sexta-feira, outubro 03, 2008
Complica o trâmite do acórdão sobre publicidade no TCU
O novo parecer já foi enviado ao ministro Marcos Vinicios Vilaça, encarregado do reexame do acórdão que, no final de 2006, pediu a revogação do decreto presidencial número 4.563, sancionado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 31 de dezembro de 2002 (último dia do seu segundo mandato), já com a concordância do governo Lula, iniciado no dia seguinte. Tal decreto estabelece as regras do Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp) como referencial para a publicidade estatal.
O acórdão em questão foi relatado originalmente pelo ministro Ubiratan Aguiar e aprovado em plenário no início de novembro de 2006. O reexame se dá a pedidos da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), que vem enfrentando dificuldades nos processos de licitação envolvendo órgãos das administrações direta e indireta.
Em seu parecer, Júlio Marcelo de Oliveira mantém a interpretação inicial que considera ilegal o decreto 4.563, não reconhecendo assim o Cenp como referência para os contratos governamentais.
Entre outros pontos, o Acórdão 2.062/2006 condena a bonificação de volume (BV), paga pelos veículos às agências dependendo da compra de mídia feita pelo conjunto dos clientes por elas atendidos. O entendimento inicial do ministro Ubiratan Aguiar, agora reforçado pelo parecer do procurador Júlio Marcelo de Oliveira, é o de que esses valores deveriam ser devolvidos aos anunciantes governamentais.
O novo parecer do Ministério Público foi recebido pelas principais lideranças do mercado publicitário como um verdadeiro balde de água fria. Era grande a esperança de que o assunto fosse finalmente resolvido nos próximos meses, mas o fato é que, embora os ministros do TCU não precisem seguir as recomendações do procurador, o trâmite da revisão será bem mais longo que o previsto.
A discussão no TCU sobre os contratos de publicidade do governo federal já se arrasta desde 2006. Somente uma mudança de posição do tribunal pode inaugurar uma fase menos problemática no relacionamento estatal com as agências de propaganda, que vem sendo motivo de diversas decisões recentes de seus ministros, ora condenando as bases contratuais vigentes entre as partes, ora barrando novas licitações.
Outra saída seria a aprovação do Projeto de Lei 3.305/2008, recentemente apresentado na Câmara Federal pelo deputado José Eduardo Cardoso (PT-SP) - o que tornaria "estéril" a discussão em curso no TCU. O PL que tramita no Congresso Nacional reconhece o Cenp como parâmetro para a publicidade estatal e oficializa em âmbito federal o pagamento de BVs dos veículos para as agências.
sexta-feira, abril 25, 2008
PL propõe fim da publicidade em aeroportos

Os anúncios publicitários veiculados nos aeroportos do País podem estar com seus dias contados. É que tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei 2894/08 - de autoria do deputado Edigar Mão Branca (PV-BA) - que proíbe a instalação dos diversos tipos de propagandas existentes nos estabelecimentos de transporte aéreo. A proposta altera o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86) e abrange ainda peças colocadas no interior das aeronaves.
A iniciativa restringe ainda a publicidade visual dos estabelecimentos comerciais e escritórios utilizados por concessionários ou permissionários de serviços aéreos. "O que se encontra nos aeroportos não é informação ou publicidade, mas poluição visual e sonora", argumenta o deputado. O projeto foi apresentado no final de janeiro, e já está sendo analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes, de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Tem muito sujeito sem serviço nesse Brasil!!!!!!!
quinta-feira, abril 10, 2008
Publicidade de bebida alcoólica não deve conter apelo sexual, define Conar

A publicidade também deve considerar o princípio da responsabilidade social, para não estimular o consumo exagerado ou irresponsável. E não deve conter apelo sexual, apresentar ou sugerir a ingestão do produto, segundo as regras publicadas no endereço eletrônico www.conar.org.br.
As peças publicitárias também não devem conter argumentos que associem o consumo a coragem, maturidade ou êxito profissional. No rádio e na televisão, elas estão restritas ao horário entre 21h30 e 6h, sempre contendo frase de advertência sobre os riscos da ingestão desse tipo de bebida.
As novas regras complementam o Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária. As empresas que não o cumprirem podem receber de uma advertência a uma solicitação do Conar para que os meios de comunicação suspendam a publicidade. O Conselho de Ética pode manifestar publicamente sua posição sobre a infração.
Conheça algumas das novidades que o Conar está implantando a partir de hoje para a publicidade de cervejas, vinhos, aguardentes, ices e demais bebidas alcoólicas:
BEBIDAS ALCOÓLICAS
Considera-se bebida alcoólica, para os efeitos da ética publicitária, aquela que como tal for classificada perante as normas e regulamentos oficiais a que se subordina o seu licenciamento. Este Código, no entanto, estabelece distinção entre três categorias de bebidas alcoólicas: as normalmente consumidas durante as refeições, por isso ditas de mesa (as Cervejas e os Vinhos, objetos do Anexo “P”); demais bebidas alcoólicas, sejam elas fermentadas, destiladas, retificadas ou obtidas por mistura (normalmente servidas em doses, cuja publicidade é disciplinada pelo Anexo "A"); e a categoria dos “ices”, “coolers”, “álcool pop”, “ready to drink”, “malternatives”, e produtos a eles assemelhados, em que a bebida alcoólica é apresentada em mistura com água, suco ou refrigerante, enquadrada em Anexo próprio (o Anexo “T”), e no Anexo “A”, quando couber.
As normas éticas que se seguem complementam as recomendações gerais deste Código e, obviamente, não excluem o atendimento às exigências contidas na legislação específica.
1. Regra geral: por tratar-se de bebida alcoólica — produto de consumo restrito e impróprio para determinados públicos e situações — deverá ser estruturada de maneira socialmente responsável, sem se afastar da finalidade precípua de difundir marca e características, vedados, por texto ou imagem, direta ou indiretamente, inclusive slogan, o apelo imperativo de consumo e a oferta exagerada de unidades do produto em qualquer peça de comunicação.
2. Princípio da proteção a crianças e adolescentes: não terá crianças e adolescentes como público-alvo. Diante deste princípio, os Anunciantes e suas Agências adotarão cuidados especiais na elaboração de suas estratégias mercadológicas e na estruturação de suas mensagens publicitárias. Assim:
a. crianças e adolescentes não figurarão, de qualquer forma, em anúncios; qualquer pessoa que neles apareça deverá ser e parecer maior de 25 anos de idade;
b. as mensagens serão exclusivamente destinadas a público adulto, não sendo justificável qualquer transigência em relação a este princípio. Assim, o conteúdo dos anúncios deixará claro tratar-se de produto de consumo impróprio para menores; não empregará linguagem, expressões, recursos gráficos e audiovisuais reconhecidamente pertencentes ao universo infanto-juvenil, tais como animais “humanizados”, bonecos ou animações que possam despertar a curiosidade ou a atenção de menores nem contribuir para que eles adotem valores morais ou hábitos incompatíveis com a menoridade;
c. o planejamento de mídia levará em consideração este princípio, devendo, portanto, refletir as restrições e os cuidados técnica e eticamente adequados. Assim, o anúncio somente será inserido em programação, publicação ou web-site dirigidos predominantemente a maiores de idade. Diante de eventual dificuldade para aferição do público predominante, adotar-se-á programação que melhor atenda ao propósito de proteger crianças e adolescentes;
d. os websites pertencentes a marcas de produtos que se enquadrarem na categoria aqui tratada deverão conter dispositivo de acesso seletivo, de modo a evitar a navegação por menores.
3. Princípio do consumo com responsabilidade social: a publicidade não deverá induzir, de qualquer forma, ao consumo exagerado ou irresponsável. Assim, diante deste princípio, nos anúncios de bebidas alcoólicas:
a. eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem; modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual;
b. não conterão cena, ilustração, áudio ou vídeo que apresente ou sugira a ingestão do produto;
c. não serão utilizadas imagens, linguagem ou argumentos que sugiram ser o consumo do produto sinal de maturidade ou que ele contribua para maior coragem pessoal, êxito profissional ou social, ou que proporcione ao consumidor maior poder de sedução;d. apoiados na imagem de pessoa famosa, adotar-se-ão as mesmas condicionantes dispostas no item 2, letras “a”, “b”, “c” e “d” do Anexo “Q” – Testemunhais, Atestados e Endossos;
e. não serão empregados argumentos ou apresentadas situações que tornem o consumo do produto um desafio nem tampouco desvalorizem aqueles que não bebam; jamais se utilizará imagem ou texto que menospreze a moderação no consumo;
f. não se admitirá que sejam elas recomendadas em razão do teor alcoólico ou de seus efeitos sobre os sentidos;
g. referências específicas sobre a redução do teor alcoólico de um produto são aceitáveis, desde que não haja implicações ou conclusões sobre a segurança ou quantidade que possa ser consumida em razão de tal redução;
h. não se associará positivamente o consumo do produto à condução de veículos;
i. não se encorajará o consumo em situações impróprias, ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis;
j. não se associará o consumo do produto ao desempenho de qualquer atividade profissional;
k. não se associará o produto a situação que sugira agressividade, uso de armas e alteração de equilíbrio emocional e
l. não se utilizará uniforme de esporte olímpico como suporte à divulgação da marca.
4. Horários de veiculação: os horários de veiculação em Rádio e TV, inclusive por assinatura, submetem-se à seguinte disciplinação:
a. quanto à programação regular ou de linha: comerciais, spots, inserts de vídeo, textos-foguete, caracterizações de patrocínio, vinhetas de passagem e mensagens de outra natureza, inclusive o merchandising ou publicidade indireta, publicidade virtual e as chamadas para os respectivos programas só serão veiculados no período compreendido entre 21h30 (vinte e uma horas e trinta minutos) e 6h (seis horas) (horário local);
b. quanto à transmissão patrocinada de eventos alheios à programação normal ou rotineira: as respectivas chamadas e caracterizações de patrocínio limitar-se-ão à identificação da marca e/ou fabricante, slogan ou frase promocional, sem recomendação de consumo do produto. As chamadas assim configuradas serão admitidas em qualquer horário.
5. Cláusula de advertência: Todo anúncio, qualquer que seja o meio empregado para sua veiculação, conterá “cláusula de advertência” a ser adotada em resolução específica do Conselho Superior do CONAR, a qual refletirá a responsabilidade social da publicidade e a consideração de Anunciantes, Agências de Publicidade e Veículos de Comunicação para com o público em geral. Diante de tais compromissos e da necessidade de conferir-lhes plena eficácia, a resolução levará em conta as peculiaridades de cada meio de comunicação e indicará, quanto a cada um deles, dizeres, formato, tempo e espaço de veiculação da cláusula. Integrada ao anúncio, a “cláusula de advertência” não invadirá o conteúdo editorial do Veículo; será comunicada com correção, de maneira ostensiva e enunciada de forma legível e destacada. E mais:
a. em Rádio, deverá ser inserida como encerramento da mensagem publicitária;
b. em TV, inclusive por assinatura e em Cinema, deverá ser inserida em áudio e vídeo como encerramento da mensagem publicitária. A mesma regra aplicar-se-á às mensagens publicitárias veiculadas em teatros, casas de espetáculo e congêneres;
c. em Jornais, Revistas e qualquer outro meio impresso; em painéis e cartazes e nas peças publicitárias pela internet, deverá ser escrita na forma adotada em resolução;
d. nos vídeos veiculados na internet e na telefonia, deverá observar as mesmas prescrições adotadas para o meio TV;
e. nas embalagens e nos rótulos, deverá reiterar que a venda e o consumo do produto são indicados apenas para maiores de 18 anos.
6. Mídia exterior e congêneres: por alcançarem todas as faixas etárias, sem possibilidade técnica de segmentação, as mensagens veiculadas em Mídia Exterior e congêneres, sejam "outdoors", “indoors” em locais de grande circulação, telas e painéis eletrônicos, "back e front lights", painéis em empenas de edificações, "busdoors", envelopamentos de veículos de transporte coletivo, peças publicitárias de qualquer natureza no interior de veículos de transporte, veículos empregados na distribuição do produto; peças de mobiliário urbano e assemelhados etc., quaisquer que sejam os meios de comunicação e o suporte empregados, limitar-se-ão à exibição do produto, sua marca e/ou slogan, sem apelo de consumo, mantida a necessidade de inclusão da “cláusula de advertência”.
7. Exceções: estarão desobrigados da inserção de “cláusula de advertência” os formatos abaixo especificados que não contiverem apelo de consumo do produto:
a. a publicidade estática em estádios, sambódromos, ginásios e outras arenas desportivas, desde que apenas identifique o produto, sua marca ou slogan;
b. a simples expressão da marca, seu slogan ou a exposição do produto que se utiliza de veículos de competição como suporte;
c. as “chamadas” para programação patrocinada em rádio e TV, inclusive por assinatura, bem como as caracterizações de patrocínio desses programas;
d. os textos-foguete, vinhetas de passagem e assemelhados.
8. Comércio: sempre que mencionar produto cuja publicidade é regida por este Anexo, o anúncio assinado por atacadista, importador, distribuidor, estabelecimento varejista, bar, restaurante e assemelhado estará sujeito às normas aqui previstas, especialmente as contidas no item 5.
9. Salas de espetáculos: a veiculação em cinemas, teatros e salões levará em consideração o disposto no item 2, letra "c".
10. Ponto de venda: a publicidade em pontos-de-venda deverá ser direcionada a público adulto, contendo advertência de que a este é destinado o produto. As mensagens inseridas nos equipamentos de serviço, assim compreendidos as mesas, cadeiras, refrigeradores, luminosos etc., não poderão conter apelo de consumo e, por essa razão, ficam dispensadas da “cláusula de advertência”.
11. Consumo responsável: este Código encoraja a realização de campanhas publicitárias e iniciativas destinadas a reforçar a moderação no consumo, a proibição da venda e da oferta de bebidas alcoólicas para menores, e a direção responsável de veículos.
12. Interpretação: em razão da natureza do produto, o CONAR, os Anunciantes, as Agências de Publicidade, as Produtoras de filmes publicitários e os Veículos de comunicação adotarão a interpretação mais restritiva para as normas dispostas neste Anexo.
Aprovado pelo Conselho Superior do CONAR em 18/02/08
Resolução que disciplina a formatação das “cláusulas de advertência”.
terça-feira, abril 08, 2008
Estimular produção regional é meta da Empresa Brasil de Comunicação

A maior participação dos estados no conteúdo da empresa pública está prevista em lei publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU). O texto informa que as produções locais devem ser estimuladas, sem abrir mão do respeito às diversidades étnicas, políticas e religiosas. Pelo menos 10% do conteúdo dos veículos integrantes da EBC deve ser regionalizado.
"Garantir a veiculação, inclusive na rede mundial de computadores, de conteúdos interativos, especialmente aqueles voltados para universalização da prestação de serviços públicos” aponta outro objetivo anunciado.
Vinculada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a EBC terá a missão de produzir e veicular programação jornalística, educativa e de entretenimento. A publicidade institucional não pode passar de 15% do conteúdo veiculado.
A administração da empresa terá participação do Conselho Curador instituído no ano passado com 22 membros, dos quais 15 são representantes da sociedade civil. Os membros têm mandatos de até quatro anos e devem se reunir, pelo menos, a cada dois meses. Confira, abaixo, os nomes dos escolhidos e um breve currículo de cada um:
1 - Ângela Gutierrez
Mineira, de Belo Horizonte, Ângela é empresária e empreendedora cultural. É formada em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas. É especialista em marketing e tem forte atuação social: é presidente do Instituto Cultura Flávio Gutierrez e responsável pela gestão do Museu do Oratório e do Museu de Artes e Ofícios.
2 – Cláudio Lembo
É bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e advogado desde 1959. Professor universitário, foi governador do estado de São Paulo de março a dezembro de 2006. Exerceu vários cargos naquele estado. Foi, por exemplo, chefe de gabinete do ministro da Educação. Lembo foi também candidato a senador e vice-presidente na chapa de Aureliano Chaves.
3 – Delfim Neto
Economista, professor universitário e político. Foi secretário de Fazenda em São Paulo no governo Laudo Natel e ministro da Fazenda no governo Costa e Silva. Neto também foi ministro da Agricultura e do Planejamento no governo João Figueiredo e embaixador do Brasil na França. Já foi eleito por cinco vezes consecutivas deputado federal e também exerceu o cargo de governador pelo Brasil do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.
4 – Ima Vieira
É diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi e foi coordenadora de pesquisa e pós-graduação do mesmo instituto de 2001 a 2005. Graduada em Agronomia, é autora de vários livros e artigos. É membro do Comitê Multidisciplinar da CAPES desde 2005 e membro de comissões e conselhos em âmbito Federal e Estadual.
5 – Isaac Pinhanta
Professor indígena da tribo dos Ashaninka, no Acre, já participou da Comissão Pró-Índio. A partir de 1993, começou a trabalhar com educação bilíngüe, alfabetizando a aldeia. É também coordenador da Organização dos Professores Indígenas do Acre (OPIAC), que tem como objetivo promover e divulgar a educação escolar indígena.
6 – José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni)
Empresário de comunicação e especialista em televisão, iniciou a carreira na Rádio Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1996, foi para a TV Tupi para dirigir o Telecentro. Na Globo, dirigiu a programação da emissora e foi um dos principais responsáveis pela sua consolidação. Atualmente, é proprietário da emissora TV Vanguarda e consultor da Rede Globo.
7 – José Martins
Engenheiro mecânico, começou carreira na Marcopolo, em 1965. Hoje, ocupa o cargo de vice-presidente do Conselho de Administração da empresa. Exerce ainda as funções de presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Carrocerias para Ônibus, da Associação do Aço do Rio Grande do Sul e do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários.
8 – José Paulo Cavalcanti Filho
Advogado de empresas e especialista em legislações que regulam a imprensa em todo o mundo. É também presidente do Conselho de Comunicação Social (CCS). José Paulo foi secretário-executivo do Ministério da Justiça no governo Sarney, presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e da Empresa Brasileira de Notícias.
9 – Lúcia Willadino Braga
É diretora da Rede Sarah de Hospitias e doutora honoris causa pela Universidade de Reims. É também pesquisadora, neurocientista e neuropsicóloga e professora visitante de 14 universidades da Europa e Estados Unidos. Integra, ainda, a diretoria de cinco das principais sociedades internacionais de pesquisa e tratamento do cérebro.
10 – Luiz Edson Fachin
Advogado, professor de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná e membro da comissão do Ministério da Justiça sobre Reforma do Poder Judiciáiro. É ex-procurador-geral do Incra, especialista em Direito de Família e Código Civil.
11 – Luiz Gonzaga Belluzzo
Professor titular de economia da Unicamp, foi chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda no governo Sarney e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo no governo Quércia. É membro do Conselho Diretor da mantenedora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
12 - Maria da Penha Maia
Biofarmacêutica. Foi vítima de agressões por parte de seu ex-marido no início da década de 80, que tentou matá-la duas vezes e a deixou paraplégica. Durante vinte anos, lutou para que o agressor fosse condenado pela justiça. Sua militância em movimentos sociais contra a violência e a impunidade foi reconhecida com a sanção pelo presidente Lula, em agosto de 2006, com a Lei Maria da Penha. É coordenadora da associação de estudos, pesquisas e publicações da Associação de Parentes de Amigos de Vítimas de Violência no Ceará.
13 – MV Bill
Cantor de rap brasileiro, nasceu na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. É um dos fundadores da Central Única das Favelas e responsável por várias atividades sócio-educativas em comunidades carentes do país.
14 – Rosa Magalhães
Professora, artista plástica, figurinista, cenógrafa e carnavalesca. Trabalhou no Salgueiro e desenhou figurinos para a Beija Flor, a Portela e o Império Serrano, em parceria com Licia Lacerda.
15 –Wanderley Guilherme dos Santos
Graduado em Filosofia e Ph.D em Ciência Política pela Universidade de Stanford. É professor titular aposentado de Teoria Política da UFRJ, diretor do Laboratório de Estudos Experimentais e Pró-Reitor de Análise e Prospectiva da Universidade Candido Mendes. Membro titular da Academia Brasileira de Ciências.
terça-feira, abril 01, 2008
DEM pede ao TSE que investigue o presidente Lula por propaganda eleitoral ilegal

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), entrou ontem à noite no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma ação de investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusa de fazer propaganda eleitoral ilegal, ao subir em palanques para atacar a oposição e lançar em vários municípios o Programa Territórios da Cidadania.
Na ação, o DEM pede a suspensão imediata de eventos, que possam ser entendidos como comícios, fora dos limites da capital federal, até o dia 26 de outubro próximo, quando será realizado o segundo turno das eleições municipais (o primeiro turno ocorrerá no dia 5 de outubro) e que o TSE proíba "a utilização de qualquer evento oficial para a propagação de elogios ou críticas a partidos e a personalidades políticas".
O DEM pede ainda que, concedida a liminar suspendendo a participação do presidente Lula em eventos políticos, caso ele reincida nesse tipo de ação lhe seja aplicada multa no valor máximo previsto no Parágrafo 3º do Artigo 36 da Lei 9.504, de 1997, no valor de 50 mil UFIRs (Unidade de Referência Fiscal), cuja unidade vale R$ 1,0641, ou R$ 53.205.
Na liminar, o DEM sugere a citação do presidente Lula para, se quiser, apresentar sua defesa no prazo legal.
O presidente Lula é acusado de transformar "em verdadeiros comícios, em palanques montados com dinheiro público", o lançamento, em várias partes do país, do Programa Territórios da Cidadania "numa clara antecipação da disputa eleitoral, com o enaltecimento de aliados políticos e para a proferição de ataques contundentes aos partidos de oposição. Com efeito, o investigado [o presidente Lula] vem percorrendo vários municípios do país - ambientes eleitorais de 5 de outubro próximo - nos quais atua ilegalmente em cima de palanques montados com recursos públicos".
O partido acusa ainda o presidente Lula de "abuso de autoridade", porque ele, de acordo com a ação de investigação judicial eleitoral proposta ao TSE, "dá extravagante e indevida publicidade ao lançamento e execução de programas sociais, quando deveria dar-lhes um tratamento mais sóbrio e institucional, com a realização de um evento único em prédio público, reservado à participação das autoridades envolvidas, nunca como está ocorrendo, com um evento público a cada dia e em variados municípios, num verdadeiro desvio de finalidade".
Conforme cita a própria ação, a lei prevê, no caso de propaganda eleitoral ilegal, a sanção do cancelamento do registro da candidatura se o infrator for candidato (Artigo 74 da Lei 9.504/97).
quarta-feira, março 12, 2008
Para Anvisa, publicidade de bebidas alcoólicas e medicamentos deve ser reavaliada
“O direito à saúde permeia toda a Constituição. O mais importante é a saúde dos brasileiros ou a publicidade?”, indagou.
Também presente à audiência pública, o vice-presidente executivo do Grupo Bandeirantes de Comunicação, Walter Ceneviva, disse que essa é uma pergunta equivocada. Segundo ele, a resposta sempre será positiva para a importância da saúde.
“Não há como não prevalecer a saúde. O que põe em risco a saúde dos brasileiros não é publicidade e sim a falta de políticas públicas que garantam esse direito e também o não cumprimento do Código de Defesa do Consumidor”, disse.
Para o presidente assessor da presidência da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Stalimir Vieira, a liberdade de expressão e a saúde são direitos da democracia.
“Vivemos períodos, como a ditadura militar, em que não tínhamos liberdade. Hoje conquistamos uma legislação publicitária inteiramente clara que atende a todos os direitos.”
Segundo o representante do Grupo Bandeirantes de Comunicação, proibições nas propagandas comerciais trariam grande impacto para a população.
“Com a proibição a gente consolidaria monopólios. A democracia é poder gerar empregos e concorrência entre empresas. Isso movimenta o nosso mercado”, disse Ceneviva.
Fonte: Agência Brasil - Texto de Felipe Linhares
quinta-feira, março 06, 2008
Aécio gasta mais com publicidade em 2007

Despesa em Minas foi de R$ 80,7 mi; valor é 20% maior que o de 2005, que liderava volume aplicado pelo tucano na área
Em relação a gastos globais, 2005 foi o ano com o maior comprometimento com propaganda desde o início da gestão do governador
O governo de Minas Gerais registrou, no ano passado, o maior gasto com publicidade desde o primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB). No primeiro ano após a reeleição do tucano, a despesa realizada com "Comunicação Social - Divulgação Governamental" pela administração direta foi de R$ 80,7 milhões.
O levantamento feito pela Folha no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) mostra que o valor nominal é 103% maior do que o gasto com publicidade ocorrido em 2006 (R$ 39,6 milhões), ano da reeleição, quando havia restrições legais à publicidade oficial. É 20% maior do que o gasto em 2005 (R$ 67,2 milhões), até então o maior volume aplicado na publicidade por Aécio.
Em relação às despesas globais realizadas pelo Executivo, considerando todo o Orçamento fiscal, o maior comprometimento com propaganda ocorreu em 2005 -0,26% do total dos gastos de todos os programas governamentais. No ano passado, foi de 0,24%. Os valores não incluem despesas de estatais e algumas residuais de comunicação descentralizada para órgãos da administração direta e indireta, como o Fundo Estadual de Saúde.
Mesmo com os valores corrigidos até dezembro de 2007 pelo IPCA, indicador de inflação calculado pelo IBGE, os gastos publicitários no ano passado continuam sendo os maiores desde 2003, primeiro ano de Aécio como governador. Com a correção, os valores foram: R$ 41,6 milhões em 2006, R$ 72,4 milhões em 2005, R$ 42,7 milhões em 2004 e R$ 16,4 milhões em 2003.
O primeiro ano de gestão foi marcado pelo aperto fiscal, já que Aécio assumiu o Estado com um déficit de R$ 2,4 bilhões no Orçamento. Apesar de o levantamento ter os mesmos números publicados pela Secretaria da Fazenda (no "Balanço Geral" dos anos de 2003 a 2006, os já disponibilizados), a Secretaria de Planejamento diz, segundo a assessoria do governo, que os valores incluem custeio da Subsecretaria de Comunicação, o que reduz o valor de 2007, por exemplo, em 1%: R$ 79,9 milhões. Ainda assim, é o maior gasto.
Na propaganda oficial de 2007, ganharam destaque programas como o Poupança Jovem (voltado para alunos carentes matriculados em escolas públicas) e a Linha Verde (via expressa ainda em construção que liga os cerca de 40 km do centro de Belo Horizonte até o aeroporto em Confins).
Incrementos
A propaganda da gestão Aécio, potencial presidenciável de 2010, recebeu incremento especialmente no primeiro semestre de 2007, quando partidos aliados ao governo divulgaram, em inserções partidárias na TV, ações do Executivo. Foi assim com PDT, que tratou de educação, PP (desenvolvimento) e PTB (investimentos).
O PT, opositor, foi à Justiça Eleitoral contra o PPS, que falou sobre o Poupança Jovem. Para petistas, houve "desvio de finalidade na propaganda partidária". A Justiça não acatou.
Gasto segue o Orçamento, diz assessoria
O governo de Minas Gerais, por meio de sua assessoria, disse que o Orçamento do Estado cresceu em todas as áreas ao longo dos últimos anos e que, "por conseqüência", o valor aplicado em propaganda acompanhou esse crescimento. Mas ressaltou que não houve aumento desse gasto em relação ao total do Orçamento geral.
"O Orçamento executado pelo governo vem crescendo ao longo dos últimos cinco anos. Entre 2004 e 2007, houve crescimento no volume das despesas e investimentos executados em todas as áreas do Estado. Por conseqüência, houve acréscimo também no volume de recursos destinados às campanhas de divulgação sobre ações e programas oficiais e com a prestação de contas por meio de publicidade nas áreas governamentais", declarou o governo.
O Estado ressalta que em 2003 havia problemas de déficit fiscal e que, por isso, o orçamento para a propaganda naquele ano foi "irreal". Após destacar que 2006 foi um ano eleitoral, a assessoria afirmou que os anos de 2004 e 2005 seriam os melhores para estabelecer uma comparação com 2007.
Comparação
"As despesas com publicidade equivaleram, em 2007, a 0,25% da dotação orçamentária executada. Em 2005, foram 0,26% da dotação final. Em 2004, 0,17%. O comparativo é importante para demonstrar que não houve sobreposição da despesa com publicidade sobre outras despesas do Estado", disse a assessoria. Ainda segundo o governo, "as principais ações e eventos de divulgação são as campanhas anuais de educação escolar e os dois balanços semestrais".
Embora os números levantados sejam rigorosamente os mesmos informados no Balanço Geral de 2003 a 2006 publicado pela Secretaria da Fazenda, sob a nomenclatura "Divulgação Governamental", no item "Comunicação Social", a Secretaria de Planejamento, segundo a assessoria, trabalha com valores menores, alegando estar incluído custeio da Subsecretaria de Comunicação.
A diferença -1% em 2007 e 2005; 3,6% em 2006; 1,8% em 2004 e 9% em 2003- envolve 41 tipos de despesas, como pagamento de diárias, locação de veículos e equipamentos, material fotográfico e cinematográfico, táxi, serviços de impressão, limpeza, assinaturas de jornais e combustíveis.
Texto de PAULO PEIXOTO, extraído da Folha de S. Paulo
quarta-feira, março 05, 2008
Serra amplia gastos com propaganda

Governo planeja gastar R$ 720 mi em quatro anos; segundo o PT, isso representa 490% a mais que no período de 2004 a 2007
Governo paulista admite aumento de 220%; segundo assessoria, os gastos no período de 2004 a 2007 foram de R$ 225,6 milhões
Oposição e governo podem divergir sobre o critério para análise de dados. Mas os números mostram que, sob a gestão do tucano José Serra, o governo de São Paulo ampliou significativamente a previsão de gastos com comunicação social para o período de 2008 a 2011. No PPA (Plano Plurianual) enviado à Assembléia, o governo prevê R$ 720.377.473,00 para comunicação social no próximo quadriênio.
Segundo levantamento feito pela liderança do PT na Casa, essa dotação representa 490% a mais do que os R$ 122 milhões apresentados pelo governo Alckmin para gastos com comunicação no PPA referente ao período de 2004 a 2007.
O governo contesta o método do PT. Pelos cálculos da assessoria do Palácio dos Bandeirantes, os gastos com comunicação social no período de 2004 a 2007 chegaram a R$ 225,6 milhões. Ainda assim, a previsão para os próximos quatro anos é 220% maior do que a do quadriênio passado. Para comparação: a previsão de aumento de investimentos para os próximos quatro anos é de 99%. Serra é potencial candidato à Presidência em 2010.
Para chegar aos R$ 225,6 milhões, o governo de São Paulo lembra que, de 2004 a 2007, a dotação inicial sofreu aumento: o Estado gastou mais em comunicação do que estava originalmente previsto no papel. Segundo o Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária), de 2004 a 2007, foi autorizado o pagamento de R$ 193,7 milhões -cifra 271% menor do que a proposta no novo PPA. Além desse aumento em comparação à previsão original, o governo aplicou uma inflação de 4% ao ano.
Em nota enviada à Folha, a assessoria de imprensa do governo afirma que a comunicação representará 0,16% de todo o PPA e não inclui apenas gastos com publicidade. Mas atividades como assessoria, montagem de site e editais. Segundo a nota, o PPA prevê ações "que exigem novos esforços de comunicação para garantir a adesão da população", como a Nota Fiscal Paulista.
Para o programa, diz, a Secretaria da Fazenda tem alocados R$ 86,9 milhões, "valor pouco significativo" diante da expectativa de arrecadação: R$ 3 bilhões por ano. "O governo tem obrigação de prestar contas de suas ações à população. Também é dever da administração manter a população informada sobre assuntos que podem afetar a vida de todos."
PUBLICIDADE: GOVERNADOR AFIRMA QUE "KIT PT" SOBRE GASTOS É SUPERESTIMADO
O governador de São Paulo disse, em Cuiabá, que os números levantados pelo PT na Assembléia sobre o aumento na previsão de gastos com comunicação de 2008 a 2011 foram "superestimados". "É o kit PT", disse Serra, que não quis se estender sobre os 490% de aumento na previsão. No Plano Plurianual enviado à Assembléia, seu governo previu gastos de R$ 720.377.473 para os próximos quatro anos.
Texto de CATIA SEABRA, extraído da Folha de S. Paulo
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Matisse, Propeg e 141 Brasil Comunicação vencem licitação para fazer propaganda institucional do governo Lula
Mas das três, a Matisse, do publicitário Paulo de Tarso, é a única que já atua para a Secom (Secretaria de Comunicação). A Matisse, que atuou na campanha de Lula à Presidência em 1989, assina parte da publicidade do governo desde 2003. No primeiro mandato, dividiu o bolo publicitário da Presidência com a Lew'Lara de Duda Mendonça. Duda deixou a conta após o escândalo do mensalão, em 2005, por ter confessado que recebeu dinheiro de caixa dois no exterior.
A Propeg, do publicitário Fernando Barros, é a maior agência do Norte e Nordeste e é uma das que atende o Ministério da Saúde. Na Bahia, trabalhou para o governo estadual nos 16 anos de hegemonia mantida pelo grupo de Antonio Carlos Magalhães (1927-2006). Por isso sempre foi rejeitada pelo PT. Mas se aproximou nos últimos anos do PMDB, e ampliou espaço no governo Lula com a ajuda do ministro Geddel Vieira Lima (BA). A Propeg também ajudou a eleger o ex-presidente Fernando Henrique, em seu primeiro mandato.
A 141 Brasil ganhou recentemente a conta do Ministério do Turismo. Seu publicitário, Mauro Motoryn, desenvolveu parcerias com a CUT e trabalhou na Ogilvy, agência investigada pela CPI dos Correios. Na classificação geral, a 141 aparece apenas 0,3 ponto percentual à frente da Lew'Lara. O contrato é de 12 meses, prorrogáveis por mais 48. A licitação foi aberta em outubro. Trinta agências participaram.
A nota que decidiu as vencedoras dessa etapa técnica foi alcançada, segundo a Secom, com base em dois critérios: um "plano de comunicação" apresentado e uma análise de cada uma das agências quanto à capacidade de atendimento. O plano de comunicação, responsável por 65% da nota técnica, foi avaliado, segundo a Secom, sem que os membros da comissão julgadora conhecessem a identidade das agências.
Das 30 concorrentes, duas propostas apresentadas estavam identificadas (na etapa apócrifa) e, por isso, as agências em questão foram desclassificadas. Outras 21 foram desclassificadas por não terem atingido a nota mínima (80 pontos).
Sete foram classificadas, e as três "vencedoras" são as que obtiveram melhor pontuação. O edital previa que as agências apresentassem proposta de publicidade sobre a transposição do rio São Francisco.
A divisão dos R$ 150 milhões anuais funciona assim: para ações de menor porte, a Secom direciona o trabalho à agência de melhor perfil. Para ações cujo valor ultrapassa R$ 1 milhão, é feita uma concorrência interna entre as três.
Fonte: Folha Online - LETÍCIA SANDER, DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
quarta-feira, janeiro 23, 2008
BV" pode cair em 3 meses
Não passar a idéia de que se esteja atropelando as regras do Cenp, que estabelece o pagamento à agência com um percentual em relação ao valor investido pelo anunciante, conhecido como bonificação por volume, "BV", é uma preocupação real nas agências de publicidade. As que adotam a remuneração variável são enfáticas em destacar que a prática não substitui as normas do Cenp. "O Cenp determina a remuneração sobre o total investido em mídia mas, nem sempre a propaganda é a melhor solução para um cliente. Por outro lado, temos que manter nossas equipes e isso exige fluxo de caixa", afirma Márcio Santoro, vice-presidente da agência Africa.
A agência, que faz parte do grupo ABC (ex-Ypy), adotou um modelo engenhoso para não deixar o caixa vazio. O ponto de partida do cálculo é o total que o cliente pretende investir em compra de espaço publicitário durante todo o ano. Divide-se esse valor por doze e a agência recebe mensalmente o resultado dessa conta. "Ao final do exercício, fazemos o acerto do que foi a mais ou a menos", diz Santoro. "Com a medida, a Africa não fica dependente do trabalho de mídia e pode manter sua equipe de trabalho sem nenhum sobressalto". A Africa tem cinco anos de mercado e uma lista de 11 clientes ( Nivea, Vale do Rio Doce, Brahma, Vivo, Mitsubishi, Itaú e Parmalat são alguns deles).
Pelo menos 10% dos 35 clientes da McCann Erickson do Brasil já estão usando algum tipo de fórmula alternativa para remunerar o trabalho da agência, além do modelo básico sobre o valor investido em mídia. Com sede nos Estados Unidos, a agência importou e adaptou ao mercado brasileiro métricas de desempenho para servirem de parâmetro a seus clientes. "Hoje dispomos de uma série de premissas: os resultados econômicos do nosso cliente, sua participação de mercado, a lembrança da marca junto ao consumidor", diz Olga Moroy, executiva-chefe da área financeiro da McCann Erickson do Brasil.
Segundo ela, os percentuais definidos pelo Cenp - que variam de acordo com o total investido pelo anunciante na compra de espaço publicitário - não vão deixar de existir. Até porque, lembra Olga, é este sistema que cobre os custos da agência com a produção de um comercial para a TV, um anúncio para rádio, revistas ou jornais. "Mas quando se adota a remuneração variável está se premiando o resultado excedente, como fazem as grandes empresas ao conceder bônus por desempenho a seus executivos", explica ela.
Embora a fórmula esteja ainda num estágio inicial, já é possível verificar aumento na receita da agência. O próximo passo na McCann será a contratação de um diretor de Retorno sobre o Investimento, que mede a taxa de retorno sobre o capital investido. "É um profissional comum nas agências americanas e no Brasil vai nos ajudar a aprimorar o sistema de remuneração variável".
Mas o modelo de remuneração variável ainda tem um longo caminho a percorrer antes de virar prática comum no mercado brasileiro. De um lado, há uma negociação muito mais delicada entre agências e clientes que passa por abertura de informações estratégicas que nem sempre o anunciante está disposto a mostrar. "A agência tem de ter acesso e acompanhar dados de distribuição, formação de preço, força de vendas, e até política de investimentos de médio e longo prazo do cliente. E nem sempre o cliente quer tamanha intimidade", afirma João Fernando Vassão, sócio-diretor da agência GP7. "Para dar certo, a remuneração variável tem de ser uma política de portas abertas para não gerar frustrações", observa Vassão.
Frustração que alcançou a agência Loducca, também do grupo ABC. Segundo Celso Loducca, presidente da agência, além da remuneração com base nos investimentos do cliente em mídia, o acordo previa um bônus por meta de venda. "Ao final do período, o cliente disse que não tinha alcançado a meta e não recebemos um tostão a mais. Sabe quanto faltou vender para alcançar a tal meta? Uma unidade", recorda Loducca, com ar desconfiado.
Em 2004, no auge da guerra das cervejas, a Schincariol estava animada com os resultados iniciais da campanha "Experimenta", lançada no final de 2003 por sua então agência de publicidade, a Fischer América. A cervejaria queria maximizar os investimentos de R$ 180 milhões que faria em marketing naquele ano, e o plano de maximização contemplou a concessão de um bônus extra para a agência sobre cada ponto percentual conquistado, segundo conta um ex-executivo da cervejaria. "Não deu certo porque o mercado cervejeiro é muito complexo e a medição de participação de mercado era muito deficiente na principal praça da marca Nova Schin, que é o Nordeste", lembra a fonte.
Para Sérgio Guerreiro, sócio da consultoria SPGA, especializada em mercado publicitário, novas formas de remuneração de agências são ainda incipientes no Brasil mas a tendência, diz ele, é de se caminhar rapidamente para modelos mais modernos de negociação. Ele ressalva que é preciso evolução também pelo lado dos anunciantes. "Poucos clientes conhecem realmente os custos de sua agência e sem esse conhecimento é muito difícil pagar o preço justo", afirma Guerreiro. Ele lembra que existem até casos em que o departamento de marketing do anunciante repassa ao seu departamento de compras a estratégica missão de negociar com a agência de publicidade. "O setor de compras entende de parafuso, formulário contínuo e sua principal missão é jogar os preços para baixo. Cuidar de marketing é para quem entende publicidade como estratégico, não como custo".
Texto de Eliane Sobral - site ADNews
terça-feira, janeiro 22, 2008
Governo francês elimina publicidade em TV e rádios públicas
Algumas sugestões surgiram a fim de recuperar o montante perdido com a falta de publicidade. A primeira delas foi estipular taxa mínima aos canais pagos, hipótese que logo foi rechaçada dada à insatisfação das emissoras em pagar tal subsídio. A mais recente idéia, portanto, é de sugar cerca de 1% a 2% dos preços de vendas de todos os eletrodomésticos que consigam captar imagens. Televisores, telefones móveis, computadores, entre outros, estariam nesta lista.
Segundo analistas franceses, a medida de Sarkozy parece ter objetivo de inflar a participação publicitária dos empresários da rede privada, entre os quais, alguns são seus amigos pessoais.
Fonte: Site AdNews
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Minas, Rio e Amazonas preparam licitações públicas
Em Minas Gerais, onde o governador Aécio Neves (PSDB) está no segundo mandato, a verba anual para publicidade gira em torno de R$ 50 milhões, divididos atualmente entre seis agências: RC, Tom, Perfil, 2004 Comunicação, Casablanca e JBis. Na primeira gestão foram suspensos os contratos com a SMP&B e a DNA, que tinham o empresário Marcos Valério entre seus sócios, após seu envolvimento no escândalo do mensalão, deflagrado em 2005.
No Rio de Janeiro vencem neste ano os contratos atuais com as cinco agências que atendem o governo desde o mandato anterior, de Rosinha Matheus (PMDB): Agência3, Artplan, Eurofort, Giovanni+DraftFCB e Makplan. Elas administram uma verba anual de cerca de R$ 100 milhões. A administração Sérgio Cabral (PMDB) ainda não definiu quando lançará o novo edital.
Embora os contratos vigentes do governo do Amazonas tenham validade até outubro, a área de comunicação pretende antecipar para o primeiro semestre a nova licitação, de modo que o Estado não fique desguarnecido nos últimos meses do ano, já que esses processos de seleção geralmente são demorados. O governador Eduardo Braga (PMDB) foi reeleito e atualmente trabalha com as agências licitadas em 2003: Jobast, Saga e VT-4. Os contratos em andamento somam R$ 4 milhões anuais. Uma quarta parte, que dispõe de mais R$ 3 milhões, foi licitada em 2007 e entregue para a Mene&Money, que cuidará por cinco anos das áreas de saúde, segurança e trânsito.
Fonte: Site Meio & Mensagem
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Publicidade federal somou R$ 965 milhões em 2007
O Governo Federal fechou o ano de 2007 com investimentos de R$ 965.032.914,77 em publicidade, considerando-se tanto os órgãos da administração direta como as estatais. O valor é 8,5% menor que os cerca de R$ 1,055 bilhão somados em 2006.
Esta é a primeira vez, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, que o governo federal fecha um ano com investimento em mídia menor que o do exercício anterior. A última queda, de 12%, ocorreu justamente na comparação do primeiro ano de mandato de Lula com o último de Fernando Henrique Cardoso.
Segundo José Otaviano Pereira, subsecretário de comunicação integrada da Secretaria de Comunicação Social (Secom), a queda verificada em 2007 deve-se a dois fatores principais. A Lei de Diretrizes Orçamentárias determinou corte de 10% nos investimentos da administração direta. "Com isso, a verba que era de R$ 330 milhões caiu por volta de 12%, já que procuramos ficar um pouco acima do índice limite para não extrapolar o que a lei determina", ressaltou Pereira, em entrevista ao Meio & Mensagem.
Além disso, segundo ele, algumas estatais estão investindo menos neste ano, mais notadamente os Correios, que estão sem agência de publicidade desde dezembro de 2006, quando o TCU determinou a não-renovação dos contratos com Giovanni+DraftFCB e Link, iniciados em 2003. Como não conseguiu encerrar a licitação com a qual tenta escolher novas parceiras, e que atualmente está parada por determinação da justiça, a estatal, que tem verba anual de R$ 90 milhões, simplesmente ficou fora da mídia em 2007.
No que diz respeito a divisão do bolo federal entre as diversas mídias, o maior ganho foi da internet, que avançou 11,06%, totalizando investimento de R$ 15.537.137,45. Assim a fatia destinada a mídia digital avançou de 1,45% do total, em 2006, para 1,61%, em 2007.
A parte destinada à televisão, que já era de 56,6%, em 2006, cresceu mais 5,52%, chegando ao total de R$ 576.385.340,00 - o que representa 59,73% do investimento de 2007. A Secom justifica este aumento dizendo que tanto a administração direta como, principalmente, as estatais, estiveram mais presentes na telinha como patrocinadoras de eventos esportivos como o Pan do Rio e a Fórmula 1.
Também aumentou, em 4,17%, o investimento em jornais, cuja fatia saltou de 16,66% para 17,35%, totalizando R$ 167.464.299,99. Esta maior participação seria decorrência, segundo a Secom, de uma maior regionalização nos investimetnos federais, o que beneficia os títulos do interior do País.
Já as verbas destinadas a revistas, rádios e mídia exterior registraram queda em 2007. A maior delas se deu na mídia exterior, especialmente devido à Lei Cidade Limpa, que baniu esta modalidade na capital paulista, maior mercado brasileiro. A participação dos outdoors diminuiu 87,37%, terminando o ano em R$ 1.771.637,38, o que representa 0,18% do total.
O rádio caiu 27,54%, somando R$ 74.175.466,43, passando a responder por 7,69% em 2007, sendo que no ano anterior a fatia do meio era de 10,61%.
O investimento em revista se manteve estável, com pequena queda de 0,66%. Com um total de R$ 73.495.415,68, esta mídia responde por 7,62% do total do bolo federal.
Texto de Alexandre Zaghi Lemos, extraído do site www.meioemensagem.com.br
"Cidade Limpa" rende R$ 59 milhões à prefeitura de SP
Redação Adnews
quarta-feira, janeiro 16, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Agência de Duda perde conta de publicidade da Petrobras
A agência do publicitário Duda Mendonça -que atendeu a estatal de 2003 a 2007, perdeu a concorrência.
Só no primeiro ano de vigência os novos contratos totalizam R$ 250 milhões para as três agências escolhidas. A contratação é válida por dois anos e pode ser prorrogada por mais dois. Segundo a Petrobras, essa foi a primeira vez que as propostas das agências foram analisadas sem que os membros da comissão soubessem a identidade dos candidatos.
De 17 propostas analisadas sob o critério de melhor proposta técnica, a F-Nazca ficou em primeiro lugar, a Quê Comunicação em segundo e a Heads Propaganda em terceiro. As empresas mantiveram a colocação estimada em dezembro passado, quando a Petrobras divulgou o resultado parcial da licitação.
Faltava a última fase da análise: a abertura dos envelopes com as propostas de preço. Essa etapa aconteceu na primeira semana de janeiro. As empresas que concorreram tinham até ontem, às 17h, para apresentar recurso, mas isso não aconteceu.
A licitação havia sido anunciada em janeiro de 2007, mas atrasou porque o Ttribunal de Contas da União apontou "impropriedades" na concorrência, como o fato de o edital ter sido modificado às vésperas da abertura das propostas. A Petrobras disse que fez a mudança só para dar mais clareza à bonificação das agências.
terça-feira, janeiro 08, 2008
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Na tela - Meu nome não é Johnny

João Guilherme Estrella (Selton Mello) é um típico jovem da classe média. Inteligente e simpático, é adorado pelos pais e popular entre os amigos. Abusando do espírito aventureiro e boêmio, torna-se rei do tráfico de drogas da zona sul do Rio de Janeiro. Investigado pela polícia, é preso e seu nome chega às capas dos jornais. Baseado em história real.
Site: meunomenaoejohnnyfilme.com.br

