quarta-feira, outubro 17, 2007

TCU pode flexibilizar regras sobre publicidade

O Tribunal de Contas da União (TCU) - maior fiscalizador estatal -  deverá se pronunciar nos próximos dias sobre a sua decisão em relação aos contratos de publicidade do governo.

O ministro Marcos Vilaça, responsável pelo reexame da matéria, não tem se pronunciado sobre o assunto. Mas expectativa do mercado e do governo é que ainda neste mês, com a resolução finalizada, seja possível trabalhar de maneira mais objetiva sobre os contratos a serem feitos.

O subsecretário de comunicação integrada da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, José Otaviano Pereira, disse que o Palácio do Planalto está otimista com relação a essa decião. Ele afirmou que, apesar das restrições importas pelo TCU para contratação de agências desde o caso do "mensalão", em 2005, envolvendo os Correios, as contratações do governo e ou das estatais não têm sido comprometidas. Pereira informou que licitações como a da Petrobras transcorreram dentro da normalidade e avaliou que os problemas nas contratações dos Correios ocorre por questões específicas do procedimento adotado pela empresa pública.

"Acreditamos que o TCU poderá definir com tranqüilidade e celeridade. Estamos otimistas e apostamos na flexibilização das regras devido aos esclarecimentos que foram prestados pelo governo e pelo próprio mercado publicitário", afirmou Pereira.
Em agosto, o ministro Marcos Vilaça ouviu representantes do setor de publicidade e propaganda e do governo sobre o tema.

A proposta é chegar a um equilíbrio entre os princípios das licitações na esfera pública e as práticas de um mercado muito particular como o de publicidade.

Coverno Federal competindo no mercado financeiro

O jornal Valor Econômico publicou o Guia Valor Financeiro, que trouxe informações sobre as principais gestoras de Private Equity e Venture Capital do país.

Para os leigos como eu em mercado financeiro, Private Equity e Venture Capital são operações gerenciadas pelos chamados veículos de investimentos, como fundos por exemplo, que compram participações em empresas com o objetivo de vendê-las dentro de certo período.

O objetivo do Guia é desenvolver e disseminar o conhecimento sobre Private Equity e Venture Capital, divulgando o tema e formando profissionais na área.

Por ser pioneiro em aplicações nos fundos Private Equity e Venture Capital do Brasil, o BNDS publicou no Guia Valor Financeiro um anúncio mercadológico, com conceito de utilidade público divulgando a atuação do banco no mecado financeiro.

A FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos - orgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia também publicou um anúncio no guia, oferecendo financiamento para pequenas e médias empresas aplicarem em fundos Venture Capital.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Lei geral de comunicação será próxima missão de Franklin como ministro

Brasília - Orlando Senna, confirmado como diretor-geral da da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, e Tereza Cruvinel, confirmada para assumir a presidência, falam sobre a criação da empresa Foto: Marcello Casal Jr./ABr


Texto de Marcelo Tavela, publicado no site Comunique-se - www.comunique-se.com.br

Com a publicação da MP da TV Brasil, Franklin Martins termina a primeira etapa de sua missão inicial como ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Por mais que ainda haja muito trabalho com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), já é certo que a próxima tarefa de Franklin será fomentar a criação de uma lei geral de comunicação.

“Vocês estão mais bem informados do que eu. Isso é típico assunto do Congresso Nacional”, desconversou o ministro, para depois emendar: “O País precisa de um novo marco regulatório em comunicação. As leis atuais são da década de 1960, muito defasadas”.

Franklin participou na quinta-feira (11/10) de coletiva no Palácio do Planalto sobre a EBC, junto a Tereza Cruvinel e Orlando Senna, respectivamente presidente e diretor geral da nova rede de comunicação. Logo de início, descartou que a TV Brasil seja um contraponto à grande mídia, como foi dito nos últimos dias.

“Não existe contraponto. A Constituição definiu que há três modelos de TV para o Brasil, público, privado e estatal. Temos uma TV comercial altamente bem sucedida e legítima. Só que o governo e eu achamos que não deve ser o único”. Tereza complementou: “O que nós não temos é uma televisão que dê conta de tarefas que não são da TV comercial”.

Conselhos
Franklin avisou que os primeiros membros do conselho curador devem ser conhecidos em 15 dias. “As pessoas já foram consultadas, estamos esperando o OK”. E esclareceu que o conselho administrativo, que terá cinco membros indicados pelo presidente da República, foi uma exigência da lei das sociedades anônimas. “Basicamente será composto por acionistas”.

A EBC terá entre suas formas de financiamento a prestação de serviços para órgãos públicos, mas que isso será bem separado. “As ações do governo continuam na NBr. Há uma pergunta que ainda não foi feita. Acompanharemos as ações do governo? Sim, como jornalistas”, disse Tereza, que antes da coletiva fez comentários sobre estar “do outro lado do balcão”. Também foi adiantado que a TV Brasil deverá ser distribuída internacionalmente pelo Canal Integración.

O ministro comentou outra forma de financiamento prevista na MP, a doação. “Não temos essa cultura no Brasil, mas eu quis deixar essa porta aberta. Espero ser agradavelmente surpreendido. Quem sabe as doações não começam pelos jornalistas?”.

MP
Franklin voltou a dizer que a TV Brasil foi criada por medida provisória por ser um tema urgente e relevante, duas prerrogativas das MPs. “Agora o Congresso pode aprovar ou rejeitar. Minha expectativa é que ele vá aprimorar o texto”.

Tereza, ao ser questionada se sua carreira no jornalismo impresso a gabaritava para o cargo, disse que “trabalhou por 10 anos na Globonews, tendo inclusive participado no projeto de implementação do canal”. Perguntada sobre seu salário, disse que não teria como dar a informação porque ainda não foi nomeada, mas que é menor do que nas Organizações Globo. “Vocês sabem a diferença de remuneração entre os setores público e privado”.

Acerp
Uma questão que causa visível desconforto nos representantes da EBC é a situação dos funcionários da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), organização social (OS) que mantém a TVE. “Nesse momento, não muda nada na Acerp. A medida que os contratos forem se encerrando, a EBC vai absorvendo as pessoas de acordo com as suas necessidades e a qualidade dos quadros”, disse Tereza.

A Acerp continuará existindo por três anos. “Haverá uma redução de escopo, assim que os contratos forem se encerrando. Há dois tipos de funcionários na Acerp, os estatutários e os celetistas. Os estatutários são uma herança de quando a empresa ainda era pública e são uma situação complexa sem solução fácil. Os celetistas, a medida que os contratos terminarem, farão concursos e podem até ir para outras áreas, o que já foi reivindicado. Não se está garantindo o emprego de ninguém, mas também não se passará o facão”, explicou Franklin.

A respeito da pesquisa feita recentemente pela Fundação Getúlio Vargas, Tereza afirmou ser uma espécie de inventário dos funcionários. “A partir do diagnóstico da FGV, a Acerp vai ter uma diminuição crescente do seu peso e criaremos uma solução que não seja traumática para os funcionários”, completou a presidente.

Governo vai limitar venda e propaganda de bebida

texto extraído do site AdNews - www.adnews.com.br

Depois de mais de dois anos de debates internos, o governo federal vai restringir a propaganda e o comércio de bebidas alcoólicas no Brasil. Está pronta para ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retorna de viagem oficial à África na próxima sexta-feira, uma Medida Provisória (MP) com dois itens que integrarão a política de combate ao consumo de álcool. O texto proíbe a venda de cerveja, vinho, uísque e cachaça, entre outras bebidas, nas estradas federais, impondo multas e cancelamento de alvará para os estabelecimentos transgressores. Além disso, rebaixa de 13 graus para 0,5 grau Gay Lussac (GL) a classificação do que é considerado bebida alcoólica, cuja propaganda no rádio e na TV será proibida entre as 6h e as 21h, todos os dias.

Para a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), boa parte dos desastres com mortes nas rodovias está relacionada ao uso excessivo de bebidas por motoristas imprudentes. Recente levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que os acidentes nas estradas geram um custo anual de R$ 22 bilhões, 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com a edição da MP, segundo a secretária-adjunta da Senad, Paulina do Carmo Arruda, o Brasil está se adequando ao padrão adotado em quase todos os países do mundo, inclusive nos grandes produtores de vinho. Pela legislação em vigor, só são consideradas alcoólicas bebidas com 13 ou mais graus GL, como cachaça, uísque e vodca. Para efeitos legais, estão fora dessa classificação cerveja, vinho, champanha e coolers.

A nova lei proibirá a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis, bares ou qualquer estabelecimento comercial que fique a até 50 metros de uma rodovia federal. Os comerciantes que desrespeitarem as normas estarão sujeitos a multas ou cancelamento da licença concedida pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) para comércio à beira de estradas federais.

Sobre a alteração da classificação de bebidas alcoólicas, a mudança poderá ter forte impacto no mercado publicitário. Os limites para a propaganda de bebidas alcoólicas já estão estabelecidos em lei aprovada em 1996, mas a nova MP amplia as restrições. Desde 2005, o governo discute as alterações. Em abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) finalizou uma resolução com as novas regras, mas houve polêmica sobre a competência do órgão para tomar essa decisão.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Direito à Comunicação no Brasil


Fantástica pesquisa do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, que pretende revelar a situação atual no Brasil dos diversos elementos que formam, em conjunto, o direito à comunicação. São abordados temas como liberdade de expressão, pluralidade dos meios, propriedade intelectual, respeito à diversidade cultural, privacidade nas comunicações, acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e participação da sociedade civil nas decisões sobre essas questões. complementariedade e indivisibilidade.

Vale a pena ler. Para baixar o .PDF, acesse: www.direitoacomunicacao.org.br - e vá em BIBLIOTECA/PUBLICAÇÕES. Lá vc encontrará o arquivo DIREITO À COMUNICAÇÃO NO BRASIL.

Governo vai investir R$ 40 mi em novas campanhas


As novas campanhas de divulgação de prestação de serviços do governo neste mês deverão somar R$ 40 milhões. Apenas a "Mais Brasil para mais brasileiros" ficará com R$ 38 milhões, enquanto a campanha de esclarecimento sobre febre aftosa terá destinação de R$ 2 milhões. Como ponto em comum entre as duas ações há a regionalização da mídia e a maior segmentação dos conteúdos de acordo com o público alvo, utilizando inclusive o cinema como meio de divulgação. A linguagem regional será um dos pontos fortes das campanhas, levando em consideração as diferenças de cada uma das regiões brasileiras.

"A sociedade brasileira precisa conhecer as ações do governo federal de desenvolvimento sustentado com redução das desigualdades sociais", afirmou o subsecretário de comunicação integrada da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, José Otaviano Pereira.

A distribuição dos R$ 38 milhões entre os veículos assegurou mais de 70% para as mídias em rádio e televisão, sendo que o rádio ficou com R$ 15 milhões, as TVs abertas com R$ 10 milhões e por assinatura com R$ 3 milhões. O investimento em internet será de R$ 3,5 milhões, em jornal também R$ 3,5 milhões e para a mídia de cinema R$ 600 mil. Os R$ 2,4 milhões que sobram do montante seriam destinados para divulgação em meio impresso. A definição sobre a utilização dessa mídia deverá ser anunciada nos próximos dias.

O Planalto anunciou a pulverização das peças em 1.100 emissoras de rádio em 1 mil municípios de todo País. A campanha será executada pela agência Matisse Comunicação & Planejamento. As demais peças, que serão veiculadas em internet, TV e jornais serão coordenadas pela Lew'Lara. Toda publicação em jornal trabalha o conteúdo de um modo a indicar para o site www.maisbrasil.gov.br, ainda fora do ar e que estreará juntamente com a campanha no rádio.

Nas emissoras de TV abertas e por assinatura, os filmes deverão destacar o ciclo virtuoso pelo qual o país está passando. Com enfoque regional, as peças mostrarão aos brasileiros como as medidas de caráter social desencadeiam efeitos sobre outras áreas, principalmente a econômica.

A Lew'Lara também executará a ação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre a febre aftosa. A campanha, focada no produtor rural, terá informações sobre o processo de vacinação dos animais e começará a ser veiculada no fim do mês de outubro.

quarta-feira, outubro 10, 2007

TV pública quer R$ 60 mi com publicidade

Além dos R$ 350 milhões previstos no Orçamento de 2008, a rede pública de TV terá como meta obter no próximo R$ 60 milhões em venda de publicidade institucional (estatais e empresas privadas) e por meio de leis de incentivo à cultura que prevêem dedução fiscal a patrocinadores.

Segundo a Folha apurou, a MP (medida provisória) que criará a rede pública será publicada amanhã se a Câmara aprovar hoje em segundo turno a emenda constitucional que prorroga até 2011 a CPMF.

Já há estudos para que a TV pública amplie orçamento com recursos de fundos federais, mas não há previsão de qual receita poderia ser obtida por esse expediente. Os fundos deverão ser utilizados para bancar projetos específicos. Exemplo: séries de interesse de suas áreas ou programas isolados. Para eventual uso dos fundos, leis precisarão ser mudadas.

Ainda em relação ao modelo de financiamento, a MP preverá a possibilidade de doações de pessoas jurídicas e físicas à rede pública. Com todas essas possibilidades de financiamentos, o governo espera obter em 2008 recursos superiores a R$ 410 milhões (R$ 350 milhões de recursos orçamentários mais R$ 60 milhões de publicidade institucional e patrocínio cultural).


Adesão à rede
As tevês estatais estaduais poderão aderir à rede nacional de três formas. Se optarem pela categoria de "membro pleno" poderão receber recursos e novos equipamentos, mas será obrigatória a adesão ao modelo de gestão da rede nacional (conselho curador com poder de derrubar a diretoria).

Na categoria de "associada", as tevês estaduais poderão reproduzir a programação da rede nacional, mas não receberão verbas e equipamentos por isso e não serão obrigadas a mudar o modelo de gestão.

Por último, haverá a categoria "parceiro", que se referirá a projetos específicos. Exemplo: um programa de uma tevê estadual que a rede pública queira transmitir e vice-versa. O melhor exemplo é o "Roda Viva" da TV Cultura, emissora paulista, que é levado ao ar pela TV Nacional, de propriedade do governo federal.

A rede pública terá um canal em São Paulo, já previsto no modelo de transmissão digital que terá início no país a partir de 2 de dezembro -esta é a data de inauguração oficial da rede pública.

A MP extinguirá duas empresas, a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), uma organização social que leva ao ar a TV Educativa do Rio e a TV Educativa do Maranhão, e a Radiobras, estatal federal. Os patrimônios da Acerp e da Radiobras resultarão na EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

A EBC, portanto, terá quatro canais federais para sua programação. Já há tratativas com as tevês dos Estados de Minas e da Bahia para retransmissão. Até 2 de dezembro, a direção da EBC quer que outras emissoras estaduais integrem a rede.

Já há casos de Estados que gostariam que suas emissoras fossem federalizadas, o que a rede pública estuda como fazer.
Por ora, tem prevalecido a opinião de que a rede pública seja chamada de TV Brasil. Mas há estudos a respeito de marcas de fantasia. Para tocar a rede pública ao longo de 2007, serão usados os orçamentos da Acerp e da Radiobras -R$ 220 milhões para todo o ano.

Cresce o número de cidades com veículos e internet

Texto de Michelle Prazeres, publicado no site Observatório do Direito à Comunicação - www.direitoacomunicacao.org.br

Pesquisa do IBGE revela que há mais cidades com rádios comunitárias do que AM e FM e aponta para uma tendência de crescimento de jornais e revistas locais. Provedores de internet aumentaram 178%.

O Suplemento de Cultura da Pesquisa de Informações Básicas Municipais - Munic 2006, divulgado no último dia 17 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traz novos descritores da comunicação e do acesso à informação no país e revela um dado inédito: em 48,6% dos municípios brasileiros existem rádios comunitárias, número pela primeira vez maior que o de emissoras comerciais FM (34,3%) e o de rádios AM (21,2%).

A princípio surpreendente, o número perde em impacto, quando relativizado. É importante ressaltar que ele diz respeito à quantidade de emissoras de cada localidade. Na realidade, é preciso considerar as desigualdades populacionais e o alcance que as transmissões têm, para chegar ao número de municípios atingidos (ou beneficiados) por determinada emissora AM, FM ou comunitária. As comunitárias, em geral, sofrem uma série de limitações em termos de potência e alcance na transmissão. Atingem um número muito menor de ouvintes, por exemplo, do que emissoras FM ou AM.

Quando o assunto é televisão, o cenário mostra um desequilíbrio mais real: a TV aberta está presente em 95,2% dos municípios brasileiros, enquanto as TVs comunitárias estão apenas em 2,3% deles. A TV a cabo, que, em 1999 estava presente em 6,7% dos municípios, deixou de ser medida pelo levantamento em 2001.

Realizado com as prefeituras do 5.564 municípios brasileiros, o estudo, pela primeira vez, mediu a presença de jornais diários nos municípios. Eles estão hoje em 36,8% deles. Já as revistas impressas locais estão em 7,7% das cidades.

Os provedores de internet deram um salto enorme: em 1999, chegavam a 16,4% dos municípios brasileiros. Em 2006, se encontram em 45,6% deles. O crescimento da abrangência de provedores foi o maior verificado pela pesquisa: 178%.

Os números apontam para um cenário de transformação no campo do acesso à informação e à cultura, com mais pessoas acessando computadores e a internet, mídias digitais e audiovisuais. Ao todo, o estudo mostra que, em 1999, os treze equipamentos e meios de comunicação investigados estavam presentes em 4,0% dos municípios . Em 2001 estavam em 4,5% e, em 2006, em 5,1%.


Acesso à cultura

A última edição da Munic revelou também que em 57,9% dos municípios há uma política para o setor cultural e que a Região Nordeste é a que mais investe neste campo. No Brasil, cresceu o número de cidades com museus (41,3%), teatros ou salas de espetáculos (54,7%) e bibliotecas públicas (16,8%) – sem falar no de cidades onde há lojas de discos e DVDs (59,8%) e de videolocadoras (82% das cidades). Houve, no entanto, uma redução de 15,5% no número de cidades com livrarias no mesmo período.

A pesquisa traz também informações de cada município sobre o órgão local gestor de cultura e infra-estrutura, recursos humanos, instrumentos de gestão, legislação, conselhos e fundo municipal, recursos financeiros, ações, projetos e atividades culturais e artísticas desenvolvidas.


PNAD: acesso a PCs cresceu, mas internet ainda é para poucos

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2006, divulgada na última sexta-feira, dia 14/09, pelo mesmo IBGE, revelou que houve um crescimento significativo em relação ao acesso a computadores, principalmente nas regiões mais desfavorecidas economicamente.

O levantamento verificou que o percentual de PCs nos domicílios brasileiros subiu de 12,3%, em 2001, para 22,4% em 2006 e o crescimento aconteceu fora do eixo Sul/Sudeste: no Norte urbano (de 6,7% para 12,4%), no Nordeste (de 5,2% para 9,7%), no Sul (de 13,9% para 27,9%) e no Centro-Oeste (de 10,6% para 20,4%), os percentuais praticamente dobraram.

Em compensação, a desigualdade regional se manteve no acesso à Internet. Em 2006, o percentual geral é de 16,9% de domicílios cobertos, sendo que no Sudeste o índice é de 29,2%. No Norte e Nordeste, de 9,8% e 9,7% respectivamente.

Centrais Elétricas de Minas Gerais

terça-feira, outubro 09, 2007

1º Fórum de Comunicação do Governo Federal no Centro-Oeste

Dia 29 de outubro, no auditório da sede da Embrapa, em Brasília - Parque Estação Biológica, no final da W3 Norte, ao lado do Life Center.

Promoção: Secom/PR e Embrapa

Inscrições gratuitas pelo e-mail forum.secom@planalto.gov.br até o dia 19 de outubro.
Informar: nome, telefone, função e órgão. Especifique no assunto: Inscrição Fórum Centro-Oeste.
O local possui estacionamento gratuito e restaurante com opções variadas.

PROGRAMAÇÃO

8h30 - Credenciamento e distribuição de material

9h - Abertura com Edilson Fragalle, Chefe da ACS - Embrapa e Jorge Duarte - Secom-PR

9h10 Palestra: “Estratégias de comunicação com a imprensa regional: a experiência da Secom” - Nelson Breve, Secretário Adjunto de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
10h Debate

10h15 Palestra: “Planejamento Estratégico de Comunicação” Arthur Bender, vice-presidente da Associação Riograndense de Propaganda. Premiado por três anos consecutivos como Profissional de Planejamento do Ano no RS

11h Debate

11h15 Intervalo

11h30 Palestra: “Comunicação Internacional: o Desafio para as Organizações Brasileiras” - José Luiz Schiavoni, presidente da Associação Brasileira de Agências de Comunicação (Abracom) e Francisco Carvalho, diretor de Relações Internacionais da Abracom

12h15 Debate

12h30 Almoço

14h Palestra: “A Web e Novas Mídias como Instrumentos de Comunicação Organizacional” - Manoel Fernandes, publisher da revista BITES e diretorexecutivo da W3 Editora Geoinformação. Foi chefe de sucursal, editor-assistente e colunista da Veja, editor da Forbes Brasil e da Istoé Dinheiro.

14h40 Debate

14h50 Palestra: “O Papel do Comunicador nos Novos Cenários de Atuação da Embrapa” - Silvio Crestana, Diretor-Presidente da Embrapa.

15h15 Palestra: “As Bases de uma Relação Transparente e Democrática entre Governo e Imprensa” - Ottoni Fernandes Jr., Sub-Secretário de Comunicação Social do Governo Federal

15h45 Debate

16h Solenidade de entrega do Prêmio Embrapa de Reportagem 2007

17h30 Degustação de produtos da pesquisa

MP denuncia Zeca do PT por desvio de dinheiro público por meio de notas fiscais 'frias' de serviços de publicidade

Peço desculpas ao Presidente Lula, mas foi a única foto que consegui do ex-governador Zeca do PT.

O Ministério Público do Mato Grosso do Sul denunciou à Justiça o ex-governador do estado José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. Ele é acusado de chefiar um esquema de desvio de dinheiro público durante o período em que administrou o estado, entre 1999 e 2006.

Além de Zeca do PT, a denúncia cita ex-secretários, funcionários públicos, empresários e duas empresas –uma gráfica e uma agência de publicidade- que faziam parte do esquema.

Eles foram denunciados em duas ações: uma criminal (por suposta prática de peculato, falsificação de documentos, falsidade ideológica e uso de documento falso) e outra cível (por improbidade administrativa).

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa de Zeca do PT, que afirmou que somente o advogado do ex-governador está autorizado por ele a se pronunciar sobre o caso. O G1 aguarda contato com o advogado.

Contratos
Segundo a denúncia, tanto o ex-governador como ex-funcionários do governo celebraram reiteradamente contratos com as agências de publicidade para desviar recursos públicos por meio de notas “frias” apresentadas como serviços de impressão, reimpressão e criações pelas agências.

Ainda segundo a denúncia do MP, o governo do estado pagava por serviços não prestados e que eram contabilizados com o uso de notas fiscais também “frias”, como a impressão de duas mil cartilhas ao custo de R$ 49.910,00; impressão de informativo com oito páginas por R$ 12.750,00; e produção de 2.500 revistas por R$ 18.100,00.

Os promotores já pediram a quebra do sigilo bancário, o bloqueio e o confisco dos bens dos onze investigados. O MP estima que o esquema de caixa dois pode ter desviado nos 8 anos de governo de Zeca do PT mais de R$ 30 milhões.

Texto extraído do Portal G1 - www.g1.com.br

segunda-feira, outubro 08, 2007

Proposta de deputado causa polêmica no mercado publicitário

Texto de Marcelo Gripa, extraido do site Adnews - www.adnews.com.br

A intenção de regulamentar a atividade profissional de Marketing vem gerando oposições por parte do mercado publicitário. O Projeto de Lei - 1226, encabeçado pelo deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), voltou a tramitar no Congresso e depende agora de um parecer do relator, deputado Filipe Pereira (PSC-RJ). A proposta recupera o antigo PL - 6293, levantado pelo então deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ), cuja idéia é de tornar obrigatória a formação acadêmica para atuação no ramo, a não ser que o profissional atue no setor há no mínimo cinco anos.

Desde que surgiu em 2005, o projeto causou discussões acaloradas em vista de temas polêmicos. A parte que incomoda a alguns profissionais de agências são artigos que incluem na nova regulamentação de Marketing funções específicas e natas do publicitário como criação e redação de textos voltados para campanhas.

Na opinião do publicitário da agência Liga Design, Rodolfo Nascimento, é preciso separar as especificidades de cada profissão, apesar da semelhança existente. "Os setores são complementares. O Marketing tem funções mais complexas como uma estratégia e plano para o cliente, mas precisa da agência para fazer a produção da ação a ser divulgada", comenta.

Um dos artigos inseridos na proposta estabelece que o profissional de Marketing "é todo aquele que desempenha atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas a criar e redigir textos publicitários, roteirizar spots e comerciais de TV, dirigir peças para rádio e TV, planejar investimentos e inserções de campanhas publicitárias na mídia, atender clientes anunciantes, produzir arte gráfica em publicidade e propaganda, gerenciar contas de clientes e administrar agências de publicidade".

"Sou contra"

"Um diploma universitário não é parâmetro nenhum para analisar a qualidade do profissional". Esse é o pensamento do presidente da Associação Brasileira de Marketing Direto, ABEMD, Efraim Kapulski. Ele defende a auto-regulamentação de cada setor da comunicação, ao invés de mandamentos federais. "O que ganhamos com isso? O mercado é maduro e sábio o suficiente para dizer quem é capacitado ou não", complementa.

Kapulski se mostra favorável à multiplicidade de funções no ramo da comunicação. Ele mesmo já atuou em várias áreas e cargos no setor. Cita também profissionais como Arnaldo Jabor, da TV Globo, o Nizan Guanaes ou Nelson Motta, do jornal Folha de S.Paulo, que apesar de não terem formação acadêmica na área, não perdem condição de referência.

O deputado federal e também publicitário, Dalton Silvano, concorda com o teor "vago" da proposta apresentada por Eduardo Gomes e diz que não define o profissional de Marketing em sua essência. "O talento será sempre o maior referencial dos bons profissionais do setor de comunicação. Esse ensino só dá subsídios para a formação profissional", afirma.

domingo, outubro 07, 2007

Do gás ao café, a propaganda como ferramenta da República.

Texto de minha autoria, publicado hoje no jornal Correio Braziliense.

Nos primeiros anos do século passado, mesmo sob o impacto da Abolição, que afetou diretamente o desempenho da economia brasileira, o governo da República abraçou a missão quase impossível de levar o pais à industrialização, à modernização.

Para tanto, uma das apostas dos presidentes Campos Sales (1898/1902) e do seu sucessor Rodrigues Alves (1902/1906) foi a publicação de Decretos que financiaram ações de propaganda, com o objetivo de divulgar no exterior qualidades econômicas e geográficas do país, mas principalmente produtos agrícolas brasileiros para, assim, atrair investidores e abrir novos mercados.

O café, pilar da economia na época, foi o primeiro garoto-propaganda. Em 1901, o governo liberou por meio do Decreto nº 4.207, de 22 de outubro, crédito de 70 contos de réis para o Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas organizar serviços de propaganda do nosso café nos países onde o Brasil possuía Consulado.

Temendo a desestabilização da economia, outros setores opuseram-se ao protecionismo governamental, questionando fortemente a intervenção da República no setor cafeeiro. Pressionado, o governo passou a investir na propaganda de outros produtos brasileiros. Em 2 de julho de 1902, por meio do Decreto nº 4.446, liberou 50 contos de réis para o Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas desenvolver esforços de propaganda com o intuito de divulgar além-mar o xisto betuminoso, oriundo da cidade de Marahú, na Bahia.

Ainda em 1902, o gás natural do Recife também foi socorrido pelo governo. Para desenvolver ações de propaganda do gás pernambucano nos Estados Unidos, o município recebeu o crédito de 15 contos de réis do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, por meio do Decreto nº 4.612, de 23 de outubro.

Os presidentes Campos Sales e Rodrigues Alves não imaginavam que a estratégia de usar a comunicação para fortalecimento mercadológico e promoção de imagem seria instituída como ferramenta de governo. Para alcançar os mais variados objetivos, ações de comunicação planejadas foram rapidamente incorporadas ao senso comum da cultura política do pais, evoluindo para o que hoje conhecemos como propaganda institucional e propaganda mercadológica.


Veja os Decretos originais:





sexta-feira, outubro 05, 2007

Debrito no Colunistas Brasilia 2007

A Debrito Propaganda faturou 2 prêmios no Colunistas Brasília 2007. Todos os profissionais da agência estão de parabéns!!!

Título: Jogos Pan e Parapan-americanos 2007
Categoria: Produtos e Serviços Públicos
Área: Campanha e Mídias Interativas
JOB: Jogos Pan e Parapan-americanos RIO 2007
Anunciantes: Ministério da Ciência e Tecnologia / Ministério do Esporte


Título: Atletas
Categoria: Produtos e Serviços Públicos
Área: Televisão e Cinema
JOB: Jogos Pan e Parapan-americanos RIO 2007
Anunciantes: Ministério da Ciência e Tecnologia / Ministério do Esporte

segunda-feira, outubro 01, 2007

Crianças vivem em lugares que não imaginamos!!!



Esta campanha de guerilha foi criada pela filial indiana da agência Everest Y&R para a SUPPORT, uma organização de Mumbai que desde 1992 trabalha ativamente com crianças e jovens de rua envolvidos com drogas portadores de AIDS.

sábado, setembro 29, 2007

Fique de olho no seu filho!!!!!!


Piscina com criança por perto, atenção redobrada!!!

sexta-feira, setembro 28, 2007

Combate ao Vandalismo

A prefeitura de Curitiba fez um balanço dos gastos do munícipio com o reparo do patrimônio público, que constantemente é destruído por cidadãos despreparados para viver em comunidade. Em 2006, infelizmente, as despesas chegaram na casa dos R$3milhões.

Para combater o vandalismo nas ruas, a agência de propaganda CCZ/Elétrica criou uma campanha forte, visualmente atraente e impactante, compostas por peças de TV, rádio, cartaz e mobiliário urbano.

No geral, o texto das peças segue a seguinte linha:
¨Curitiba sofre com o vandalismo. No ano passado mais do R$3milhões foram gastos em reparos de danos do patrimônio público. Dinheiro que poderia ser investido em esporte, educação e lazer. Mas não será investido em nada. Quem pratica o vandalismo destroe o que é seu. Denuncie!!! Ligue 153 "

Mobiliário Urbano

quarta-feira, setembro 26, 2007

A licitação de publicidade dos Correios continua suspeita

Quando o assunto é licitação de publicidade para atender contas de governo, a briga é boa. Forças políticas e empresariais se confrontam, sempre de forma oculta, transformando o processo licitatório numa verdadeira peleja do Diabo com o Dono do céu. Para colocar fogo na disputa pelas contas milionárias, brotam na imprensa denúncias sobre favorecimento de agências ligadas a políticos. E na licitação dos Correios não poderia ser diferente.

Contudo, para aumentar a dor de cabeça de alguns atores políticos, a jornalista Rosêngela Bittar, chefe de redação em Brasília do jornal Valor Econômico está vigilante. Publicou dois texto, que reproduzo aqui nesse blog. Aconselho a leitura dos dois, pois são complementares.


Duas coincidências que exigem atenção
Texto publicado no jornal Valor Econômico do dia 19/09

Fazer ou reproduzir insinuações, não é este o objetivo, como se verá. Muito menos trata-se de apresentar denúncia concreta. Pretende-se, tão somente, chamar a atenção sobre a maneira como vêm surgindo elementos, e se delineando, com preocupante nitidez, coincidências que nos levam a vislumbrar a possibilidade de estar sendo erguido um novo mensalão na estrutura do governo Lula.

Depois do protagonismo do PT neste tipo de operação, seguido agora da investigação sobre como se deu o mensalão do PSDB de Minas Gerais, objeto da próxima denúncia, que promete ser arrasadora, do Procurador Geral da República, os dados da realidade conduzem à existência do risco de gestação de um novo esquema, desta vez exclusivo do PMDB.

Já existe a denúncia - a quarta - contra Renan Calheiros, ainda não investigada no Conselho de Ética, feita pelo ex-genro de um lobista amigo do senador (outro), pai de assessora do presidente do Senado.

O depoimento do ex-genro à polícia revela atuação de Calheiros junto a ministérios capitaneados pelo PMDB. É do conhecimento público o que os partidos políticos querem com esta ocupação da máquina pública, por que brigam pelos cargos: o exercício do poder de nomear e de canalizar recursos públicos para as finalidades de sua escolha pessoal. Na ação de Renan, foram citados o Ministério da Previdência, conduzido à época por Romero Jucá, um dos principais integrantes da atual tropa de choque de Calheiros, e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), conduzida por Paulo Lustosa, uma indicação do senador para mais este posto onde o partido estabeleceu seus comandos.

Este caso mostra que o PMDB vem urdindo um esquema seu, independente de outros partidos governistas, e talvez seja a razão de ter aparecido tão pouco no mensalão do PT. Só o deputado José Borba, que foi líder do partido, expôs-se às denúncias de 2005, para surpresa geral.

Agora, uma segunda coincidência ocorre no mesmo local do crime anterior (ECT) e com a mesma estrutura de canalização de verbas (agências de publicidade), deixando inúmeras dúvidas em torno de uma licitação para escolha de agências de propaganda que servirão à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Três agências vencedoras da licitação dos Correios há dois meses, aberta por volta de julho, foram desclassificadas na análise dos recursos das perdedoras um mês depois, quando três outras diferentes agências sairam vencedoras. Entre estas, está a agência que fez a campanha do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB-MG), em Minas Gerais, a autoridade do governo que tem ascendência sobre os Correios.

Minas Gerais, agência de propaganda da campanha eleitoral, Correios e PMDB: personagens que coincidem em gênero, número e grau com os do mensalão do PT. Só muda o nome da agência de publicidade. À primeira vista, parece estar o PMDB abusando da sorte de ter escapado até este momento da devastação nos partidos. O presidente do PMDB, deputado Michel Temer, acha exagero enxergar, nas duas coincidências, riscos de mensalão. Para ele, mensalão é o pagamento mensal a parlamentares para que prestem determinados serviços ao governo, um conceito restrito, que já foi derrubado há muito tempo pela CPI dos Correios, pela Polícia Federal, a Procuradoria Geral e o Supremo Tribunal Federal.

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Os Correios não estão à venda
Texto publicado no jornal Valor Econômico do dia 26/09

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, denuncia: "Há uma campanha nacional de descrédito dos Correios, para que a empresa seja comprada por alguma empresa internacional". A ECT, conclui-se, não está à venda, em nenhum sentido. E, mesmo depois de um de seus diretores ter tido sua imagem exaustivamente divulgada embolsando propina, no escândalo de 2005, a credibilidade da instituição continua forte, como mostra uma pesquisa Ibope, recentemente publicada pela revista "Seleções", segundo citação do ministro: "Os Correios estão no topo da instituições mais confiáveis do país, depois vêm o rádio, os jornais, o real e a igreja".

A veemência de Hélio Costa é uma reação às coincidências entre as características do mensalão do PT com o que vem ocorrendo em áreas do governo administradas pelo PMDB, como os Correios, para as quais se chamou a atenção neste espaço, quarta-feira da semana passada.

Um dos focos da análise era a denúncia contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), segundo a qual há muito tempo vinha ocorrendo uma sangria de verbas de ministérios comandados por pemedebistas, uma espécie de mensalão administrado sob a orientação de um lobista amigo do presidente do Senado. Coincidência maior viria, porém, de uma comparação sobre o que acontece hoje nos Correios (ECT), com o que ocorreu no mensalão do PT, que teve sua gênese na mesma empresa.

Em 2007, foi realizada uma licitação para escolha de três agências de publicidade para a empresa. As três vencedoras, no resultado de julho, ficaram perdedoras um mês depois, em agosto, quando a análise de recursos deu vitória a três outras agências diferentes, entre elas a mineira Casablanca, que fez a campanha eleitoral de Hélio Costa. A coincidência era que se reuniam neste caso a mesma estatal do mensalão (Correios), o mesmo instrumento de canalização de verbas (publicidade), o mesmo Estado que forneceu o 'know how' do esquema (Minas), o domínio de um partido político (PMDB).


Uma fez a campanha, outra cobrou a dívida

Hélio Costa se indigna com as comparações e não teme recidiva daquele triste período. Exalta a licitação dos Correios, hoje, segundo ele inovadora. "Foram mais de 30 propostas de agências do Brasil inteiro, e numa primeira classificação do capital caíram 20 empresas; para as que sobraram, o processo passou a ser apócrifo: a empresa é rotulada por uma senha que ninguém sabe a quem se refere".

As propostas são analisadas com a senha e a partir de um determinado ponto da licitação, conta o ministro, junta-se a senha com a proposta vencedora e fica-se sabendo quem ganhou. Os recursos das perdedoras, segundo Costa, são analisados com a participação do instituto nacional de agências de publicidade, que acompanha os procedimentos, bem como do Tribunal de Contas da União.

Quanto à escolha, depois da análise dos recursos, da agência Casablanca, que fez sua campanha em Minas, o ministro informa que a campanha foi feita por ele próprio, por sua mulher, que trabalha com arte gráfica, e por amigos radialistas. "Nunca usei empresa de publicidade. A empresa contratada da campanha, que, na verdade, nem foi a Casablanca, foi a Setembro, trabalhou em incursões que fazíamos no interior".

Acrescenta o ministro um dado importante: "Mais tarde vim até a saber que a conta da campanha foi cobrada pela Casablanca e não pela Setembro. Nós pagamos tudo, não devemos nada a eles", informa, sem demonstrar ter visto algo demais nesta troca de identidade da agência no momento da cobrança.

O ministro Hélio Costa foi infeliz, porém, na comparação que criou para ironizar a atenção às coincidências: "Você está querendo dizer que, por ser Heloísa Helena senadora, do Estado de Alagoas, tem tudo para dar errado com ela, ela certamente vai ter um filho fora do casamento".

Como demonstra, Hélio Costa procurou o lado menos íngreme do aludido "calvário" de Renan Calheiros, que está mergulhado em processos e ameaça de cassação não por ser de Alagoas e ter tido um filho fora do casamento, mas por denúncias de que teve suas contas particulares pagas por um lobista de empreiteira, por adquirir bens em nomes de laranjas e por canalizar recursos públicos de ministérios ocupados pelo PMDB por intermédio de um outro lobista, diferente daquele da primeira denúncia. Se ocorresse tudo isto com relação à ex-senadora Heloísa Helena, realmente seria mais do que uma tremenda coincidência.

terça-feira, setembro 25, 2007

Semana Nacional de Trânsito teve como alvo de suas campanhas, o público jovem


O tema escolhido para a Semana Nacional de Trânsito de 2007 é "O Jovem e o Trânsito", que começou no dia 18 e encerra hoje, 25 de setembro, tem como foco o público que mais se expõe aos riscos de acidentes e mortes no trânsito; sejam eles motoristas, pedestres, ciclistas, ou até mesmo passageiros de veículos conduzidos por outros jovens.

Inúmeras pesquisas feitas por órgãos que trabalham com a segurança no trânsito revelam que a necessidades de auto-afirmação dentro do grupo, aliada a atração que os jovens tem por sensações de aventura e desafio, são os principais motivos do elevado número de mortes no trânsito todos os anos.

A aquisição da Carteira Nacional de Habilitação é vista por muitos jovens como um "ritual de passagem" para a vida adulta, contudo essa experiência não traz consigo a carga emocional necessária que esses jovens precisam para lidar com situações de risco, onde a bebida e a direção se misturam, por exemplo.

E para divulgar a semana, o Governo Federal, por meio do DENATRAN e do Ministério das Cidades veiculou campanha nacional de publicidade, com tema Anjos do Trânsito, que qualifica como anjo os jovens consciente no trânsito - ¨Mostre que vc é um jovem consciente, que respeita a sua vida e a dos seus amigos. Seja um Anjo do Trânsito¨.

A campanha conta com peças de rádio, televisão, material impresso, mídia exterior e ações promocionais.

Visite o site: www.cidades.gov.br/anjosdotransito

O tempo fechou pro Pagodinho!!!

segunda-feira, setembro 24, 2007

E por falar em Petrobrás...

...posto algumas peças que traduzem a alta qualidade estética das campanhas publicitárias da estatal.

O Brasil e a China acabam de ficar mais próximos.
Campanha criada em 2004 pela agência Quê para anunciar a abertura do escritório da Petrobrás na China.

Mais octanos é mais aceleração. Mais rendimento. Mais desempenho.
Campanha criada em 2005 também pela agência Quê para divulgar a gasolina PODIUM.

Proteja a Jaguatirica
Campanha criada em 2006 pela Duda Propaganda para divulgar os projetos de proteção ambiental financiados pela Petrobrás.

PAN 2007
Campanha criada em 2007 pela Duda Propaganda para os Jogos Pan-americanos Rio 2007

quinta-feira, setembro 20, 2007

Concorrência da Petrobras recomeça do zero

Texto do jornalista Alexandre Zaghi Lemos extraido do site Meio&Mensagem.

A Petrobras publicou nesta quarta-feira, dia 19, o novo edital (disponível aqui) para concorrência de sua conta publicitária, que mantém praticamente a mesma redação do anterior. Esta é a maior disputa em curso atualmente no País, já que a estatal tem verba anual de R$ 250 milhões. As interessadas deverão apresentar suas propostas no dia 19 de outubro, incluindo as 16 já habilitadas, que poderão reenviar os mesmos documentos anteriores, já que o briefing não mudou, mas estarão sujeitas às mesmas regras de eventuais novas licitantes. Uma das exigências do edital é de patrimônio líquido de, no mínimo, R$ 1,8 milhão. Além disso, não poderão participar, com propostas distintas, agências pertencentes ao mesmo grupo econômico, ou seja, que tenham os mesmos acionistas.

A expectativa da Petrobras é de encerrar a licitação em janeiro de 2008, anunciando as três agências vencedoras, sendo que cada uma administrará pelos menos 25% da verba total. Os novos contratos serão assinados por 730 dias e não poderão ser renovados, como acontece com os atuais. Hoje a Petrobras é atendida por Duda Propaganda, F/Nazca S&S e Quê, através de contratos prorrogados até 30 de novembro de 2007, que não poderão mais ser aditados. Ou seja, a partir do início de dezembro a estatal estará sem agência, até que os novos contratos sejam assinados.

O reinício da licitação é decorrência da decisão do Tribunal de Contas da União, que autorizou no início do mês, "em caráter excepcional", o prosseguimento do processo de escolha de agências pela Petrobras. Iniciada em janeiro com 20 interessadas, a concorrência foi interrompida várias vezes por interferência do TCU e parou definitivamente na fase de análise técnica, quando havia 16 habilitadas. O ministro do TCU Augusto Nardes dispensou a Petrobras de refazer o edital da licitação, como pedia decisão anterior do tribunal, tomada em 18 de abril. Entretanto, determinou que fosse dado um novo prazo para apresentação de propostas.

A principal implicância do TCU é referente à bonificação de volume (BV) paga pelos veículos às agências dependendo da compra de mídia feita pelo conjunto dos clientes por elas atendidos. No entender do TCU, estes valores deveriam ser devolvidos aos anunciantes governamentais. Entretanto, o relatório de Nardes aprovado pelo plenário do tribunal no início do mês retira a obrigação das agências reverterem à Petrobras "descontos e bônus em função do volume de recursos despendido pelo anunciante". Esta é uma decisão provisória, pois a estatal terá que promover nova licitação caso a decisão final do TCU condene o BV.

Campanha da Auto-Suficiencia 2006

quarta-feira, setembro 19, 2007

Novos argumentos na concorrência dos Correios

Texto do jornalista Alexandre Zaghi Lemos, extraído do site Meio&Mensagem.

Sete agências apresentaram contra-razões à comissão especial de licitação dos Correios, que está escolhendo as três empresas que irão dividir sua conta publicitária, estimada em R$ 90 milhões anuais. Nesta fase, encerrada nesta segunda-feira, 17, a estatal recebeu novos argumentos que rebatem recursos anteriores, homologados na semana passada.

As autoras das contra-razões são: Agnelo Pacheco (contra Giovanni+DraftFCB e NovaS/B); Artplan (contra Agnelo Pacheco, DeBrito, Giovanni+DraftFCB e NovaS/B); Casablanca (contra DeBrito e Giovanni+DraftFCB); DeBrito (contra Giovanni+DraftFCB e Link/Bagg); Giovanni+DraftFCB (contra DeBrito, DPZ, Link/Bagg, MPM e NovaS/B); PPR (contra Giovanni+DraftFCB e NovaS/B); e Propeg (contra Agnelo Pacheco, DeBrito, Giovanni+DraftFCB e MPM).

"Como previsto na lei de licitações, estamos garantindo amplo direito ao contraditório", frisa Júlio Cezar Chaurais, presidente da comissão especial de licitação dos Correios. Segundo ele, o prazo previsto para análise dos recursos e das contra-razões seria de cinco dias úteis, contados a partir desta terça-feira, 18. "Entretanto, dada a variedade e os detalhes dos documentos que teremos de analisar, dificilmente terminaremos nesse prazo. Mesmo assim, nossa intenção é acelerar o máximo possível", ressalta. Somente após essa análise - e se nenhuma empresa resolver acionar a Justiça, que poderá até parar o processo de licitação - será possível iniciar a última e mais polêmica fase da concorrência, na qual serão abertos os envelopes com as propostas de preço.

Como Meio & Mensagem demonstrou em sua edição de 10 de setembro, das 29 postulantes habilitadas em maio, somente dez permanecem na disputa após julgamento dos recursos anteriores que contestavam o resultado da análise das propostas técnicas e da capacidade de atendimento, fase que havia terminado em julho com a vitória de MPM, DeBrito e NovaS/B. Entretanto, o último veredicto, publicado no Diário Oficial da União em 31 de agosto, mudou momentaneamente o placar da corrida pelas contas, ao desclassificar justamente as três líderes, além de outras duas agências: DPZ e Mr. Brain.

Por enquanto, a conta 1 (Sedex), com verba estimada em R$ 45 milhões anuais, passou das mãos da NovaS/B para a Artplan, que teve a sétima melhor nota, seguida por apenas outras três não desclassificadas: Agnelo Pacheco, PPR e BorghiErh/Lowe. A licitação pela conta 2 (Telegrama), que tem verba de R$ 22 milhões, até então liderada pela MPM, passou a ter a Propeg à frente, seguida por apenas outras três não desclassificadas: Artplan, Publicis e Contexto. Já a conta 3 (Institucional), avaliada em R$ 23 milhões, ia para a DeBrito, mas agora tem a Casablanca como mais bem pontuada, seguida por Y&R e DCS, já que todas as demais foram desclassificadas.

Se todos os recursos apresentados na semana passada forem acolhidos pela comissão de licitação, as contas 1 e 3 ficarão sem agência, e apenas duas concorrentes sobreviverão na disputa pela conta 2: Publicis e Contexto. Os documentos enviados pelas agências descontentes aos Correios citam até Nelson Rodrigues ("óbvio ululante") na defesa das mais diversas teses. O recurso da Giovanni+DraftFCB, por exemplo, considera que as desclassificações em massa por "extrapolação do número de páginas no Plano de Comunicação" e "não especificação da quantidade de peças não-mídia", dentre outros motivos, denotam "interpretação formalista" do edital. Segundo a agência, a rigidez causa prejuízo ao "interesse público de se contratar as melhores propostas", gerando um "resultado absolutamente ineficiente para o poder público".

terça-feira, setembro 18, 2007

Semana do Peixe

MARCA

A abertura da principal feira de produtos e equipamentos do setor pesqueiro, a Seafood Expo Latin América foi ontem segunda-feira (17), às 10h30min, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, marcando o início da 4ª edição da Semana do Peixe.

Mais uma vez Governo e supermercados filiados à Associação Brasileira de Supermercados (Abras) se uniram para divulgar a importância do consumo de pescado para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento do potencial que o País possui nesta área.

Em todos os estados serão distribuídos materiais com orientações aos consumidores sobre como adquirir um pescado de qualidade. Nos supermercados participantes da promoção, o pescado será oferecido com preços mais baixos e serão realizadas degustações e eventos promocionais.

Campanha é composta por cartaz, folder, banner, jingle, camiseta, boné, avental e display de preço.

CARTAZ

segunda-feira, setembro 17, 2007

Uma viagem!!!!!!

Sinceramente, uma das mais loucas campanhas que já vi!!!!!!
Acesse o site http://www.trydrugs.net/







domingo, setembro 16, 2007

Vocé nao fuma o cigarro é o cigarro que fuma vocé.

Campanha da NeoGama BBH criada em 2006 para a Associação de Defesa da Saúde do Fumante.
Vale a pena relembrar!!!!!!!

Vocé nao fuma o cigarro é o cigarro que fuma vocé.

Vocé nao fuma o cigarro é o cigarro que fuma vocé.

sábado, setembro 15, 2007

Vc receberá muito mais do que consegue dar!!!

Essa campanha sobre adoção, criada pela filial da Ogilvy & Mather/India para a Associaçao de Promoção e Adoção de Crianças Indianas recebeu o Leão de Ouro em Cannes 2007 na categoria Peça Impressa.

Adoção:Vc receberá muito mais do que consegue dar!!!

Adoção:Vc receberá muito mais do que consegue dar!!!


Adoção:Vc receberá muito mais do que consegue dar!!!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Conheça a Espanha



Anúncio do governo da Espanha veiculada em revistas brasileiras!!!

Bem vindo ao Viaja Mais – Melhor Idade!

No programa Viaja Mais você, com idade acima de 60 anos, encontra pacotes de viagens para os melhores destinos brasileiros, com os melhores preços para a Melhor Idade.

Se você for aposentado ou pensionista tem a opção de utilizar o crédito consignado em folha de pagamento para a compra do produto. Para agilizar seu atendimento, faça a escolha do pacote e da agência de sua preferência para que esta possa dar início às confirmações de disponibilidades e facilite seu processo de compra.

Todos os pacotes foram formatados com preços por pessoa em apartamentos duplos (valor por pessoa quando há duas pessoas no apartamento).

segunda-feira, setembro 10, 2007

Governo diminui verbas para publicidade

O governo está destinando menos recursos para a publicidade. Um levantamento exclusivo, feito pelo site especializado Contas Abertas a pedido de Meio & Mensagem, revela que o total efetivamente pago dos investimentos do governo federal em publicidade no período de janeiro a agosto desse ano caiu 41,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números mostram que em 2006 - ano de eleições - no período anterior à realização do pleito, o governo federal somava R$ 237,9 milhões em investimentos publicitários e neste ano o montante caiu para R$ 138,7 milhões.

Os cálculos foram feitos com base no Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro (Siafi) e compreendem somente os créditos empenhados e liquidados do governo federal, incluindo os três poderes e excluindo as estatais. Além disso, não há descrição de investimentos por campanhas ou que mídias foram usadas. De acordo com os dados, os valores correspondem ao que foi investido em quatro classificações diferentes que a União dá aos seus investimentos: publicidade legal, mercadológica, institucional e de utilidade pública. Nestes resultados não estão relacionados os investimentos feitos pelas estatais.

Os dados exclusivos de Meio&Mensagem mostram também que os valores acumulados nos primeiros oito meses deste ano representam menos da metade do total dos investimentos publicitários do governo em 2006, quando atingiram R$ 340,1 milhões. Deste total, R$ 94,4 milhões foram destinados para área institucional, R$ 157 milhões para utilidade pública, R$ 64,5 milhões para publicidade mercadológica e R$ 24,2 milhões para publicidade legal.

Pela base de dados do Siafi levantada pelo Contas Abertas, a queda nos investimentos de janeiro a agosto deste ano na comparação com igual período do ano passado se dá principalmente na publicidade institucional, que caiu quase 70% nos primeiros oito meses deste ano em relação ao igual período do ano passado. No mesmo período de 2006 foram destinados R$ 88,5 milhões para este fim. Já neste ano os investimentos em publicidade institucional caíram para R$ 27,0 milhões.

Na análise do que já foi liquidado especificamente por cada órgão da administração federal, verifica-se que os valores empenhados pela Presidência da República até o momento somam R$ 24,6 milhões. Essa cifra fica atrás apenas da executada pelo Ministério da Saúde - R$ 53,8 milhões - que é também o ministério com maior orçamento publicitário. Em terceiro lugar aparece a pasta comandada por Marta Suplicy, o Turismo, que já pagou R$ 20,4 milhões do total de sua verba publicitária.

Por outro lado, alguns ministério e órgãos importantes estão destinando neste ano poucos recursos para a publicidade. Este é o caso dos ministérios da Cultura (R$ 33 mil), Trabalho (R$ 376,3 mil), Comunicações (R$ 30,2 mil), Previdência Social (R$ 181,4 mil) e a Integração Nacional (R$ 86,9 mil).

O levantamento realizado pelo Contas Abertas não permite a aferição dos dados das estatais - que estão se tornando cada vez mais importantes no mercado, sobretudo na área de patrocínio cultural e esportivo. Dados parciais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) referentes a 2006, entretanto, indicam que a administração geral, investiu pouco mais de R$ 1 bilhão para a publicidade, isso somando as estatais e excluindo publicidade legal, produção e patrocínio.

Essa informação indica que empresas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, Infraero e Eletrobrás, entre outras, destinaram cerca de R$ 660 milhões ao mercado publicitário no ano passado, se os números da Secom se confirmarem. A secretaria ainda indica que em 2006 o meio televisão consumiu R$ 628, 1 milhões do total destinado pelo governo e suas empresas ao setor.

O governo federal e a publicidade
Valores efetivamente já pagos ao mercado (R$ milhão)

Tipo de publicidade jan-ago/2006 jan-ago/2007 Variação

Publicidade legal 14,1 14,7 4,2%
Publicidade mercadológica 21,0 13,6 - 35,2%
Publicidade institucional 88,5 27,0 - 69,9%
Publicidade de utilidade pública 114,2 83,5 - 26,9%

Total 237,9 138,7 - 41,7%
Obs: Não inclui estatais

Fonte: Contas Abertas/Siafi especial para o Meio&Mensagem

segunda-feira, agosto 13, 2007

Cresce número de licitações públicas em propaganda

O número de licitações públicas na área de propaganda, realizadas pelas prefeituras municipais, órgãos e instituições, vem crescendo desde 2003, e esta tendência está se mantendo em 2007, apesar de diversos municípios e órgãos estarem aguardando o posicionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os parâmetros que a administração pública quer seguir nas relações comerciais com as agências de propaganda. Esta é uma das conclusões da sondagem realizada pela FENAPRO - Federação Nacional das Agências de Propaganda, com a participação de Sindicatos das Agências de Propaganda de vários Estados.

O levantamento preliminar da Fenapro mostra que cerca de 226 municípios realizaram licitações públicas para contratação de serviços publicitários de janeiro a junho deste ano. Em todo o ano passado, foram realizadas 254 licitações. A estimativa da Fenapro é que o número de licitações públicas dobre em relação ao ano passado, em função dos trabalhos desenvolvidos pelos Sindicatos junto as Prefeituras e as Câmaras Municipais. Do total de 26 Estados, o número de licitações em 13 deles já é maior ou semelhante ao do ano passado. Entre os que registram maior incremento, estão Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Ceará, Pernambuco, Pará e Tocantins, entre outros.

O objetivo da Fenapro ao realizar o levantamento foi o de avaliar o resultado das ações promovidas pelos sindicatos e Fenapro junto às diversas instâncias do governo, no sentido de incentivar a administração pública a contratar serviços de propaganda por meio de licitações públicas, de acordo com as normas-padrão do CENP.

"A amostragem confirma a tendência de que este ano haverá mais licitações, embora haja prefeituras e governos estaduais que não estejam publicando editais na expectativa das definições do TCU", afirma Ricardo Nabhan, presidente da Fenapro, referindo-se à audiência pública do TCU marcada para o dia 1º de agosto, com o objetivo de debater as relações comerciais da administração pública com o setor. Este crescimento, segundo Nabhan, é, em parte, resultado do trabalho realizado pelos Sindicatos das Agências de Propaganda, para incentivar e orientar o poder público quanto à forma de se realizar o processo licitatório.

Ele ressalta, contudo, que o aumento nas licitações públicas de propaganda depende também de orientações e decisões do TCU. "O TCU está analisando o pedido de reexame interposto pela SECOM-PR relativo aos processos de auditorias nos contratos de propaganda e publicidade realizados por diversos órgãos e entidades da administração pública federal e isso cria expectativa no setor público, atrasando a publicação dos editais", destaca Nabhan.

O presidente do Sinapro-DF, Fernando Brettas, conta que este ano foram realizadas seis licitações na área de propaganda, em um total de R$ 411 milhões (Banco do Brasil, correios, Agência de Comunicação do Governo do Distrito Federal, Companhia Energética de Brasília (em curso), Companhia de Água e Esgoto de Brasília e Ministério do Turismo). "Este é um número expressivo se comparado ao ano passado, quando praticamente não houve licitações no Estado", observa Brettas. No Ceará, no primeiro semestre foram realizadas cerca de seis licitações no valor total de R$ 7 milhões. "Isto significa um incremento em relação ao ano passado, em que as licitações públicas no Estado estiveram praticamente paradas", conta Antônio Sarmento de Menezes, presidente do Sinapro-CE.

Já Minas Gerais é o Estado com o maior número de municípios (853), e, portanto, é também o que costuma ter número expressivo de licitações. "Este ano há um número maior de prefeituras e câmaras municipais realizando licitações", conta José Maria Vargas Araújo, ex-presidente do Sinapro-MG e atual diretor-secretário da Fenapro. No Paraná, houve licitação ou renovação de contratos em quase todos os municípios. "Estimamos um crescimento de 30% em relação a 2006, no número de licitações públicas", prevê Hélcio José Gerbecke, presidente do Sinapro-PR.

Já entre os Estados onde há morosidade na publicação de editais, se inclui o Rio Grande do Sul. Segundo João Firme de Oliveira, presidente do Sinapro-RS, desde setembro o governo estadual e seus órgãos não realizam licitações. "Está tudo parado no âmbito estadual, apenas os municípios gaúchos é que estão licitando", conta ele.

Ministério da Saúde busca 'consumo consciente'

O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira, 10, no Rio de Janeiro, a campanha nacional para o consumo consciente de bebida alcoólica, que visa abrir espaço para a reflexão e discussão a respeito do consumo de bebidas alcoólicas e criar uma atitude mais consciente da sociedade em relação ao consumo.

“Bebidas alcoólicas. Conheça os riscos. Seja responsável” é mote da campanha, produzida pela Master Comunicação, que objetiva apresentar para a sociedade o quadro real da situação do consumo de bebidas alcoólicas e suas conseqüências relacionadas principalmente ao trânsito, juventude e violência.

A ação inclui um filme de 30 segundos e dois de 15 segundos que serão veiculados a partir do dia 11 de agosto nas emissoras Globo, SBT, Record, Bandeirantes, Cultura, Rede TV, JBTV, TV Gazeta, Rede Vida, TV Mulher, TVE e MTV e nos canais de TV fechados TNT, Sportv, Universal, GloboNews, Terra Viva e Canal Rural. A campanha tem criação de Marcelo Romko e Claudio Freire e direção de Claudio Freire e Luciano Toaldo.



Ao lançar a campanha o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o objetivo não é acabar com o consumo de álcool. "Existem estudos que mostram até que o consumo de vinho, em quantidades moderadas, é benéfico à saúde", disse ele. Temporão explicou que a política é de redução de danos. "Ninguém está propondo proibir nada, nem há nenhum viés moralista nessa campanha. É simplesmente chamar atenção da sociedade sobre o risco envolvido no consumo precoce e abusivo.”

O ministro ainda apresentou dados mostrando que o uso prejudicial do álcool é um problema de saúde pública no país. De acordo com esses dados, mais da metade das 35 mil mortes por acidentes de trânsito registradas no país em 2005 tiveram causas ligadas ao abuso de bebida e à embriaguez. Segundo Temporão, o governo gasta com a internação de cada vítima de acidentes em média até R$ 56 mil. Um estudo do Instituto Econômico de Pesquisa Aplicadas (Ipea) estima que os custos diretos e indiretos com os acidentes de trânsito no país consomem até R$ 20 milhões por ano.

Sobre o uso precoce do álcool, informações do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) indicam que, entre 2001 e 2005, cresceu em 12,4% o número de adolescentes na faixa de 12 a 17 anos que já experimentaram ou consomem bebidas alcoólicas.

Um levantamento da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) também revela que cerca de 30% das crianças entrevistadas, com idade entre 10 e 12 anos, têm hábito de consumir bebidas alcoólicas em festas. Outros estudos também mostram uma “relação direta do álcool com todo tipo de violência como a agressão interpessoal, agressão contra a mulher e outros acidentes”, alertou o ministro.

Temporão informou que a campanha publicitária lançada hoje também será ampliada para outras mídias, entre elas, as rádios, inclusive comunitárias. Segundo ele, o trabalho de conscientização será feito de maneira “transversal”, envolvendo parcerias com os ministérios da Educação, da Cultura e do Esporte.

O que é a Política Nacional sobre Bebidas Alcoólicas?

A política foi sancionada por decreto presidencial em maio desse ano e traz um conjunto de medidas interministeriais para reduzir e prevenir os danos à saúde e à vida, bem como às situações de violência associadas ao uso prejudicial de bebidas alcoólicas na população brasileira. As ações incluem:
• fortalecer a fiscalização das medidas previstas em lei que visam coibir a associação entre o consumo de álcool e o ato de dirigir;
• fiscalizar a venda para menores de 18 anos e incentivar outras iniciativas visando reduzir o consumo nas faixas mais jovens;
• ampliar e fortalecer as redes locais de atenção integral às pessoas que apresentam problemas decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, como os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPsAD) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS);
• estimular e fomentar ações que restrinjam os pontos de venda e consumo de bebidas alcoólicas, observando os contextos de maior vulnerabilidade às situações de violência e danos sociais;
• privilegiar as iniciativas de prevenção ao uso de bebidas alcoólicas nos ambientes de trabalho;
• incentivar a regulamentação, o monitoramento e a fiscalização da propaganda e publicidade de bebidas alcoólicas, de modo a proteger segmentos populacionais vulneráveis ao consumo de álcool, como os jovens.
• fomentar o desenvolvimento de tecnologia e pesquisa científicas relacionadas aos danos sociais e à saúde decorrentes do consumo de álcool e a interação das instituições de ensino e pesquisa com serviços sociais, de saúde, e de segurança pública.

As informações são da Agência Brasil.

domingo, agosto 12, 2007

Todo dia é Dia dos Pais

Hoje, todo pai deveria tirar o dia para refletir sobre seu papel na educação dos filhos. Lembrar que sempre deve dar o bom exemplo!!!!

Essa campanha é perfeita para o Dia dos Pais!!!

Não fume na presença de seu filho.

Não fume na presença de seu filho.

terça-feira, agosto 07, 2007

VISTA-SE - Use sempre Camisinha

MARCA
O Vista-se é um selo que passa a assinar todas as peças de promoção ao uso do preservativo produzidas pelo Ministério da Saúde e seus parceiros e que poderá ser aplicada também nos materiais de prevenção das ONG, empresas da iniciativa privada e outras instituições governamentais.

1. O que é o VISTA-SE?
Trata-se de uma marca, um "selo", que irá assinar todas as peças de promoção ao uso do preservativo produzidas pelo Ministério da Saúde e seus parceiros. ONGs, empresas da iniciativa privada e outras instituições governamentais podem aplicar a marca em seus materiais de prevenção.

2. Por que criar uma marca?
Essa é uma estratégia de comunicação bastante utilizada por vários motivos, mas três se destacam:
Aumento do recall , ou aumento da lembrança espontânea da mensagem. Se todas as campanhas de promoção ao uso do preservativo tiverem a mesma assinatura (do Ministério e de seus parceiros), o público, além da mensagem da campanha, terá também uma referência de identidade, atribuindo todas as ações a um mesmo conjunto, uma mesma idéia, um mesmo objetivo.

A força do símbolo como elemento de comunicação. Com o tempo e com a insistência em sua exposição, o símbolo do VISTA-SE pode tomar o lugar da mensagem "use sempre camisinha". O entendimento de um símbolo é mais rápido, mais objetivo e direto. Além de possibilitar outras aplicações de visibilidade, fora da mídia convencional.

CARTAZ

A capacidade de mobilização. A maioria das pessoas concorda que é importante o uso freqüente da camisinha, mas não sabe o que fazer a respeito. O símbolo do VISTA-SE possibilita que essas pessoas expressem essa idéia (use camisinha) de forma ordenada e, portanto, mais eficiente.
3. Por que o foco no preservativo masculino?
É o produto mais comum no mercado, é o foco de distribuição gratuita das ações do Ministério e o homem ainda é o maior consumidor de preservativos no país. Para o homem, a frase VISTA-SE é entendida como um comando, para a mulher, a mesma frase é traduzida como discurso - uma mulher com a camiseta do VISTA-SE transmite uma mensagem para os homens e mostra que sabe a importância do uso do preservativo.

4. Como foi elaborada esta campanha?
Com a participação de diversos parceiros: sociedade civil, representantes de universidades, agências internacionais e outras instâncias do governo. Além disso, as opções de campanha apresentadas pela agência de publicidade do Ministério foram pré-testadas junto ao público-alvo da campanha.
O filme escolhido e a filosofia do VISTA-SE foram apresentados para formadores de opinião e muitos deles (atores, músicos, etc.) emprestaram sua imagem à campanha, de forma gratuita.

FOLDER

5. Saiba um pouco mais dos hábitos do brasileiro de 15 a 54 anos em relação ao uso da camisinha:
52% já receberam ou pegaram preservativo de graça - a maioria em postos de saúde e durante o carnaval;
96% sabem que o preservativo é a melhor maneira de evitar a transmissão do HIV nas relações sexuais.
25% usam o preservativo regularmente, em qualquer parceria.
67% afirmam ter usado o preservativo em sua última relação eventual.
Por que o brasileiro não usa o preservativo?
45,8% - porque a última relação foi com o cônjuge.
11,5% - porque confiam no parceiro.
11,4% - porque têm parceria fixa.
8,8% - porque não gosta ou o parceiro(a) não gosta.
6,3% - porque não tinha na hora da relação.
4,3% - porque "não precisa".
3,6% - porque não quis.

Texto e layouts extraído do site www.aids.gov.br

sexta-feira, agosto 03, 2007

Publicitários defendem modelo vigente da propaganda

Discutir o modelo brasileiro de publicidade e definir como devem ser administrados contratos de propaganda do Governo Federal foram a tônica da audiência que recebeu representantes do mercado na úlitma quarta-feira, 1, em Brasília. O TCU (Tribunal de Contas da União) fez, recentemente, recomendações sobre como devem correr as atividades no setor. Entre elas, está o não reconhecimento do Cenp, órgão criado para regulamentar as normas éticas da publicidade nacional e sua função de atuar como parâmetro para remuneração das agências. Isto é, o Tribunal questiona a prática da bonificação por volume, (BV), valor transferido dos veículos às agências de acordo com o montante veiculado em seus canais.

Entre as sugestões do TCU, figuram também a de o Governo reduzir para uma empresa a produção da comunicação institucional. Atualmente, o trabalho é exercido por duas agências: Lew,Lara e Matisse. Segundo o presidente do Grupo de Mídia, Ângelo Franzão Neto, os representantes do mercado querem "revisão de posicionamento do TCU", pois argumenta que a publicidade já é efetivamente regulada.

O decreto número 4.563, que estabelece o Cenp como referência, foi sancionado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ao substituí-lo na presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva manteve a lei vigente. Em novembro de 2006, o ministro Ubiratan Aguiar relatou o acórdão 2.062 em que pede a revogação do decreto e a consolidação de um novo referencial para a publicidade.

Dalton Pastore, presidente da ABAP (Associação Brasileira das Agências de Publicidade), disse que a entidade "rejeita qualquer rótulo para a indústria da comunicação brasileira que não reflita com justiça a seriedade de um setor que é fundamental para o desenvolvimento econômico e social, que avaliza a liberdade e a independência de imprensa".

Representantes da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), Marcos Caetano e Rafael Sampaio, endossaram Pastore e defenderam o Cenp alegando que seria um retrocesso acabar com as Normas-Padrão e que a medida desorganizaria um setor de "excelência mundial comprovada".

O ministro Marcos Vinícios Vilaça é o encarregado pelo reexame do acórdão solicitado pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República). Após as manifestações do setor, uma decisão final deve ser anunciada em breve.

Matéria extraído do site Adnews - www.adnews.com.br