressaltou que não houve aumento desse gasto em relação ao total do Orçamento geral.

"O Orçamento executado pelo governo vem crescendo ao longo dos últimos cinco anos. Entre 2004 e 2007, houve crescimento no volume das despesas e investimentos executados em todas as áreas do Estado. Por conseqüência, houve acréscimo também no volume de recursos destinados às campanhas de divulgação sobre ações e programas oficiais e com a prestação de contas por meio de publicidade nas áreas governamentais", declarou o governo.

O Estado ressalta que em 2003 havia problemas de déficit fiscal e que, por isso, o orçamento para a propaganda naquele ano foi "irreal". Após destacar que 2006 foi um ano eleitoral, a assessoria afirmou que os anos de 2004 e 2005 seriam os melhores para estabelecer uma comparação com 2007.

Comparação
"As despesas com publicidade equivaleram, em 2007, a 0,25% da dotação orçamentária executada. Em 2005, foram 0,26% da dotação final. Em 2004, 0,17%. O comparativo é importante para demonstrar que não houve sobreposição da despesa com publicidade sobre outras despesas do Estado", disse a assessoria. Ainda segundo o governo, "as principais ações e eventos de divulgação são as campanhas anuais de educação escolar e os dois balanços semestrais".

Embora os números levantados sejam rigorosamente os mesmos informados no Balanço Geral de 2003 a 2006 publicado pela Secretaria da Fazenda, sob a nomenclatura "Divulgação Governamental", no item "Comunicação Social", a Secretaria de Planejamento, segundo a assessoria, trabalha com valores menores, alegando estar incluído custeio da Subsecretaria de Comunicação.

A diferença -1% em 2007 e 2005; 3,6% em 2006; 1,8% em 2004 e 9% em 2003- envolve 41 tipos de despesas, como pagamento de diárias, locação de veículos e equipamentos, material fotográfico e cinematográfico, táxi, serviços de impressão, limpeza, assinaturas de jornais e combustíveis.

Texto de PAULO PEIXOTO, extraído da Folha de S. Paulo

Quarta-feira, Março 05, 2008

Serra amplia gastos com propaganda


Governo planeja gastar R$ 720 mi em quatro anos; segundo o PT, isso representa 490% a mais que no período de 2004 a 2007

Governo paulista admite aumento de 220%; segundo assessoria, os gastos no período de 2004 a 2007 foram de R$ 225,6 milhões



Oposição e governo podem divergir sobre o critério para análise de dados. Mas os números mostram que, sob a gestão do tucano José Serra, o governo de São Paulo ampliou significativamente a previsão de gastos com comunicação social para o período de 2008 a 2011. No PPA (Plano Plurianual) enviado à Assembléia, o governo prevê R$ 720.377.473,00 para comunicação social no próximo quadriênio.

Segundo levantamento feito pela liderança do PT na Casa, essa dotação representa 490% a mais do que os R$ 122 milhões apresentados pelo governo Alckmin para gastos com comunicação no PPA referente ao período de 2004 a 2007.

O governo contesta o método do PT. Pelos cálculos da assessoria do Palácio dos Bandeirantes, os gastos com comunicação social no período de 2004 a 2007 chegaram a R$ 225,6 milhões. Ainda assim, a previsão para os próximos quatro anos é 220% maior do que a do quadriênio passado. Para comparação: a previsão de aumento de investimentos para os próximos quatro anos é de 99%. Serra é potencial candidato à Presidência em 2010.

Para chegar aos R$ 225,6 milhões, o governo de São Paulo lembra que, de 2004 a 2007, a dotação inicial sofreu aumento: o Estado gastou mais em comunicação do que estava originalmente previsto no papel. Segundo o Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária), de 2004 a 2007, foi autorizado o pagamento de R$ 193,7 milhões -cifra 271% menor do que a proposta no novo PPA. Além desse aumento em comparação à previsão original, o governo aplicou uma inflação de 4% ao ano.

Em nota enviada à Folha, a assessoria de imprensa do governo afirma que a comunicação representará 0,16% de todo o PPA e não inclui apenas gastos com publicidade. Mas atividades como assessoria, montagem de site e editais. Segundo a nota, o PPA prevê ações "que exigem novos esforços de comunicação para garantir a adesão da população", como a Nota Fiscal Paulista.

Para o programa, diz, a Secretaria da Fazenda tem alocados R$ 86,9 milhões, "valor pouco significativo" diante da expectativa de arrecadação: R$ 3 bilhões por ano. "O governo tem obrigação de prestar contas de suas ações à população. Também é dever da administração manter a população informada sobre assuntos que podem afetar a vida de todos."

PUBLICIDADE: GOVERNADOR AFIRMA QUE "KIT PT" SOBRE GASTOS É SUPERESTIMADO
O governador de São Paulo disse, em Cuiabá, que os números levantados pelo PT na Assembléia sobre o aumento na previsão de gastos com comunicação de 2008 a 2011 foram "superestimados". "É o kit PT", disse Serra, que não quis se estender sobre os 490% de aumento na previsão. No Plano Plurianual enviado à Assembléia, seu governo previu gastos de R$ 720.377.473 para os próximos quatro anos.

Texto de CATIA SEABRA, extraído da Folha de S. Paulo

Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Matisse, Propeg e 141 Brasil Comunicação vencem licitação para fazer propaganda institucional do governo Lula

As agências Propeg, Matisse e 141 Brasil Comunicação foram as vencedoras de licitação para fazer a propaganda institucional do governo federal. As três repartirão, em 2008, uma verba de R$ 150 milhões, igual à do ano passado. Há prazo de cinco dias úteis para eventuais recursos. O resultado, portanto, ainda pode ser modificado. As três agências têm hoje contas em órgãos do governo.

Mas das três, a Matisse, do publicitário Paulo de Tarso, é a única que já atua para a Secom (Secretaria de Comunicação). A Matisse, que atuou na campanha de Lula à Presidência em 1989, assina parte da publicidade do governo desde 2003. No primeiro mandato, dividiu o bolo publicitário da Presidência com a Lew'Lara de Duda Mendonça. Duda deixou a conta após o escândalo do mensalão, em 2005, por ter confessado que recebeu dinheiro de caixa dois no exterior.

A Propeg, do publicitário Fernando Barros, é a maior agência do Norte e Nordeste e é uma das que atende o Ministério da Saúde. Na Bahia, trabalhou para o governo estadual nos 16 anos de hegemonia mantida pelo grupo de Antonio Carlos Magalhães (1927-2006). Por isso sempre foi rejeitada pelo PT. Mas se aproximou nos últimos anos do PMDB, e ampliou espaço no governo Lula com a ajuda do ministro Geddel Vieira Lima (BA). A Propeg também ajudou a eleger o ex-presidente Fernando Henrique, em seu primeiro mandato.

A 141 Brasil ganhou recentemente a conta do Ministério do Turismo. Seu publicitário, Mauro Motoryn, desenvolveu parcerias com a CUT e trabalhou na Ogilvy, agência investigada pela CPI dos Correios. Na classificação geral, a 141 aparece apenas 0,3 ponto percentual à frente da Lew'Lara. O contrato é de 12 meses, prorrogáveis por mais 48. A licitação foi aberta em outubro. Trinta agências participaram.

A nota que decidiu as vencedoras dessa etapa técnica foi alcançada, segundo a Secom, com base em dois critérios: um "plano de comunicação" apresentado e uma análise de cada uma das agências quanto à capacidade de atendimento. O plano de comunicação, responsável por 65% da nota técnica, foi avaliado, segundo a Secom, sem que os membros da comissão julgadora conhecessem a identidade das agências.

Das 30 concorrentes, duas propostas apresentadas estavam identificadas (na etapa apócrifa) e, por isso, as agências em questão foram desclassificadas. Outras 21 foram desclassificadas por não terem atingido a nota mínima (80 pontos).
Sete foram classificadas, e as três "vencedoras" são as que obtiveram melhor pontuação. O edital previa que as agências apresentassem proposta de publicidade sobre a transposição do rio São Francisco.

A divisão dos R$ 150 milhões anuais funciona assim: para ações de menor porte, a Secom direciona o trabalho à agência de melhor perfil. Para ações cujo valor ultrapassa R$ 1 milhão, é feita uma concorrência interna entre as três.

Fonte: Folha Online - LETÍCIA SANDER, DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

BV" pode cair em 3 meses

Agências de publicidade, anunciantes e veículos de comunicação discutem novas regras de remuneração, diferentes daquelas estabelecidas por eles há dez anos no Conselho Executivo de Normas-Padrão (Cenp). E a discussão, que inclui a prática de pagar as agências conforme o desempenho do produto anunciado no varejo, será acelerada a partir de fevereiro. A meta, segundo Petrônio Corrêa, presidente do Cenp, é concluir as negociações dentro de três meses. A avaliação de modelos de remuneração variável - adotados por agências do porte de DraftFCB, McCann Erickson e Africa e por empresas que figuram no topo dos rankings de maiores anunciantes do país, como AmBev, Itaú, Philips e Schincariol - está sendo feita desde agosto no Cenp. As reuniões, que eram mensais, passarão a semanais dentro de dez dias. "Desde que se respeitem as normas-padrão, não vemos problemas com a prática. Mas é preciso discutir estas e outras questões porque há regras no mercado e elas têm de ser cumpridas", diz Corrêa.

Não passar a idéia de que se esteja atropelando as regras do Cenp, que estabelece o pagamento à agência com um percentual em relação ao valor investido pelo anunciante, conhecido como bonificação por volume, "BV", é uma preocupação real nas agências de publicidade. As que adotam a remuneração variável são enfáticas em destacar que a prática não substitui as normas do Cenp. "O Cenp determina a remuneração sobre o total investido em mídia mas, nem sempre a propaganda é a melhor solução para um cliente. Por outro lado, temos que manter nossas equipes e isso exige fluxo de caixa", afirma Márcio Santoro, vice-presidente da agência Africa.

A agência, que faz parte do grupo ABC (ex-Ypy), adotou um modelo engenhoso para não deixar o caixa vazio. O ponto de partida do cálculo é o total que o cliente pretende investir em compra de espaço publicitário durante todo o ano. Divide-se esse valor por doze e a agência recebe mensalmente o resultado dessa conta. "Ao final do exercício, fazemos o acerto do que foi a mais ou a menos", diz Santoro. "Com a medida, a Africa não fica dependente do trabalho de mídia e pode manter sua equipe de trabalho sem nenhum sobressalto". A Africa tem cinco anos de mercado e uma lista de 11 clientes ( Nivea, Vale do Rio Doce, Brahma, Vivo, Mitsubishi, Itaú e Parmalat são alguns deles).

Pelo menos 10% dos 35 clientes da McCann Erickson do Brasil já estão usando algum tipo de fórmula alternativa para remunerar o trabalho da agência, além do modelo básico sobre o valor investido em mídia. Com sede nos Estados Unidos, a agência importou e adaptou ao mercado brasileiro métricas de desempenho para servirem de parâmetro a seus clientes. "Hoje dispomos de uma série de premissas: os resultados econômicos do nosso cliente, sua participação de mercado, a lembrança da marca junto ao consumidor", diz Olga Moroy, executiva-chefe da área financeiro da McCann Erickson do Brasil.

Segundo ela, os percentuais definidos pelo Cenp - que variam de acordo com o total investido pelo anunciante na compra de espaço publicitário - não vão deixar de existir. Até porque, lembra Olga, é este sistema que cobre os custos da agência com a produção de um comercial para a TV, um anúncio para rádio, revistas ou jornais. "Mas quando se adota a remuneração variável está se premiando o resultado excedente, como fazem as grandes empresas ao conceder bônus por desempenho a seus executivos", explica ela.

Embora a fórmula esteja ainda num estágio inicial, já é possível verificar aumento na receita da agência. O próximo passo na McCann será a contratação de um diretor de Retorno sobre o Investimento, que mede a taxa de retorno sobre o capital investido. "É um profissional comum nas agências americanas e no Brasil vai nos ajudar a aprimorar o sistema de remuneração variável".

Mas o modelo de remuneração variável ainda tem um longo caminho a percorrer antes de virar prática comum no mercado brasileiro. De um lado, há uma negociação muito mais delicada entre agências e clientes que passa por abertura de informações estratégicas que nem sempre o anunciante está disposto a mostrar. "A agência tem de ter acesso e acompanhar dados de distribuição, formação de preço, força de vendas, e até política de investimentos de médio e longo prazo do cliente. E nem sempre o cliente quer tamanha intimidade", afirma João Fernando Vassão, sócio-diretor da agência GP7. "Para dar certo, a remuneração variável tem de ser uma política de portas abertas para não gerar frustrações", observa Vassão.

Frustração que alcançou a agência Loducca, também do grupo ABC. Segundo Celso Loducca, presidente da agência, além da remuneração com base nos investimentos do cliente em mídia, o acordo previa um bônus por meta de venda. "Ao final do período, o cliente disse que não tinha alcançado a meta e não recebemos um tostão a mais. Sabe quanto faltou vender para alcançar a tal meta? Uma unidade", recorda Loducca, com ar desconfiado.

Em 2004, no auge da guerra das cervejas, a Schincariol estava animada com os resultados iniciais da campanha "Experimenta", lançada no final de 2003 por sua então agência de publicidade, a Fischer América. A cervejaria queria maximizar os investimentos de R$ 180 milhões que faria em marketing naquele ano, e o plano de maximização contemplou a concessão de um bônus extra para a agência sobre cada ponto percentual conquistado, segundo conta um ex-executivo da cervejaria. "Não deu certo porque o mercado cervejeiro é muito complexo e a medição de participação de mercado era muito deficiente na principal praça da marca Nova Schin, que é o Nordeste", lembra a fonte.

Para Sérgio Guerreiro, sócio da consultoria SPGA, especializada em mercado publicitário, novas formas de remuneração de agências são ainda incipientes no Brasil mas a tendência, diz ele, é de se caminhar rapidamente para modelos mais modernos de negociação. Ele ressalva que é preciso evolução também pelo lado dos anunciantes. "Poucos clientes conhecem realmente os custos de sua agência e sem esse conhecimento é muito difícil pagar o preço justo", afirma Guerreiro. Ele lembra que existem até casos em que o departamento de marketing do anunciante repassa ao seu departamento de compras a estratégica missão de negociar com a agência de publicidade. "O setor de compras entende de parafuso, formulário contínuo e sua principal missão é jogar os preços para baixo. Cuidar de marketing é para quem entende publicidade como estratégico, não como custo".

Texto de Eliane Sobral - site ADNews