terça-feira, maio 22, 2007

Recicle suas idéias

No Brasil, infelizmente, a prática de reciclar o lixo que produzimos não faz parte de nossa cultura.

TEXTO: Cada garrafa plástica que vc recicla, polpa energia suficiente para manter uma lâmpada por 6 horas.

TEXTO: Cada lata que vc recicla, polpa energia suficiente para manter uma televisão ligada por 3 horas.

Agência: Chick Smith Trott - Londres/Inglaterra

segunda-feira, maio 21, 2007

CARTOLA



Quem um dia foi rei nunca perde a majestade. Cartola

Estratégia de Mercado

Em 23 de setembro de 1902, a publicação do Decreto nº 4559 abriu crédito de 10 contos de réis para o Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas pagar as despesas com propaganda de produtos agrícolas nos Estados Unidos. Não existe registro de quais ações e peças foram desenvolvidas, mas com certeza os coronéis da época, que eram produtores agrícolas e políticos ao mesmo tempo, apoiaram de olhos fechados a iniciativa, alegando que o dinheiro público foi investido estrategicamente para alavancar o desenvolvimento do mercado brasileiro.


sábado, maio 19, 2007

Não cale-se!!!!!!!!!!

Campanha publicitária muito interessante, composta por peças com texto direto e fotos que explicam claramente o foco da ação: denunciar a força física e a agressão psicológica como armas para silenciar pessoas. Além de alertar que os agressores podem ter diversar faces e apontar as relações que a imposição ao silêncio podem ser exercida, mas muitas vezes não são percebidas por nós.



TEXTO: Silêncio Machuca - Ligue 707200077


TEXTO: Silêncio Machuca - Ligue 707200077




TEXTO: Silêncio Machuca - Ligue 707200077




TEXTO: Silêncio Machuca - Ligue 707200077


Campanha criada pela JWT/Portugal para a APAV - Associação Portuguesa de Suporte à Vítimas.

quinta-feira, maio 17, 2007

Esse coquetel não é recomendável

Mais uma campanha sobre prevenção de acidentes de trânsito - Álcool e direção.


TEXTO: Esse coquetel não é recomendável - Não misture bebida com direção!!!


TEXTO: Esse coquetel não é recomendável - Não misture bebida com direção!!!

Quebre as correntes!!!!!!!!!

Fantástico anúncio de revista criado pela AlmapBBDO/Brasil para a International Labour Organization, orgão das ONU que une governos, patrões e empregados a fim de promover ações comuns de combate as más condições de trabalho no mundo.

Quando a página da revista é aberta e as "correntes" são quebradas, aparece a frase em inglês: Acabar com o trabalho escravo não é tão fácil assim!!!




terça-feira, maio 15, 2007

Ou o Brasil acaba com a Corrupção ou a Corrupção acaba com o Brasil


A campanha Ou o Brasil acaba com a Corrupção ou a Corrupção acaba com o Brasil é uma estratégias para divulgação e fortalecimento do Pacto Empresarial pela Integridade e Contra Corrupção, movimento lançado em 2006 por iniciativa do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, UniEthos - Formação e Desenvolvimento da Gestão Socialmente Responsável, Patri Relações Governamentais & Políticas Públicas, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime (UNODC) e Comitê Brasileiro do Pacto Global.

O Pacto é o resultado da constatação de que o Brasil não deve continuar pagando o custo social, econômico e político provocado pelos sucessivos casos de corrupção que periodicamente afrontam o país.

Portanto, a campanha faz um chamado em favor da ética nos negócios e da vigilância social em empresários e agentes políticos que participam e financiam a corrupção no país.

Se bem sucedido, o Pacto representará um marco para novos tempos nas relações Estado-iniciativa privada e também nas relações das empresas com o mercado. Mas para tanto, faz-se necessário uma mudança de comportamente de todos os brasilieros, que precisam entender que o combate a corrupção está no voto, na solicitação da nota fiscal, no boicote a empresas fraudulentas, na recusa de pagar propina e por aí vai.






CONCEITO: Ou o Brasil acaba com a Corrupção ou a Corrupção acaba com o Brasil.
TEXTO: Se os números da corrupção no Brasil fossem números de uma empresa, ela seria uma das maiores corporações do mundo. Para você ter uma idéia, a corrupção movimenta aproximadamente R$380 bilhões por ano. Dinheiro que poderia estar sendo investido em saúde, educação, numa sociedade mais justa. R$ 380 bilhões que deveriam estar contribuindo para o crescimento do país. Por isso, se você é empresário assine o Pacto Empresarial pela Integridade e Contra Corrupção. Se você é consumidor apóie as empresas que assinaram o Pacto. Não vamos deixar a corrupção acabar com o Brasil - www.empresalimpa.org.br

Concorrência dos Correios habilita 29 agências

Texto de Alexandre Zaghi Lemos. publicado no site Meio&Mensagem.

Todas as 29 agências credenciadas pela concorrência publicitária dos Correios foram habilitadas pela estatal: 141 Brasil, Ágil, Agnelo Pacheco, Artplan, Casablanca, Competence, Contemporânea, Contexto, DeBrito, DCS, DPZ, Escala, Eugenio, Giacometti, Giovanni, Lew Lara, Link/Bagg, Lowe, McCann Erickson, MPM, Mr.Brain, NovaS/B, Ogilvy, PPR, Propeg, Publicis, RC, Tom e Y&R. A verba anual de R$ 90 milhões será dividida entre três agências.

Das 29 agências habilitadas, 18 estão interessadas nas contas do chamado Grupo 1, que é o que tem a maior verba, estimada em R$ 45 milhões anuais, e engloba as áreas de encomendas e logística integrada. São elas: Agnelo Pacheco, Artplan, Contemporânea, DPZ, Escala, Eugenio, Giovanni, Lew Lara, Lowe, McCann Erickson, MPM, Mr.Brain, NovaS/B, Ogilvy, PPR, Propeg, Publicis e Y&R. O briefing proposto para esta disputa pede campanha para o Sedex Mundi.

A verba de R$ 22 milhões do Grupo 2 (que inclui serviços dos Correios como marketing direto, mensagem, digital, malote e internacional) atraiu 24 agências, que responderam a briefing com foco no Telegrama: 141 Brasil, Ágil, Agnelo Pacheco, Artplan, Casablanca, Contemporânea, Contexto, DeBrito, DPZ, Eugenio, Giacometti, Giovanni, Lew Lara, Link/Bagg, Lowe, McCann Erickson, MPM, Mr.Brain, PPR, Propeg, Publicis, RC, Tom e Y&R.

E o Grupo 3, conta de R$ 23 milhões que prevê o atendimento às campanhas institucionais e de conveniência, está sendo disputada por 22 postulantes, que apresentaram sugestões de campanhas para das mais visibilidade aos patrocínios esportivos dos Correios: 141 Brasil, Agnelo Pacheco, Casablanca, Competence, Contemporânea, DeBrito, DCS, DPZ, Eugenio, Giacometti, Giovanni, Lew Lara, Link/Bagg, Lowe, McCann Erickson, MPM, Mr.Brain, Propeg, Publicis, RC, Tom e Y&R.

O edital prevê a contratação de agências diferentes para os três grupos. Em concorrências deste tipo, quando uma mesma empresa fica em primeiro lugar na análise das propostas técnicas de mais de uma conta, acaba optando pela de maior valor, abrindo espaço para a segunda colocada na outra disputa.

Assim como a licitação da Petrobras, a disputa pela publicidade dos Correios mobiliza as atenções do Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp), que está procurando todas as habilitadas para alertar que aquelas que contrariarem as regras da entidade sofrerão sanções que poderão chegar à cassação do certificado que garante os repasses dos veículos. A preocupação é relativa à devolução ao anunciante da bonificação de volume (BV) paga pelos veículos às agências, conforme determinam as recentes decisões do Tribunal de Contas da União em desacordo com as normas do Cenp.

TCU trava licitação de agências de publicidade por parte das estatais

Texto publicado no Jornal O Globo


Um acórdão publicado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no fim do ano passado é o responsável pelo adiamento da licitação promovida pela Petrobras para contratar três agências de publicidade. Também foi por causa do acórdão que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) cancelou sua licitação, que havia começado em outubro do ano passado, e já tinha inclusive escolhido a agência vencedora, a DPZ. A verba publicitária da Petrobras, disputada por 14 agências, é de R$ 250 milhões para este ano. A da Embrapa é de R$ 10 milhões anuais.


O principal problema do acórdão do TCU é que ele determina que a Secretaria Geral da Presidência da República abstenha-se de aplicar às licitações e aos contratos alusivos à área de publicidade e propaganda o Decreto 4.563/2002 . Esse decreto, assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, reconhece as normas estabelecidas pelo Conselho Executivo das Normas Padrão (Cenp) como parâmetro de pagamento das agências.


Por essas normas, a remuneração das agências de publicidade varia de acordo com o total investido pelo anunciante na compra de espaço publicitário (ver quadro). O TCU está imputando como ilegal algo que está definido em lei , diz o advogado da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), Paulo Gomes de Oliveira Filho. O TCU determinou que as estatais não sigam o decreto das normas padrão, mas não há nenhum outro parâmetro de remuneração das agências de publicidade , afirma Paulo Rogério Caffarelli, diretor de marketing e comunicação do Banco do Brasil. O próprio banco concluiu, em setembro passado, seu processo de licitação e contratou duas agências, Master e Artplan. Estamos seguindo o decreto 4.563 simplesmente porque não há outra forma de pagar as agências , diz Caffarelli.


A concorrência do Banco do Brasil, que prevê uma verba de R$ 120 milhões para investimentos em marketing neste ano, foi anterior ao acórdão do TCU. Ainda assim, diz Caffarelli, o banco vem seguindo outras determinações do órgão. Entre elas, a que proíbe que as agências de publicidade respondam pela realização de pesquisas ou de eventos.

A Embrapa, que já havia concluído seu processo, optou por cancelar sua licitação. Segundo Mairma Alves de Farias, chefe do setor de compras da estatal, a própria Presidência da República encaminhou o acórdão do TCU para a Embrapa e o departamento jurídico da estatal achou melhor anular a concorrência. Agora, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) está elaborando um novo edital, de acordo com o que estabelece o TCU , afirma Mairma. Segundo ela, pelo menos 20 agências de publicidade participaram da licitação. O contrato, de 2002, que a empresa tem com sua atual agência, a McCann Erickson, foi prorrogado até que haja uma definição.


Participar de uma licitação não custa pouco para as agências. Segundo o presidente de uma grande empresa do setor com sede em São Paulo, o investimento gira entre R$ 200 mil a R$ 250 mil. Para participar de concorrências como estas, mobilizamos profissionais de todos os setores da agência - do planejamento, da criação, do departamento de mídia. É preciso fazer muita pesquisa de mercado, e preparar uma campanha de acordo com o que o cliente estipulou , diz o publicitário.

Além de questionar a forma como as agências são remuneradas, determinar que para cada passo da criação de uma peça publicitária seja feita uma licitação, o TCU também questiona o polêmico BV (Bonificação por Volume) que na verdade nada mais é do que uma espécie de programa de fidelidade instituído entre veículos e agências. O BV é dado de acordo com a compra total da agência de publicidade e não para cada espaço ou horário (no caso de emissoras de rádio e televisão) que ela compra.

No caso da licitação da Petrobras, o TCU entendeu que o processo não está correto por causa do BV. O BV é um sistema instituído entre veículos e agências , afirma o presidente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), Ricardo Nahban.

As entidades que representam o setor estão se mobilizando. Fenapro e Abap estiveram há cerca de um mês com os ministros do TCU para esclarecer como funciona o mercado publicitário. Para quem não é do ramo, é realmente difícil entender porque um jingle custa R$ 6 mil e outro custa R$ 30 mil , afirma Nahban.

Paulo Gomes de Oliveira Filho, da Abap, diz que a entidade realizou um seminário para cerca de 50 técnicos do TCU, para explicar o funcionamento da propaganda no Brasil. Já fizemos várias reuniões com os técnicos do TCU para mostrar que há vários equívocos nas atuais determinações , afirma Petrônio Corrêa, presidente do Cenp.

Por enquanto, a única licitação de grande porte que segue normalmente é exatamente a dos Correios - centro dos escândalos de 2005 envolvendo as agências de publicidade de Marcos Valério. Na sexta-feira, os Correios passaram para a segunda fase da licitação que vai escolher três agências de publicidade. As licitações obedecem três critérios: o primeiro avalia se as candidatas estão com a documentação em ordem; a segunda avalia a capacidade técnica e a terceira verifica o melhor preço. Os Correios seguem as orientações do TCU enquanto se discute a aplicabilidade do Decreto 4.563/02 , informou a empresa. Há 29 agências na disputa pela conta de R$ 90 milhões anuais.


Segundo a assessoria de imprensa do TCU, o ministro Marcos Vinicios Vilaça está avaliando recurso impetrado pela Casa Civil que questiona a suspensão da aplicação do decreto 4.563/02. As entidades do setor esperam que a decisão do ministro saia em 30 dias.

segunda-feira, maio 14, 2007

Logomarca Bahia

Entidades que representam a propaganda brasileira contra-atacam




Às autoridades e ao mercado publicitário:

A propósito de manifestações de autoridades do Executivo federal reconhecendo à ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a competência para legislar sobre publicidade e, ainda, diante das reiteradas iniciativas daquela agência neste sentido, as entidades signatárias esclarecem o seguinte:

1. A Constituição federal determina, expressamente, que compete privativamente à União legislar sobre propaganda comercial (Art. 22 inciso XXIX) Determina ainda, no capítulo “Da Comunicação Social”, que “compete a lei federal estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem (...) da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente” (Art. 220, § 3º, inciso II) e também que “a propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.” (Art. 220, § 4º).

2. No momento em que a ANVISA ensaia a imposição de restrições à liberdade de expressão comercial por via de resoluções de sua Diretoria Colegiada, as entidades signatárias reafirmam sua confiança no estado de direito democrático, e esclarecem às autoridades, à opinião pública e ao mercado publicitário que estão atentas e coesas na defesa das prerrogativas constitucionais asseguradas à propaganda comercial.
São Paulo, maio de 2007.

CONAR - Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária
ABA – Associação Brasileira de Anunciantes
ABAP – Associação Brasileira de Agências de Publicidade
ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão
ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura
ANER – Associação Nacional de Editores de Revistas
ANJ – Associação Nacional de Jornais
Central de Outdoor
FENAPRO – Federação Nacional das Agências de Propaganda
FENEEC – Federação Nacional de Empresas Exibidoras Cinematográficas
IAB – Interactive Advertising Bureau, Brasil

domingo, maio 13, 2007

Garoto-propaganda

Batina e terço pendurado no pescoço certamente compunham o figurino usado pelo padre António Martucci quando contratado pelo governo da República dos Estados Unidos do Brasil para ¨fazer propaganda¨ na Europa em favor da imigração. Pelos serviços prestados, o padre recebeu dos cofres públicos, por meio do Decreto nº72, de 5 de Agosto de 1892, um ¨cachê¨ de 1 conto de réis. Cabe saber se transporte, hospedagem e alimentação foram cobrados à parte!!!


Solte a voz e coloque todo seu talento para fora!!!

A veiculação de campanhas de comunicação para reforçar imagem, divulgar conceitos ou ampliar o alcançe de mensagens religiosas não faz parte da prática doutrinária das diversas religiões presentes no Brasil.

Para falar a verdade, tirando as peças da Campanha da Fraternidade, não recordo de nenhuma campanha publicitária com foco religioso. Essa ausência é reflexo da disputa entre as igrejas protestante e católica, que optaram em investir pesado na produção de conteúdos eletrônicos para cooptação de fiéis, ao invés de estimular a participação social, a educação política e o envolvimento cultural, por meio de ações de comunicação comunitária, tais como reuniões de grupos de apoio, produção de cartazes temáticos, distribuição de jornais, debates públicos e festas para comemorar fatos históricos.

Contudo, correndo por fora dessa guerra, o Centro da Cultura Judaica - http://www.culturajudaica.org.br/ veiculou uma campanha muito ousada, que não tenta divulgar o judaismo, mas usa mensagem direta e layout um pouco bizarro para aproximar jovens da música, independentemente da religião que professam.

TEXTO: Coloque todo seu talento pra fora: cante no coral do CCJ.


TEXTO: Coloque todo seu talento pra fora: cante no coral do CCJ.

TEXTO: Coloque todo seu talento pra fora: cante no coral do CCJ.

quinta-feira, maio 10, 2007

Ministro quer vetar artistas em propaganda de cerveja

Texto de Vinicius Abbate, publicado na Folha de S.Paulo de Hoje

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu ontem a proibição da aparição de "pessoas famosas, artistas e atletas" na veiculação de propagandas e peças publicitárias de bebidas alcoólicas. A proposta deve ser incluída no pacote de novas regras que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) prepara para aprovar no fim deste mês.




A proposta do ministro foi feita durante audiência na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, após ser indagado pelo senador Flávio Arns (PT-PR) sobre uma propaganda de cerveja na qual o sambista Zeca Pagodinho "elege" um dia da semana para que as pessoas consumam a bebida.




"Pelas pesquisas, é um dia da semana [quarta-feira] em que as pessoas bebem menos. E, por isso mesmo, fez-se a campanha para incentivar o consumo de bebida", disse Arns.

O ministro, então, fez a defesa da nova proposta. "Quando o Zeca Pagodinho protagoniza uma propaganda de cerveja é uma coisa dramática. Gosto dele como artista, mas é preciso pedir para ele parar. É patético, constrangedor", disse.

A proposta de vetar a aparição de "celebridades" nas propagandas não recebeu mais comentários dos senadores que, no entanto, elogiaram a atitude do ministro no episódio da quebra de patente do medicamento anti-Aids Efavirenz, na semana passada.

Temporão afirmou que são duas as linhas que pautam a regulamentação da publicidade de bebidas alcoólicas: "A primeira, que regula o horário de veiculação, e a segunda, que diz respeito ao conteúdo das propagandas. De que maneira colocam o produto no mercado? As estratégias publicitárias focadas em jovens e adolescentes são inadmissíveis", afirmou.
"A proibição da aparição de pessoas famosas [artistas e atletas] em propagandas de bebidas alcoólicas vai ser proposta pela Anvisa, com certeza, é uma proposta nossa."

O Ministério da Saúde foi questionado, por meio de sua assessoria de imprensa, qual seria o critério para definir quem seriam as pessoas proibidas de atuar nas propagandas e qual seria a punição caso uma dessas pessoas infringisse a proibição. Não houve resposta.

O Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) foi procurado, mas não quis se pronunciar sobre a declaração do ministro.

Para ministro, rede pública deve surgir com independência, controle social e programação conjunta


A TV pública precisa surgir a partir das estruturas federais existentes (Radiobrás e TVE), ter independência financeira, com gestão participativa da sociedade civil e uma programação conjunta com emissoras estaduais. Esse é o resumo das idéias apresentadas pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, na abertura do 1º Fórum Nacional de TVs Públicas.

"Temos pela primeira vez o compromisso com uma rede de TV pública", disse. "Muitos são contra porque não querem mudar, ficar parado em um cantinho é sempre mais cômodo. Para construirmos uma TV pública, temos que ter um modelo de gestão que tire da mão de qualquer palácio o centro das decisões. O governo tem peso fundamental e lidera esse processo, mas não faz isso para ter uma TV para ele. E sim para construir uma TV pública."

O ministro ainda comentou propostas em estudo pelo grupo de trabalho interministerial, coordenado por ele, para construir a futura rede de televisão pública. Sobre o modelo de financiamento, Franklin defendeu que haja opções de financiamento para dar independência. "Um modelo que, ao lado de recursos orçamentários, contemple outras formas, como prestação de serviços e patrocínio. Isso vai dar certo? É complicado, vai nos criar problemas, mas precisamos travar a discussão desde a largada", disse.

Em relação à forma de dirigir a rede, Franklin Martins reiterou que o modelo de gestão da TV pública precisa ter participação da sociedade, principalmente na criação de conselhos. "Isso tem que se manifestar em uma forma de gestão. Ou seja, temos que ter conselhos. Evidentemente temos as diretorias executivas que dirigem a TV, mas temos de ter conselhos, que fazem papel assim de um grande conselho de ombudsman, fazendo uma certa fiscalização dos objetivos centrais da missão."

A proposta da rede pública, segundo o ministro, também deve buscar uma programação conjunta com emissoras estaduais a partir de uma estrutura nacional. "Vamos ir fazendo um processo de adesão das televisões [estaduais] com os que querem e teremos um eixo dorsal, uma coluna vertebral que vai se dar a partir da unificação da estruturas que o governo federal (TVE e Radiobrás)", disse. "Temos que pensar que vamos construir uma programação de uma forma compartilhada. Como se dá isso? Em primeiro lugar, temos que nos abrir para uma programação em conjunto com os estados."

Franklin ainda defendeu a abertura da TV pública para a produção independente do país. "Penso que tenha em torno de 4 a 5 horas diárias de produção independente. Vocês podem imaginar o que é cerca de 30 horas de produção independente, o que isso significa em termos de explosão de criação de talento, de gente que não encontra espaço em outro lugar aparecer."

A previsão do ministro é concluir as propostas no grupo de trabalho interministerial, com contribuições do Fórum de TVs Públicas, em duas semanas.

TCU condena Gushiken e mais quatro a pagar multa por contratos irregularidades

Texto de josé Carlos Mattedi, publicado no site da Agência Estado/Radiobrás

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) condenou, na tarde de ontem (9), o ex-ministro da extinta Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica da Presidência da República (Secom) Luiz Gushiken a pagar uma multa de R$ 30 mil por irregularidades na contratação e na execução dos serviços de publicidade e propaganda a partir de 2002. Além dele, outras quatros pessoas também foram condenadas com o pagamento de multas, que chegam a R$ 95 mil. O relator do processo foi o ministro Ubiratan Aguiar.






Os envolvidos foram condenados, segundo o parecer do relator, “pelas subcontratações de serviços fora do objeto dos contratos de publicidade e ausência e/ou deficiência no controle de veiculação nos diversos tipos de mídia, o que permitiu o atesto temerário da despesa pública”. Além de Gushiken, foram condenados Marcus Vinícius di Flora, ex-secretário-adjunto da extinta Secom/PR (multa de R$ 30 mil); Expedito Carlos Barsotti, ex-subsecretário de Publicidade da Secom/PR (R$ 15 mil); Jafete Abrahão, ex-subsecretário de Publicações, Patrocínios e Normas da Secom (R$ 15 mil); e Luiz Antonio Moreti, ex-assessor da Subsecretaria de Publicações, Patrocínios e Normas da Secom (R$ 5 mil).

Eles terão 15 dias, a contar da notificação, para fazer o pagamento “das dívidas aos cofres do Tesouro Nacional”. Foi ainda determinada à atual Secretaria de Comunicação, sob comando do ministro Franklin Martins, que, entre outras coisas, atente o cumprimento das cláusulas nos contratos sob sua responsabilidade, “especialmente quanto à apresentação de três propostas válidas para cada serviço a ser subcontratado, a fim de evitar a ocorrência de situação semelhante à de apresentação de propostas falsificadas” ora comprovadas, e restrinja a utilização dos contratos de publicidade e propaganda para a reimpressão de material gráfico.

Luiz Gushiken pediu exoneração do cargo em novembro do ano passado. Dois meses antes, o TCU havia aprovado o relatório do ministro Ubiratan Aguiar, que apontava a ocorrência de irregularidades na confecção de material de propaganda pela Secom. O processo se referia à confecção de cartilhas informativas com o balanço de 24 meses do governo Lula, em 2004. O relatório apontava indícios de que a Secom teria comprado material de promoção institucional superfaturado, e que parte dessas publicações não teriam sido entregues pelas empresas contratadas.

Em nota, na época, Gushiken afirmou que a etapa seguinte do processo “permitirá a apresentação de defesa e das provas de que não existiu qualquer ilegalidade, nem prejuízo aos cofres públicos, na produção e distribuição do material informativo”. O TCU derrubou todas as defesas apresentadas pelos condenados.

Assassino Invisível

O Serviço Nacional Britânico de Saude lançou campanha para alertar a população sobre os riscos do tabagismo passivo. Na realidade, a ação de comunicação é uma resposta aos cidadão que posicionaram-se contra a nova lei britânica que proibiu definitivamente o fumo em ambientes de trabalho e lugares publicos abertos.



Criada pela agência Golley Slater, a campanha é composta por filme para TV, cartazes, peças de mídia exterior, Hotsite e ações de marketing direto, que tem layout muito bem elaborado, mensagem direta e conceito agressivo: Tabagismo Passsivo - Assassino Invisível.

TÍTULO: Por mais que vc veja, mais vc não consegue.
TEXTO: Sabia que vc não vê 85% da fumaça do cigarro??? Embora essas toxinas respiradas sejam invisíveis, o perigo é claro. O risco de surgirem doenças do coração é muito alto. Mesmo se vc nunca fumou. TABAGISMO PASSIVO: ASSASSINO INVISÍVEL.

TÍTULO: O que vc vê, não é o que vc ganha.
TEXTO: 85% da fumaça do cigarro é invisível. Vc não pode ver,cheirar ou dispersar a fumaça, mas certamente consegue respirá-la, mesmo se vc não fuma. Vc não escapará das mais de 4000 substâncias químicas. TABAGISMO PASSIVO: ASSASSINO INVISÍVEL.


Já na primeira semana de veiculação, a campanha sofreu duras críticas. Segundo cartas que chegaram nas redações dos principais jornais ingleses, as peças criam um ambiente de hostilidade contra os fumantes, uma vez que os não-fumantes passaram a achar que correm risco de vida por causa da fumaça alheia.

TEXTO: As toxinas mortais vc vê. Os 85% restantes, não. TABAGISMO PASSIVO: ASSASSINO INVISÍVEL.


TEXTO: As toxinas mortais vc vê. Os 85% restantes, não. TABAGISMO PASSIVO: ASSASSINO INVISÍVEL.

Ao que tudo indica, a campanha foi criada justamente para gerar uma pressão da sociedade para os fumantes, respaldada pela nova lei anti-tabagista.

quarta-feira, maio 09, 2007

Logomarca Minas Gerais

Governo Eletrônico: 26 mil links de serviços públicos

Texto extraído do site ConLicitação

Para facilitar o acesso a serviços públicos, o governo federal tem hoje à disposição da população 26 mil links via internet que possibilitam desde a consulta a CPF a verificação do andamento de processo de aposentadoria e dados sobre licitações. Além disso, o aprimoramento, nos últimos anos, do governo eletrônico tem proporcionado maior transparência e eficácia nas ações governamentais e no uso do dinheiro público, caso das compras públicas e da declaração do imposto de renda.

Os serviços, que podem ser encontrados no Portal de Serviços e Informações de Governo (www.redegoverno.gov.br), recebem uma média de 195 mil acessos mensais. Os mais procurados estão relacionados à Previdência Social, como concessão de aposentadoria, auxílio-doença e revisão de benefícios. São muito consultados também os links sobre concursos públicos, imposto de renda e a situação cadastral do CPF. Os mesmos serviços estão também disponíveis no portal Brasil (www.brasil.gov.br).

Compras públicas

De acordo com o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, um dos maiores avanços do governo eletrônico foi o aumento expressivo das compras públicas via internet. Ano passado 57% das contratações do governo federal foram feitas via pregão eletrônico, o que causou uma economia de R$ 1,8 bilhão para os cofres públicos. Hoje o Brasil é o maior comprador por leilão reverso por meios eletrônicos do mundo, comenta o secretário. Em 2003, o pregão eletrônico representava 3,8% do total das licitações governamentais.

Santanna diz ainda que o sistema brasileiro de compras eletrônicas (Comprasnet  www.comprasnet.gov.br) foi o primeiro do mundo a ser aceito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Banco Mundial (BIRD) nas contratações que envolvem recursos de ambos os bancos.

Atualmente, 464 órgãos estaduais, municipais e da Administração Federal Indireta têm convênio com o governo federal para utilização do Comprasnet, além de outros países como o Peru que já utiliza o sistema brasileiro. No momento, Moçambique e Angola também estão em negociação com o Brasil para a adoção do Comprasnet. E para ampliar o uso de meios eletrônicos nas compras do governo, o Executivo encaminhou um projeto de lei ao Congresso Nacional que amplia para outras modalidades de licitação a possibilidade de contratações via internet.

Outro serviço aprimorado por intermédio governo eletrônico foi o atendimento telefônico (Prevfone) da Previdência. O governo levou em consideração a dificuldade de muitos beneficiários em acessar a Previdência pela internet e modernizou o atendimento feito por telefone. O atendente fornece informações captadas numa base de dados eletrônica agilizando o serviço, explica Rogério Santanna.

Exemplo bem-sucedido de serviço também baseado no governo eletrônico é a declaração do imposto de renda. Este ano, das 23,2 milhões de declarações enviadas, 22,9 milhões foram entregues pela internet. Conforme Rogério, há países desenvolvidos como a França que ainda não alcançam 10% de declarações via internet. Há ainda a urna eletrônica que permite ao País processar 100% dos votos eletronicamente, sistema de eficácia reconhecida internacionalmente.

terça-feira, maio 08, 2007

Mães contra Motoristas Alcoolizados


TEXTO: Não faça da formatura um momento para esquecer!!!

Agência: Calder Bateman - Canada
Cliente: Associação das Mães contra Motoristas Alcoolizados

Alerta sobre uso de celular no trânsito


TEXTO: "A cada ano, centenas de pessoas morrem por causa de conversa pelo celular enquanto se dirige".

Agência: Ogilvy & Mather - Amsterdã
Cliente: Associação Alemã das Vítimas de Acidente de Trânsito

Restrição da propaganda de bebidas alcoólicas pode afetar mercado publicitário, diz representante do setor

A possibilidade de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibir, ainda esse mês, a veiculação de comerciais sobre bebidas alcoólicas na televisão e no rádio entre 8h e 20h, deve diminuir o faturamento das agências, mas o mercado publicitário poderá ser incentivado a produzir campanhas de conscientização popular.

Esta é a opinião do representante das agências de publicidade do Distrito Federal, Fernando Brettas. Em entrevista ao programa Ver TV, transmitido pelos canais de televisão da Radiobrás no dia 26 de abril, Brettas comentou a regulamentação da propaganda de bebidas alcoólicas, que deve ser divulgada pela Anvisa.

O objetivo da medida, segundo o presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, é prevenir o uso excessivo do álcool. Além da restrição do horário, o órgão estabelecerá normas para os rótulos e para os cartazes de divulgação das bebidas, como a exibição de frases de advertência.

Mesmo com a restrição e as novas normas, o publicitário Brettas acredita que o governo também deve se preocupar com a educação da população. “Tirar a publicidade da televisão não vai adiantar. As vendas e o consumo vão continuar aumentando com a divulgação em outros meios, como nos pontos de vendas, nas promoções e no patrocínio de eventos”, afirmou.

Além disso, Brettas defende que o governo puna as pessoas flagradas cometendo violência sob o efeito de drogas. “Quantas pessoas foram atropeladas por motoristas embriagados e estão soltas?”, questiona.

Para o psiquiatra coordenador do Movimento Propaganda Sem Bebida, Ronaldo Laranjeiras, a restrição da publicidade de bebidas no rádio e na televisão somente até 20h não é suficiente. Ele pede, senão a proibição, a ampliação da restrição até as 22hs.

De acordo com o médico, são sugestões da Organização Mundial de Saúde (OMS) para prevenir o alcoolismo, o fim da propaganda, o aumento do preço das bebidas e a proibição da venda para crianças e adolescentes.

Segundo Dirceu Mello, o 5º Levantamento Nacional sobre o uso de drogas da Secretária Nacional Antidrogas realizado com mais de 48 mil estudantes em 2004, mostrou que crianças começam a beber entre 10 e 12 anos “e o consumo tem começado cada vez mais cedo”.

O processo de regulação da propaganda, segundo Mello, será um processo educativo, “assim como foi a campanha de uso do cinto de segurança, pois, hoje as pessoas têm a consciência da importância do uso do dispositivo”.

Mello afirmou que, como o abuso do álcool está relacionado à violência, é função do Estado mostrar outro lado que a sedução da publicidade esconde: o dano à saúde e à sociedade.A restrição da publicidade integra as medidas da Política Nacional sobre o Álcool.

Propaganda de bebidas alcoólicas terá informações corretas sobre produtos, prevê Anvisa

O Ministério da Saúde adverte: o álcool em excesso causa inúmeras doenças como câncer de fígado e lesões cerebrais. Esta é uma das frases que poderão substituir a advertência “beba com moderação”, na propaganda de bebidas alcoólicas com mais de 0,5 graus de álcool, como cervejas e cooleres.

A mudança faz parte da regulamentação que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prepara para esse mês. A idéia é regular a publicidade e prevenir o abuso de álcool. A medida integra a Política Nacional sobre o Álcool, que aguarda aprovação do governo federal.

Em entrevista ao programa Ver TV, veiculado dia 26 de abril nos canais de televisão da Radiobrás, o presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, disse que a intenção do governo não é proibir a propaganda das bebidas. “Queremos garantir que o indivíduo tenha informações corretas sobre o produto que vai usar e saiba dos danos que o uso excessivo do produto pode levar”, afirmou Mello acrescentado que este é um processo educativo.

De acordo com o presidente da Anvisa, a regulamentação estabelecerá normas para a veiculação de propaganda na televisão e no rádio, com restrição de horário; para o rótulo, com o aumento das letras, e também para os cartazes, que deverão estampar as frases de advertência do Ministério da Saúde.

O documento de regulamentação é preparado por um comitê técnico da Anvisa que recebeu, em um processo de consulta pública, críticas de cerca de 150 instituições, entre universidades, associações de empresas produtoras de bebidas alcoólicas e sindicatos de publicitários.

A propaganda também fará alerta sobre a associação entre o abuso de álcool e as mortes no trânsito. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lembrou que o abuso de álcool está envolvido com metade dos acidentes nas estradas e que são necessárias alterações na veiculação de propagandas de bebidas, “um forte fator de estímulo ao consumo irresponsável', afirmou.

Segundo Temporão, 35 mil pessoas morrem por ano no trânsito. “O país gasta R$ 24 bilhões em todo o contexto dos acidentes de trânsito, que envolvem também o uso de álcool”, disse. Na ocasião, Temporão explicou à jornalistas o processo de licença compulsória do anti-retroviral Efavirenz.

A Política Nacional sobre o Álcool deve ser publicada sob forma de decreto na próxima semana. O texto reúne estratégias de diversos ministérios e órgãos de governos para evitar o consumo excessivo de álcool e ampliar o tratamento à dependentes alcoolistas. O decreto depende da aprovação do presidente da República e está na Casa Civil.

De volta para casa

Criada pela agência americana de propaganda Better World Advertising (Mundo Melhor Propaganda), a campanha não é uma iniciativa de governo, mas deveria.

"Meu pai sairá da prisão logo.... Ele precisará da minha ajuda e da sua também. Com um emprego, um lugar para morar e cuidados, ele conseguirá. EX-PRISIONEIROS SÃO DA FAMÍLIA TAMBÉM".

Demandada pela ENTERFORCE, entidade não-governamental que cuida de ex-detentos e seus familiares, essa campanha serve como referência para o desenvolvimento de ações governamentais de comunicação focadas na ressocialização daqueles que já cumpriram pena.



Hà muito coloca-se em pauta sempre o mesmo debate sobre redução da maioridade penal, corrupção e abuso de poder nas cadeias, dois pesos e duas medidas na hora de condenar pobres e ricos, mas efetivamente pouco foi feito pelo Estado até agora para assegurar mais dignidade e melhores condições de vida aos indivíduos que retornam ao convivio familiar e social.

Ou seja, o debate predominantemente gira em torno dos mecanismos legais que punem os infratores e as condições que são submetidos depois de condenados. Mas raras são as iniciativas com foco no resgate a dignidade daqueles que cumprem a pena e deparam-se com a liberdade.

"Meu marido sairá da prisão logo.... Ele precisará da minha ajuda e da sua também. Com um emprego, um lugar para morar e cuidados, ele conseguirá. EX-PRISIONEIROS SÃO DA FAMÍLIA TAMBÉM".

Ao que tudo indica, mudar o Código Penal ou investir na melhoria do sistema prisional é um grande desafio, uma vez que até hoje não encontrou apoio político e social para rompeu as fronteiras necessária. Contudo, ao menos o governo precisa desenvolver um trabalho de reconstrução da confiança nos ex-detentos, por meio de ações de comunicação de utilidade pública focadas na mudança de comportamento da sociedade brasileira.

"Minha irmã sairá da prisão logo.... Ela precisará da minha ajuda e da sua também. Com um emprego, um lugar para morar e cuidados, ele conseguirá. EX-PRISIONEIROS SÃO DA FAMÍLIA TAMBÉM".

Tirar da invisibilidade econômica e social os indivíduos que cumpriram pena é um desafio, mas o primeiro passo precisa ser dado.

sexta-feira, maio 04, 2007

Câmara altera a Lei de Licitações

A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, com apenas uma emenda, o substitutivo do relator, deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), ao projeto de lei 7.709/07, apresentado pelo governo, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para alterar a Lei de Licitações e contratos do serviço público. Falta agora a votação pelo Senado.

Nada foi suprimido do texto aprovado pela comissão especial encarregada do projeto, que, na semana passada, tinha adotado na íntegra o substitutivo de Márcio Reinaldo. O que houve foi um acréscimo, proposto pelo deputado Antônio Palocci (PT-SP), a pedido de institutos de pesquisa e universidades. Com a emenda, aprovada com apoio do relator, essas instituições ficam dispensadas de fazer licitação para alugar laboratórios e equipamentos nas situações especificadas na lei de inovação tecnológica. A lei permite que eles sejam alugados a empresas privadas nos horários em que ficam ociosos.

Uma segunda tentativa de alteração, feita pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), foi rejeitada pelo plenário. Argumentando que isso enfraquece financeiramente a imprensa, ele pretendia derrubar a parte do texto que torna facultativa a publicação de extratos de editais de licitação em mídia impressa, desde que feita por internet. Hoje, a publicação em jornais é obrigatória. A maioria dos deputados, no entanto, cedeu ao argumento do relator, segundo o qual principalmente as prefeituras de pequenos municípios reclamam que chegam a gastar mais com a publicação de editais do que com os contratos licitados.

Se as demais regras previstas no substitutivo não forem alteradas pelos senadores, ficará liberada a inversão de fases nas licitações de obras de até R$ 3,4 milhões. Isso significa que, havendo interesse do orgão contratante, as propostas de preço apresentadas pelas empresas licitantes poderão ser analisadas antes da fase de habilitação técnica, fiscal e jurídica das mesmas.

Proposta pelo governo para agilizar as licitações, a inversão de fases representa economia de tempo e recursos para a administração pública, pois só a empresa que vence a fase de preço precisa ter sua documentação analisada. Apenas em caso de inabilitação do vencedor torna-se necessário analisar a documentação do segundo colocado.

Na versão original do projeto, essa possibilidade de inversão não estava sujeita a limite, ficado a cargo de cada órgão público julgar sua conveniência. O teto aprovado, que impede a inversão para obras licitadas na modalidade de concorrência pública, foi consequência de reclamações feitas pelo setor privado. No caso de obras, só haverá possibilidade de definir primeiro o preço se a licitação for feita por tomada de preço (até R$ 3,4 milhões) ou carta-convite (até R$ 340 mil), por exemplo.

O setor privado reclamava também da obrigatoriedade de uso de pregão eletrônico, modalidade que já implica inversão de fases, para todas as aquisições de bens e serviços comuns. No caso de bens, o texto aprovado mantém a obrigatoriedade do pregão apenas para compras até R$ 85 milhões. O mesmo limite foi fixado para os serviços, mas abrindo exceção para aqueles definidos como especializados, o que exclui, por exemplo, os de engenharia. No caso de obras, o pregão poderá ser usado para contratos de até R$ 340 mil.

quinta-feira, maio 03, 2007

Proibição de propaganda de remédio pode ajudar no combate à automedicação, avalia Idec

A aprovação, no dia 7 de abril deste ano, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) de recomendação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) para proibir a publicidade de medicamentos de venda livre pode ser considerada mais um passo para combater a auto-medicação. A avaliação é do próprio Idec, que condena o modo como a propaganda é veiculada.




Depois dessa fase, a recomendação foi levada para discussão no Comitê de Uso Racional de Medicamentos, do Ministério da Saúde. Também há planos do Idec de provocar o debate da proposta no Congresso Nacional e de continuar a pressionar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que promova mudanças.

Em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional AM, a conselheira e advogada do Idec, Daniela Trettel, disse que os anúncios são veiculados de forma irrestrita no rádio e na TV. “São recomendados medicamentos às pessoas, sem que se considerem todos os riscos. É importante que o consumidor saiba que são altos os níveis de intoxicação, mesmo por substâncias de venda livre”.

Para a conselheira, o aviso “Ao persistirem os sintomas, procure o médico”, veiculado ao fim de cada anúncio de remédio, induz os ouvintes e telespectadores a usar medicamentos sem consultar um profissional antecipadamente. “Essa é uma advertência bastante infeliz e uma de nossas recomendações é que a Anvisa mude essa frase”.

Segundo a advogada, um terço do preço final dos remédios representa os custos com publicidade. Para ela, a proibição de anúncios contribuiria também para tornar os medicamentos mais baratos.

Daniela Trettel reconhece que essa é uma questão difícil e bastante delicada, pois envolve interesses de grandes empresas do setor farmacêutico. Segunda ela, mesmo no conselho houve grandes dificuldades para aprovar as recomendações. Ela entende que só haverá mudanças significativas com o apoio da sociedade, que precisa ser sensibilizada sobre o tema.

A conselheira lembrou que, com a instituição do Direito de Defesa do Consumidor em 1990, as pessoas tiveram seus direitos consolidados em forma de lei e com isso o cidadão adquiriu mais consciência. “O Código foi realmente um grande marco para a sociedade e nas relações de consumo”.

O Instituto disponibiliza em sua página na internet cartilha que ensina o usuário a fazer uso responsável de medicamentos. O endereço é www.idec.org.br.

Logomarca Maranhão

quarta-feira, maio 02, 2007

Estatais puxam aumento de verbas publicitárias do governo em 2006

Texto de Aloisio Milani, publicado no site da Agência Brasil/Radiobrás

O governo federal gastou mais recursos, em 2006, com publicidade. Segundo balanço divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, foram investidos R$ 1,015 bilhão, um aumento de 5,48% em relação a 2005. O crescimento foi puxado pela atuação das empresas estatais, que utilizaram 12% a mais de recursos no setor e são responsáveis pela maioria (76%) do montante publicitário do governo.

A administração federal possui três tipos de publicidade, todas coordenadas pela Secretaria de Comunicação Social: as institucionais, que aborda campanhas mobilizadoras e de governo, que gastou R$ 90,27 milhões; as de utilidade pública, como a do censo previdenciário ou a de vacinação, responsáveis por R$ 240,59 milhões; e por último das estatais, que anunciam com os conceitos de concorrência no mercado para afirmar suas marcas, como é o caso da Petrobras e Banco do Brasil – utilizaram R$ 775,17 milhões.

“A política de Secom é dar total transparência nos gastos do governo na publicidade, porque não tem nada para esconder. No ano passado, gastamos R$ 1,015 bilhão em publicidade. Desse total, 76% foram gastos em publicidade de empresas estatais que competem no mercado. É um valor compatível com que investem os concorrentes”, explica o sub-chefe executivo da Secretaria de Comunicação Social, Ottoni Fernandes Jr.

Segundo a secretaria, o ritmo de crescimento da publicidade das estatais é compatível com o “comportamento do mercado”, que, segundo dados apurados pelo Ibope Mídia, teve crescimento de 12,3% em 2006. A secretaria não divulga os dados específicos de cada estatal, porque, segundo Fernandes Jr., são informações “reservadas e estratégicas” para os setores. “O governo não divulga os números particulares dessas empresa, porque é uma informação de segredo competitivo. Mas posso dizer que os gastos do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são absolutamente compatíveis com similares como Bradesco e Itaú. Na realidade, até um pouco menos.”

Mudança em lei poderia impedir participação temporária das agências que trabalharam na eleição

O governo estuda uma forma de criar uma “quarentena” para as agências de publicidade que trabalharam nas eleições poderem entrar na concorrência de contas públicas. Isso poderia evitar favorecimentos de empresas por candidatos vitoriosos nas campanhas partidárias. A implementação dessa regra exige uma alteração na Lei 8.666, que institui regras para licitações e contratos da administração pública. Em entrevista à Agência Brasil, o sub-chefe executivo da Secretaria de Comunicação Social, Ottoni Fernandes Jr., explicou a proposta. Ele ressaltou que a regra em estudo valeria para todos os níveis da administração - o federal, o estadual e o municipal.

Leia a seguir alguns trechos da entrevista publicada no site da Agência Brasil/Radiobrás:

Agência Brasil: O ministro Franklin Martins comentou sobre a possibilidade de “quarenta” para agências de publicidade que participaram de campanhas eleitorais e que queiram disputar contas de propaganda do governo. Como é esta proposta?
Ottoni Fernandes Jr.: Olha, hoje já existe uma lei clara, um código de ética, que as autoridades públicas quando elas saem no governo precisam ficar um período sem poder trabalhar em qualquer atividade e principalmente em atividades ligadas ao setor onde atuavam. Portanto, é bastante normal que a gente faça uma proposta para mudar a Lei 8.666 para impedir que agências que fizeram campanhas publicitárias de determinado candidato, e, se ele for vitorioso, não possam participar de concorrência.

E eu estou falando em todos os níveis, não é uma lei do governo federal, mas vale para todos os níveis, inclusive governo estadual e municipal. Porque a Lei 8.666 é uma lei geral para as compras de governo. Hoje, não existe nenhum dispositivo na lei que permita vedar isso. Porque quando você faz uma licitação, você estabelece documentação, características técnicas, patrimônio, uma série de objetos. E depois você julga uma proposta técnica de criatividade. Você não tem como evitar.

ABr: A proposta está em andamento dentro da secretaria?
Fernandes Jr.: O que nós estamos fazendo agora é uma proposta das estatais em conjunto com a Secom de criar a proposta criativa, que venha em um envelope apócrafo, isto é, num envelope que todos os concorrentes que entraram nessa fase não possam ser identificados. A Petrobras e os Correios começaram a fazer isso. Isso já elimina muito a possibilidade de um favorecimento de uma agência que participou de campanha. Porque a comissão julgadora não sabe de quem é cada proposta. E vai vencer quem tiver a melhor proposta do ponto de vista da criatividade.

Ao mesmo tempo, estamos estudando uma maneira de incluir uma proposta de mudança no projeto em tramitação no Congresso Nacional que muda a Lei 8.666 para criar essa quarenta para agências que participaram na publicidade política, na coordenação de um candidato vencedor.

Logomarca Pernambuco

Novos governadores. Novas ações de comunicação. Novo posicionamento. Novas marcas.

segunda-feira, abril 30, 2007

Secretaria estuda critérios para distribuir publicidade entre veículos regionais e comunitários

Matéria de Aloisio Milani, publicada no site Agência Brasil - Radiobrás

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que agora também comanda a distribuição da publicidade do governo federal, anunciou que abrirá um debate sobre como criar critérios objetivos para atingir veículos regionais, comunitários e educativos. Atualmente, os índices de audiência e circulação disponíveis excluem, por exemplo, emissoras de televisão regionais ou rádios comunitárias. O objetivo da secretaria é buscar formas de medir o retorno da publicidade para esse público como forma de concretizar uma política de democratização da comunicação.

Atualmente, a distribuição da publicidade é feita por meios de índices que medem audiência no rádio, na televisão e na internet, além da circulação de exemplares para mídia impressa (jornais e revistas). Em entrevista à Agência Brasil, o sub-chefe executivo da secretaria, Ottoni Fernandes Jr., explica que esses indicadores de alguma maneira excluem veículos menores.

“Um exemplo, se você usar o Ibope [instituto de pesquisa], você exclui TVs menores regionais, que podem ser comerciais. E o que Secom está procurando, em conjunto com as estatais e ministérios, é construir critérios novos. Como atender as demandas de TVs regionais? Elas têm uma audiência tão baixa que o Ibope não consegue captar. É uma coisa que estamos discutindo, mas tem que ser construído um critério”, diz.




Fernandes Jr. defende que o critério inclua preceitos básicos como verificação da audiência, medicação do retorno da publicidade e respeito à legislação tributária. “Isso pode estar na discussão da construção de um critério e passar a incentivar uma distribuição de uma parcela das verbas para esse tipo de mídia”, explica. “É uma discussão que vamos fazer com a sociedade, com as organizações que representa movimentos regionais, como as TVs comunitárias.”

O sub-chefe executivo ainda ressaltou que as novas regras precisam dar “segurança” para os gestores públicos para investir os recursos públicos. “Segurança de que estamos colocando dinheiro em uma mídia que tem o alcance desejado e está fortalecendo uma democratização dos meios de informação, que também deve ser o objetivo de uma política de governo. Porque quanto mais você puder ter canais de veículação, seja por televisão, rádio, internet, mídia impresa, que expressem a diversidade regional, social e política do Brasil é importante para o fortalecimento democrático”, diz.

Um balanço apresentado pela Secretaria de Comunicação Social mostra que, em 2006, o governo federal gastou R$ 1,015 bilhão em publicidade, um aumento de 5,48% na comparação com o ano anterior. Segundo Fernandes Jr., esse aumento se deve ao crescimento dos investimentos das estatais, que representa 76% do total.

Fim da propaganda de cigarros foi fundamental para queda do consumo entre jovens, avalia pesquisador



Matéria de José Carlos Mattedi, publicada na Agência Brasil - RadioBrás

Para um dos pesquisadores da Unifesp, Elisaldo Carlini, o bom resultado das pesquisas que indicam queda no consumo de cigarro entre jovens se deve, em grande parte, à proibição da propaganda de tabaco na mídia brasileira com a Lei nº 10.167, que completou seis anos no dia 27 de dezembro de 2006.

“Pode ter havido outras motivações que levaram a uma diminuição no consumo ou na sua estabilização. Mas não tenho dúvidas que a proibição da propaganda foi fundamental para os resultados”, enfatiza Carlini. Além dele, trabalharam nas pesquisas: José Carlos Galduroz, Arilton Martins Fonseca e Ana Regina Noto.

“A propaganda de cigarro era bastante insinuante, ligada ao sucesso pessoal e a fatores como status econômico. Isso influenciava, principalmente, a camada jovem”, ressalta Carlini.

“Já o primeiro estudo que fizemos em 1987, também com estudantes mas em 27 capitais, mostrava que 22,4% haviam experimentado tabaco, número esse que subiu para 32,7% dez anos depois, num aumento de 50%”, sublinha, sugerindo que caso a proibição não fosse aprovada, os dados atuais seriam acentuados. “O dado de 2005, de 21,7%, é menor do que o de quase 20 anos atrás”, pontua.

O número caiu tanto entre os meninos como entre as meninas. Nos primeiros, a queda foi de 36% (1997) para 21,9%. Na outra faixa, de 31,9% para 21,3%. Entre os pré-adolescentes (12 a 14 anos) também houve diminuição: de 13,8% para 8%.



A lei n.º 10.167/2000 restringe a publicidade de produtos derivados do tabaco à afixação de pôsteres, painéis e cartazes na parte interna dos locais de venda. Proíbe, conseqüentemente, em revistas, jornais, televisão, rádio e outdoors, inclusive internet. Também proíbe a propaganda indireta contratada, também denominada merchandising, e a propaganda em estádios, pistas, palcos ou locais similares, além de patrocínio de eventos esportivos nacionais e culturais.

Como o Brasil, outros países também proibiram ou fizeram sérias restrições à propaganda do cigarro, como Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Austrália, Bélgica, Noruega e Suécia. Outros quatro países proibiram totalmente a propaganda do cigarro: Nova Zelândia, Noruega, Finlândia e França, e conseguiram reduzir o consumo do produto em 21%, 26%, 37% e 14%, respectivamente.