quinta-feira, setembro 13, 2007

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Governo diminui verbas para publicidade

O governo está destinando menos recursos para a publicidade. Um levantamento exclusivo, feito pelo site especializado Contas Abertas a pedido de Meio & Mensagem, revela que o total efetivamente pago dos investimentos do governo federal em publicidade no período de janeiro a agosto desse ano caiu 41,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números mostram que em 2006 - ano de eleições - no período anterior à realização do pleito, o governo federal somava R$ 237,9 milhões em investimentos publicitários e neste ano o montante caiu para R$ 138,7 milhões.

Os cálculos foram feitos com base no Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro (Siafi) e compreendem somente os créditos empenhados e liquidados do governo federal, incluindo os três poderes e excluindo as estatais. Além disso, não há descrição de investimentos por campanhas ou que mídias foram usadas. De acordo com os dados, os valores correspondem ao que foi investido em quatro classificações diferentes que a União dá aos seus investimentos: publicidade legal, mercadológica, institucional e de utilidade pública. Nestes resultados não estão relacionados os investimentos feitos pelas estatais.

Os dados exclusivos de Meio&Mensagem mostram também que os valores acumulados nos primeiros oito meses deste ano representam menos da metade do total dos investimentos publicitários do governo em 2006, quando atingiram R$ 340,1 milhões. Deste total, R$ 94,4 milhões foram destinados para área institucional, R$ 157 milhões para utilidade pública, R$ 64,5 milhões para publicidade mercadológica e R$ 24,2 milhões para publicidade legal.

Pela base de dados do Siafi levantada pelo Contas Abertas, a queda nos investimentos de janeiro a agosto deste ano na comparação com igual período do ano passado se dá principalmente na publicidade institucional, que caiu quase 70% nos primeiros oito meses deste ano em relação ao igual período do ano passado. No mesmo período de 2006 foram destinados R$ 88,5 milhões para este fim. Já neste ano os investimentos em publicidade institucional caíram para R$ 27,0 milhões.

Na análise do que já foi liquidado especificamente por cada órgão da administração federal, verifica-se que os valores empenhados pela Presidência da República até o momento somam R$ 24,6 milhões. Essa cifra fica atrás apenas da executada pelo Ministério da Saúde - R$ 53,8 milhões - que é também o ministério com maior orçamento publicitário. Em terceiro lugar aparece a pasta comandada por Marta Suplicy, o Turismo, que já pagou R$ 20,4 milhões do total de sua verba publicitária.

Por outro lado, alguns ministério e órgãos importantes estão destinando neste ano poucos recursos para a publicidade. Este é o caso dos ministérios da Cultura (R$ 33 mil), Trabalho (R$ 376,3 mil), Comunicações (R$ 30,2 mil), Previdência Social (R$ 181,4 mil) e a Integração Nacional (R$ 86,9 mil).

O levantamento realizado pelo Contas Abertas não permite a aferição dos dados das estatais - que estão se tornando cada vez mais importantes no mercado, sobretudo na área de patrocínio cultural e esportivo. Dados parciais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) referentes a 2006, entretanto, indicam que a administração geral, investiu pouco mais de R$ 1 bilhão para a publicidade, isso somando as estatais e excluindo publicidade legal, produção e patrocínio.

Essa informação indica que empresas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, Infraero e Eletrobrás, entre outras, destinaram cerca de R$ 660 milhões ao mercado publicitário no ano passado, se os números da Secom se confirmarem. A secretaria ainda indica que em 2006 o meio televisão consumiu R$ 628, 1 milhões do total destinado pelo governo e suas empresas ao setor.

O governo federal e a publicidade
Valores efetivamente já pagos ao mercado (R$ milhão)

Tipo de publicidade jan-ago/2006 jan-ago/2007 Variação

Publicidade legal 14,1 14,7 4,2%
Publicidade mercadológica 21,0 13,6 - 35,2%
Publicidade institucional 88,5 27,0 - 69,9%
Publicidade de utilidade pública 114,2 83,5 - 26,9%

Total 237,9 138,7 - 41,7%
Obs: Não inclui estatais

Fonte: Contas Abertas/Siafi especial para o Meio&Mensagem

segunda-feira, agosto 13, 2007

Cresce número de licitações públicas em propaganda

O número de licitações públicas na área de propaganda, realizadas pelas prefeituras municipais, órgãos e instituições, vem crescendo desde 2003, e esta tendência está se mantendo em 2007, apesar de diversos municípios e órgãos estarem aguardando o posicionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os parâmetros que a administração pública quer seguir nas relações comerciais com as agências de propaganda. Esta é uma das conclusões da sondagem realizada pela FENAPRO - Federação Nacional das Agências de Propaganda, com a participação de Sindicatos das Agências de Propaganda de vários Estados.

O levantamento preliminar da Fenapro mostra que cerca de 226 municípios realizaram licitações públicas para contratação de serviços publicitários de janeiro a junho deste ano. Em todo o ano passado, foram realizadas 254 licitações. A estimativa da Fenapro é que o número de licitações públicas dobre em relação ao ano passado, em função dos trabalhos desenvolvidos pelos Sindicatos junto as Prefeituras e as Câmaras Municipais. Do total de 26 Estados, o número de licitações em 13 deles já é maior ou semelhante ao do ano passado. Entre os que registram maior incremento, estão Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Ceará, Pernambuco, Pará e Tocantins, entre outros.

O objetivo da Fenapro ao realizar o levantamento foi o de avaliar o resultado das ações promovidas pelos sindicatos e Fenapro junto às diversas instâncias do governo, no sentido de incentivar a administração pública a contratar serviços de propaganda por meio de licitações públicas, de acordo com as normas-padrão do CENP.

"A amostragem confirma a tendência de que este ano haverá mais licitações, embora haja prefeituras e governos estaduais que não estejam publicando editais na expectativa das definições do TCU", afirma Ricardo Nabhan, presidente da Fenapro, referindo-se à audiência pública do TCU marcada para o dia 1º de agosto, com o objetivo de debater as relações comerciais da administração pública com o setor. Este crescimento, segundo Nabhan, é, em parte, resultado do trabalho realizado pelos Sindicatos das Agências de Propaganda, para incentivar e orientar o poder público quanto à forma de se realizar o processo licitatório.

Ele ressalta, contudo, que o aumento nas licitações públicas de propaganda depende também de orientações e decisões do TCU. "O TCU está analisando o pedido de reexame interposto pela SECOM-PR relativo aos processos de auditorias nos contratos de propaganda e publicidade realizados por diversos órgãos e entidades da administração pública federal e isso cria expectativa no setor público, atrasando a publicação dos editais", destaca Nabhan.

O presidente do Sinapro-DF, Fernando Brettas, conta que este ano foram realizadas seis licitações na área de propaganda, em um total de R$ 411 milhões (Banco do Brasil, correios, Agência de Comunicação do Governo do Distrito Federal, Companhia Energética de Brasília (em curso), Companhia de Água e Esgoto de Brasília e Ministério do Turismo). "Este é um número expressivo se comparado ao ano passado, quando praticamente não houve licitações no Estado", observa Brettas. No Ceará, no primeiro semestre foram realizadas cerca de seis licitações no valor total de R$ 7 milhões. "Isto significa um incremento em relação ao ano passado, em que as licitações públicas no Estado estiveram praticamente paradas", conta Antônio Sarmento de Menezes, presidente do Sinapro-CE.

Já Minas Gerais é o Estado com o maior número de municípios (853), e, portanto, é também o que costuma ter número expressivo de licitações. "Este ano há um número maior de prefeituras e câmaras municipais realizando licitações", conta José Maria Vargas Araújo, ex-presidente do Sinapro-MG e atual diretor-secretário da Fenapro. No Paraná, houve licitação ou renovação de contratos em quase todos os municípios. "Estimamos um crescimento de 30% em relação a 2006, no número de licitações públicas", prevê Hélcio José Gerbecke, presidente do Sinapro-PR.

Já entre os Estados onde há morosidade na publicação de editais, se inclui o Rio Grande do Sul. Segundo João Firme de Oliveira, presidente do Sinapro-RS, desde setembro o governo estadual e seus órgãos não realizam licitações. "Está tudo parado no âmbito estadual, apenas os municípios gaúchos é que estão licitando", conta ele.

Ministério da Saúde busca 'consumo consciente'

O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira, 10, no Rio de Janeiro, a campanha nacional para o consumo consciente de bebida alcoólica, que visa abrir espaço para a reflexão e discussão a respeito do consumo de bebidas alcoólicas e criar uma atitude mais consciente da sociedade em relação ao consumo.

“Bebidas alcoólicas. Conheça os riscos. Seja responsável” é mote da campanha, produzida pela Master Comunicação, que objetiva apresentar para a sociedade o quadro real da situação do consumo de bebidas alcoólicas e suas conseqüências relacionadas principalmente ao trânsito, juventude e violência.

A ação inclui um filme de 30 segundos e dois de 15 segundos que serão veiculados a partir do dia 11 de agosto nas emissoras Globo, SBT, Record, Bandeirantes, Cultura, Rede TV, JBTV, TV Gazeta, Rede Vida, TV Mulher, TVE e MTV e nos canais de TV fechados TNT, Sportv, Universal, GloboNews, Terra Viva e Canal Rural. A campanha tem criação de Marcelo Romko e Claudio Freire e direção de Claudio Freire e Luciano Toaldo.



Ao lançar a campanha o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o objetivo não é acabar com o consumo de álcool. "Existem estudos que mostram até que o consumo de vinho, em quantidades moderadas, é benéfico à saúde", disse ele. Temporão explicou que a política é de redução de danos. "Ninguém está propondo proibir nada, nem há nenhum viés moralista nessa campanha. É simplesmente chamar atenção da sociedade sobre o risco envolvido no consumo precoce e abusivo.”

O ministro ainda apresentou dados mostrando que o uso prejudicial do álcool é um problema de saúde pública no país. De acordo com esses dados, mais da metade das 35 mil mortes por acidentes de trânsito registradas no país em 2005 tiveram causas ligadas ao abuso de bebida e à embriaguez. Segundo Temporão, o governo gasta com a internação de cada vítima de acidentes em média até R$ 56 mil. Um estudo do Instituto Econômico de Pesquisa Aplicadas (Ipea) estima que os custos diretos e indiretos com os acidentes de trânsito no país consomem até R$ 20 milhões por ano.

Sobre o uso precoce do álcool, informações do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) indicam que, entre 2001 e 2005, cresceu em 12,4% o número de adolescentes na faixa de 12 a 17 anos que já experimentaram ou consomem bebidas alcoólicas.

Um levantamento da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) também revela que cerca de 30% das crianças entrevistadas, com idade entre 10 e 12 anos, têm hábito de consumir bebidas alcoólicas em festas. Outros estudos também mostram uma “relação direta do álcool com todo tipo de violência como a agressão interpessoal, agressão contra a mulher e outros acidentes”, alertou o ministro.

Temporão informou que a campanha publicitária lançada hoje também será ampliada para outras mídias, entre elas, as rádios, inclusive comunitárias. Segundo ele, o trabalho de conscientização será feito de maneira “transversal”, envolvendo parcerias com os ministérios da Educação, da Cultura e do Esporte.

O que é a Política Nacional sobre Bebidas Alcoólicas?

A política foi sancionada por decreto presidencial em maio desse ano e traz um conjunto de medidas interministeriais para reduzir e prevenir os danos à saúde e à vida, bem como às situações de violência associadas ao uso prejudicial de bebidas alcoólicas na população brasileira. As ações incluem:
• fortalecer a fiscalização das medidas previstas em lei que visam coibir a associação entre o consumo de álcool e o ato de dirigir;
• fiscalizar a venda para menores de 18 anos e incentivar outras iniciativas visando reduzir o consumo nas faixas mais jovens;
• ampliar e fortalecer as redes locais de atenção integral às pessoas que apresentam problemas decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, como os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPsAD) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS);
• estimular e fomentar ações que restrinjam os pontos de venda e consumo de bebidas alcoólicas, observando os contextos de maior vulnerabilidade às situações de violência e danos sociais;
• privilegiar as iniciativas de prevenção ao uso de bebidas alcoólicas nos ambientes de trabalho;
• incentivar a regulamentação, o monitoramento e a fiscalização da propaganda e publicidade de bebidas alcoólicas, de modo a proteger segmentos populacionais vulneráveis ao consumo de álcool, como os jovens.
• fomentar o desenvolvimento de tecnologia e pesquisa científicas relacionadas aos danos sociais e à saúde decorrentes do consumo de álcool e a interação das instituições de ensino e pesquisa com serviços sociais, de saúde, e de segurança pública.

As informações são da Agência Brasil.

domingo, agosto 12, 2007

Todo dia é Dia dos Pais

Hoje, todo pai deveria tirar o dia para refletir sobre seu papel na educação dos filhos. Lembrar que sempre deve dar o bom exemplo!!!!

Essa campanha é perfeita para o Dia dos Pais!!!

Não fume na presença de seu filho.

Não fume na presença de seu filho.

terça-feira, agosto 07, 2007

VISTA-SE - Use sempre Camisinha

MARCA
O Vista-se é um selo que passa a assinar todas as peças de promoção ao uso do preservativo produzidas pelo Ministério da Saúde e seus parceiros e que poderá ser aplicada também nos materiais de prevenção das ONG, empresas da iniciativa privada e outras instituições governamentais.

1. O que é o VISTA-SE?
Trata-se de uma marca, um "selo", que irá assinar todas as peças de promoção ao uso do preservativo produzidas pelo Ministério da Saúde e seus parceiros. ONGs, empresas da iniciativa privada e outras instituições governamentais podem aplicar a marca em seus materiais de prevenção.

2. Por que criar uma marca?
Essa é uma estratégia de comunicação bastante utilizada por vários motivos, mas três se destacam:
Aumento do recall , ou aumento da lembrança espontânea da mensagem. Se todas as campanhas de promoção ao uso do preservativo tiverem a mesma assinatura (do Ministério e de seus parceiros), o público, além da mensagem da campanha, terá também uma referência de identidade, atribuindo todas as ações a um mesmo conjunto, uma mesma idéia, um mesmo objetivo.

A força do símbolo como elemento de comunicação. Com o tempo e com a insistência em sua exposição, o símbolo do VISTA-SE pode tomar o lugar da mensagem "use sempre camisinha". O entendimento de um símbolo é mais rápido, mais objetivo e direto. Além de possibilitar outras aplicações de visibilidade, fora da mídia convencional.

CARTAZ

A capacidade de mobilização. A maioria das pessoas concorda que é importante o uso freqüente da camisinha, mas não sabe o que fazer a respeito. O símbolo do VISTA-SE possibilita que essas pessoas expressem essa idéia (use camisinha) de forma ordenada e, portanto, mais eficiente.
3. Por que o foco no preservativo masculino?
É o produto mais comum no mercado, é o foco de distribuição gratuita das ações do Ministério e o homem ainda é o maior consumidor de preservativos no país. Para o homem, a frase VISTA-SE é entendida como um comando, para a mulher, a mesma frase é traduzida como discurso - uma mulher com a camiseta do VISTA-SE transmite uma mensagem para os homens e mostra que sabe a importância do uso do preservativo.

4. Como foi elaborada esta campanha?
Com a participação de diversos parceiros: sociedade civil, representantes de universidades, agências internacionais e outras instâncias do governo. Além disso, as opções de campanha apresentadas pela agência de publicidade do Ministério foram pré-testadas junto ao público-alvo da campanha.
O filme escolhido e a filosofia do VISTA-SE foram apresentados para formadores de opinião e muitos deles (atores, músicos, etc.) emprestaram sua imagem à campanha, de forma gratuita.

FOLDER

5. Saiba um pouco mais dos hábitos do brasileiro de 15 a 54 anos em relação ao uso da camisinha:
52% já receberam ou pegaram preservativo de graça - a maioria em postos de saúde e durante o carnaval;
96% sabem que o preservativo é a melhor maneira de evitar a transmissão do HIV nas relações sexuais.
25% usam o preservativo regularmente, em qualquer parceria.
67% afirmam ter usado o preservativo em sua última relação eventual.
Por que o brasileiro não usa o preservativo?
45,8% - porque a última relação foi com o cônjuge.
11,5% - porque confiam no parceiro.
11,4% - porque têm parceria fixa.
8,8% - porque não gosta ou o parceiro(a) não gosta.
6,3% - porque não tinha na hora da relação.
4,3% - porque "não precisa".
3,6% - porque não quis.

Texto e layouts extraído do site www.aids.gov.br

sexta-feira, agosto 03, 2007

Publicitários defendem modelo vigente da propaganda

Discutir o modelo brasileiro de publicidade e definir como devem ser administrados contratos de propaganda do Governo Federal foram a tônica da audiência que recebeu representantes do mercado na úlitma quarta-feira, 1, em Brasília. O TCU (Tribunal de Contas da União) fez, recentemente, recomendações sobre como devem correr as atividades no setor. Entre elas, está o não reconhecimento do Cenp, órgão criado para regulamentar as normas éticas da publicidade nacional e sua função de atuar como parâmetro para remuneração das agências. Isto é, o Tribunal questiona a prática da bonificação por volume, (BV), valor transferido dos veículos às agências de acordo com o montante veiculado em seus canais.

Entre as sugestões do TCU, figuram também a de o Governo reduzir para uma empresa a produção da comunicação institucional. Atualmente, o trabalho é exercido por duas agências: Lew,Lara e Matisse. Segundo o presidente do Grupo de Mídia, Ângelo Franzão Neto, os representantes do mercado querem "revisão de posicionamento do TCU", pois argumenta que a publicidade já é efetivamente regulada.

O decreto número 4.563, que estabelece o Cenp como referência, foi sancionado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ao substituí-lo na presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva manteve a lei vigente. Em novembro de 2006, o ministro Ubiratan Aguiar relatou o acórdão 2.062 em que pede a revogação do decreto e a consolidação de um novo referencial para a publicidade.

Dalton Pastore, presidente da ABAP (Associação Brasileira das Agências de Publicidade), disse que a entidade "rejeita qualquer rótulo para a indústria da comunicação brasileira que não reflita com justiça a seriedade de um setor que é fundamental para o desenvolvimento econômico e social, que avaliza a liberdade e a independência de imprensa".

Representantes da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), Marcos Caetano e Rafael Sampaio, endossaram Pastore e defenderam o Cenp alegando que seria um retrocesso acabar com as Normas-Padrão e que a medida desorganizaria um setor de "excelência mundial comprovada".

O ministro Marcos Vinícios Vilaça é o encarregado pelo reexame do acórdão solicitado pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República). Após as manifestações do setor, uma decisão final deve ser anunciada em breve.

Matéria extraído do site Adnews - www.adnews.com.br

sexta-feira, julho 13, 2007

Correios descarta irregularidade em licitação

O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, descartou qualquer possibilidade de irregularidades no processo de licitação de agências de publicidades para estatal. De acordo com Custódio todo processo transcorre na mais absoluta normalidade e de acordo com as determinações do Tribunal de Constas da União (TCU). Carlos Henrique ainda explica que a estatal é a primeira a realizar uma licitação com os novos procedimentos orientados pelo TCU.

As denúncias de fraudes no processo de licitação foram feitas na última terça-feira, 10, pela empresária Silvia Pfeiffer, em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo no Senado. A empresária declarou ter gravado uma conversa que teve, em janeiro deste ano, com Adilson Silva, da empresa Sá Publicidade. Na conversa, ele afirmava que a ’Giovani Publicidade’ (sic) ganharia uma licitação dos Correios.

Carlos Henrique Custódio mostrou a ata da última reunião da Comissão de Licitação, no dia 5, quando foi feita a classificação das agências de publicidade participantes do processo. A Giovanni+DraftFCB, teoricamente citada por Silvia como a ganhadora do processo, está na relação das agências desclassificadas. A empresa pode entrar com recurso até o dia 16 deste mês, e no prazo de 15 dias úteis a Comissão de Licitação se pronunciará se acata ou não o pedido. O resultado da licitação deve sair no fim do mês de julho.

Texto de Alexandra Bicca publicado no site Meio&Mensagem em 12/07

quinta-feira, julho 12, 2007

E a peleja continua!!!

Alteração do conceito de bebida alcoólica para restringir propagandas só pode ser feita por MP ou projeto de lei.

A Consultoria-Geral da União (CGU) da AGU emitiu um parecer técnico à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) onde informa que a alteração do conceito de bebidas alcoólicas para restringir as propagandas desses produtos só poderá ser mudada por meio de Medida Provisória (MP) ou Projeto de Lei (PL).


O consultor-geral da União, Ronaldo Jorge Araújo Vieira, afirmou que a Anvisa consultou a AGU porque pretendia mudar a definição de bebida alcoólica estabelecida pela Lei 9.294/96 através de Resolução, mas a CGU concluiu que este não seria o instrumento normativo correto. De acordo com a Constituição as restrições à propaganda de bebidas alcoólicas devem ser feitas por uma lei federal.


Atualmente, explicou Ronaldo Vieira, a Lei 9.294 considera bebida alcoólica aquela com graduação superior a 13º Gay Lussac e estabelece que a propaganda desses produtos no rádio e na TV é permitida das 21h às 6h da manhã. “Não estão incluídos neste rol, por exemplo, as cervejas e outras bebidas com graduação inferior. Por isso, vemos anúncios de bebidas alcoólicas pela manhã e à tarde, no intervalo das programações voltadas às crianças e adolescentes”, afirmou.


Conforme informações da Anvisa, a veiculação dessas propagandas em horário impróprio aumentou o consumo de álcool por crianças e adolescentes no país. Como o conceito de bebida alcoólica está diretamente ligado ao horário de veiculação das propagandas, a agência quer rever esta definição. “O objetivo da Anvisa é considerar bebidas alcoólicas aquelas com graduação superior a 0,5º Gay Lussac”, explicou Ronaldo Vieira.


Segundo o consultor-geral, a proposição de uma Medida Provisória neste caso se justificaria porque para a Anvisa o conceito da Lei 9.294 se tornou ultrapassado e não atende mais às necessidades atuais do país. “Se houver uma decisão estratégica e política no âmbito do Ministério da Saúde, da Casa Civil e da Presidência da República de que é necessária a edição da MP, juridicamente não vemos nenhum tipo de restrição”, disse.


Ronaldo Vieira observou ainda que a Consultoria-Geral da AGU está à disposição para assessorar os órgãos do governo no que diz respeito aos contornos jurídicos de políticas públicas a serem implementadas. “A AGU poderá auxiliar o Ministério da Saúde e Anvisa se for necessário na formatação jurídica do projeto de lei ou da MP”, concluiu.

FONTE: www.presidencia.gov.br/noticias/ultimas_noticias/alcool_propaganda1007/

domingo, julho 08, 2007

Mães contra motoristas bêbados

TEXTO: 17 de outubro de 2001 - O corpo de Jeff Wilson foi esmagado. O motorista bêbado deixou o carro que Jeff estava cair dentro de uma vala. O carro capotou e o corpo de Jeff foi jogado debaixo do veículo. Jeff morreu no local.
Jeff: mais um motivo para não pegar carona com motoristas bêbados.


TEXTO: 05 de setembro de 1997 - Lisa Miller foi perfurada por uma barra de metal depois que o motorista do carro que ela estava bateu na lateral de uma ponte a 140km/h. Lisa morreu no local.
Lisa: mais um motivo para não pegar carona com motoristas bêbados.

Agência: Clarity Coverdale Fury - Minneapolis, Estados Unidos.

Doação de Sangue

TEXTO: Salvando uma vida agora, vc salva a sua depois!!!

Agência: McCann Erickson - Shanghai, China.

quinta-feira, julho 05, 2007

Correios escolhe propostas da NovaS/B, MPM e DeBrito

Texto de Alexandre Zaghi Lemos, publicado no site Meio&Mensagem

Reunião da comissão de licitação pela verba de comunicação dos Correios, realizada na manhã desta quinta-feira, 5, em Brasília, revelou os resultados da segunda fase da licitação, na qual foram analisados as propostas técnicas e avaliada a capacidade de atendimento das 29 agências participantes. No final do encontro, foi declarado a vitória até esta fase da NovaS/B, MPM e DeBrito, que podem dividir a verba anual de R$ 90 milhões. Depois de dispensar a SMPB durante a crise do mensalão, os Correios são atendidos atualmente pela Giovanni+DraftFCB e pela Link/Bagg.

Na somatória de pontos, a NovaS/B venceu a disputa pela contas do chamado Grupo 1, que engloba as áreas de encomendas e logística integrada, tem verba estimada em R$ 45 milhões anuais e estava sendo disputado por 18 interessadas. O briefing proposto para esta área era de uma campanha para o Sedex Mundi. As outras concorrentes eram: Agnelo Pacheco, Artplan, Contemporânea, DPZ, Escala, Eugenio, Giovanni, Lew Lara, Lowe, McCann Erickson, MPM, Mr.Brain, Ogilvy, PPR, Propeg, Publicis e Y&R.

A análise do Grupo 2, que tem verba de R$ 22 milhões e inclui serviços dos Correios como marketing direto, mensagem, digital, malote e internacional, foi vencida pela MPM, com briefing focado no Telegrama. Outras 23 agências estavam na disputa: 141 Brasil, Ágil, Agnelo Pacheco, Artplan, Casablanca, Contemporânea, Contexto, DeBrito, DPZ, Eugenio, Giacometti, Giovanni, Lew Lara, Link/Bagg, Lowe, McCann Erickson, Mr.Brain, PPR, Propeg, Publicis, RC, Tom e Y&R.

A MPM também foi a mais pontuada para o Grupo 3, conta de R$ 23 milhões que prevê o atendimento às campanhas institucionais e de conveniência e pedia sugestões de campanhas para das mais visibilidade aos patrocínios esportivos dos Correios. Entretanto, como não pode haver uma mesma vencedora para dois grupos de contas, foi declarada vitoriosa a segunda colocada DeBrito. Além destas duas, havia outras 20 a este grupo: 141 Brasil, Agnelo Pacheco, Casablanca, Competence, Contemporânea, DCS, DPZ, Eugenio, Giacometti, Giovanni, Lew Lara, Link/Bagg, Lowe, McCann Erickson, Mr.Brain, Propeg, Publicis, RC, Tom e Y&R.

Como muitas agências foram desclassificadas durante a análise das propostas técnicas e avaliação da capacidade de atendimento, pode haver uma grande quantidade de recursos, o que atrasaria a abertura das propostas de preço, última e mais polêmica fase da licitação dos Correios.

O Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp) alertou as concorrentes de que aquelas que contrariarem as regras da entidade sofrerão sanções que poderão chegar à cassação do certificado que garante os repasses dos veículos. A preocupação é relativa à devolução ao anunciante da bonificação de volume (BV) paga pelos veículos às agências, conforme determinam as recentes decisões do Tribunal de Contas da União em desacordo com as normas do Cenp.

quarta-feira, julho 04, 2007

Farmácia Popular

A Farmácia Popular do Brasil é um programa do Governo Federal para ampliar o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão do Ministério da Saúde e executora do programa, adquire os medicamentos de laboratórios farmacêuticos públicos ou do setor privado, quanto necessário, e disponibiliza nas Farmácias Populares a baixo custo.

Um dos objetivos do programa é beneficiar principalmente as pessoas que têm dificuldade para realizar o tratamento por causa do custo do medicamento.




A marca do programa é muito feliz. De maneira simples e direta, sem muitos elementos mas com grande impacto visual, explica o que é a Farmácia Popular.

Sem dúvida, está entre as marcas mais criativas do Governo Federal.

Na Estante - Travessia: A vida de Milton Nascimento

Com belíssimo texto, o livro chega a ser um romance. Em alguns trechos, desperta emoções que nos deixam com os olhos rasos d´água!!!


" O importante não é a saída, nem a chegada, mas a travessia"
Milton Nascimento

Autora: Maria Dolores
Editora Record
Preço médio: R$ 45,00

TCU fará audiência pública de publicidade

O Tribunal de Contas da União vai fazer uma audiência pública exclusiva para publicidade no próximo dia 1º de agosto, na sede da instituição, em Brasília. É uma das sugestões do relator Marcos Vinícios Vilaça, que analisa pedido de reexame feito pela Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República) para formar juízo definitivo sobre contratação de agências de publicidade pelo Governo Federal, comissionamento por esse tipo de prestação de serviço, BVs (Bonificações de Volume), tabela progressiva de remuneração do Cenp, licitações separadas para trabalhos de assessoria de imprensa, por exemplo, e taxas de produção.

O parecer do Ministro Ubiratan Aguiar no Acórdão 2.062/2006, divulgado no início de abril, sugere ao Governo alterar as formas de relacionamento com agências de publicidade. O tema é delicado e pode afetar toda a cadeia que forma a indústria de comunicação de marketing no Brasil. Fontes com acesso aos bastidores do processo informam ao propmark que uma comissão de profissionais está em formãção para debater com o TCU a questão.

Entre os nomes que estariam nessa comissão, a fonte do propmark identifica os de Roberto Justus (Grupo Newcomm), Sérgio Amado (Ogilvy), Nizan Guanaes (Africa) e Bob Vieira da Costa (nova/SB), ex-ministro da Secom no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Foi na transição para o Governo Lula que Vieira da Costa e Luiz Gushiken, que viria ocupar a Secom, discutiram o dercreto-lei 4.563/2002, o último do Governo FHC. O 4.563/2002 substituiu o decreto2.262/1997, na era do embaixador Sérgio Amaral na Secom, que retirou as regras de remuneração da publicidade: 20% para ações de mídia e 15% sobre produção.

Caso o TCU mantenha o parecer de Aguiar, o Governo pode tomar decisão simples: adotar os procedimentos previstos no decreto-lei nº 57.690/1966 que referenda a lei 4.680/1965. A questão principal passa ser a iniciativa privada: qual será o seu comportamento como anunciante se o TCU não reconhecer definitivamente o decreto 4.563/2002.



Secom não quer confronto com TCU
Ottoni Fernandes Jr. esclarece pontos de depoimento sobre Audiência Pública

O subchefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), Ottoni Fernandes Jr., esclarece que seu depoimento ao propmark sobre a Audência Pública que o Tribunal de Contas da União vai promover no próximo dia 1º de agosto sobre publicidade não reflete opinião própria.

Ele disse que fazia referência ao parecer do senador Paulo Brossard, que afirma que o TCU "não representa o poder judiciário". O parecer de Brossard também diz que "o TCU pode fazer recomendações e o Presidente da República pode acatar ou não". Fernandes Jr. enfatizou a importância do esclarecimento: "Não queremos nenhum confronto com o TCU, especialmente nesse momento. Não afirmei que a Secom tem essa visão. Disse que algumas entidades estão recomendando ao relator Marcos Vinicios Villaça que faça uma consulta ao parecer do senador Brossard que trata desse assunto", observou o subchefe da Secom.

A Secretaria de Comunicação fez pedido de reexame ao Acórdão 2.062 que faz uma série de restrições às relações do governo com agências de publicidade. O parecer de Paulo Brossard está disponível no site do Cenp (www.cenp.com.br) no link Notícias.
Fonte: Site do SINAPRO/DF - www.sinaprodf.com.br

Nova Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Foi aprovada no Senado, na semana passada, a Medida Provisória para a criação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A mudança busca promover maior eficiência na execução das políticas de comunicação institucional e divulgação social do governo, e a implementação de programas informativos.

O novo órgão centralizará a competência de supervisionar as ações da Secretaria Geral da Presidência da República. A Presidência da República passará ser constituída pela Casa Civil, Secretaria Geral, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria de Comunicação Social, Gabinete Pessoal, Gabinete de Segurança Institucional e Núcleo de Assuntos Estratégicos.

A Secretaria de Comunicação terá uma subchefia executiva e até três secretarias, e não criará despesas, pois herda a estrutura anterior da Secom. Além de porta-voz do presidente, o secretário, com status de ministro de Estado, formulará a política de comunicação do governo, o que incluirá a coordenação, normatização, supervisão e controle da publicidade
governamental e a implantação do sistema brasileiro de televisão pública, a TV Brasil.

Fonte: Coluna do Pedro Abelha - Brasília

terça-feira, junho 12, 2007

12 de junho - Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil







Para marcar e divulgar o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, os Ministérios Público do Trabalho, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Trabalho e Emprego, da Saúde, da Educação e a Secretaria Especial de Direitos Humanos mobilizaram-se para veicular uma bela campanha de utilidade pública, que tem o conceito COM O TRABALHO INFANTIL, A INFÂNCIA DESAPARECE.

A campanha foca a rede socioassistencial e de controle social, bem como os gestores estaduais e municipais, representantes das duas esferas que, em parceria com Governo Federal, operacionalizam o PETI - Programa de Erradicação do trabalho Infantil, que concede Bolsa a crianças e adolescentes em situação de trabalho e Ações socioeducativas para crianças e adolescentes em situação de trabalho.

Basicamente, o PETI transfere renda diretamente do Governo Federal para famílias de crianças e adolescentes em situação de trabalho, adicionado à oferta de Ações Socioeducativas e de Convivência, manutenção da criança/adolescente na escola e articulação dos demais serviços da rede de proteção básica e especial.

O programa tem como objetivo erradicar todas as formas de trabalho infantil no País, em um processo de resgate da cidadania de seus usuários e inclusão social de suas famílias.

O Desafio de combater o trabalho infantil é composto de sete ações, cuja implementação é compartilhada entre o MDS, o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, a Subsecretaria de Direitos Humanos, o Fundo Nacional de Assistência Social FNAS e o Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT. As ações são: apoio aos Fóruns de Erradicação do trabalho Infantil, concessão de Bolsa a Crianças e Adolescentes em Situação de Trabalho; Ações socioeducativas para Crianças e Adolescentes em Situação de Trabalho; Fiscalização para Erradicação do Trabalho Infantil; Publicidade de Utilidade Pública; Atualização do Mapa de Focos de Trabalho Infantil e Apoio Técnico à Escola do Futuro Trabalhador. Assim, essas ações são articuladas entre o MDS e demais responsáveis havendo ampla participação em atividades conjuntas de enfrentamento ao trabalho infantil.

O PETI atenderá às diversas situações de trabalho de crianças e adolescentes, com idade inferior a 16 (dezesseis) anos.

Fonte: Site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - www.mds.gov.br

quarta-feira, junho 06, 2007

Ajuda por um fio!!!

Anúncio criado pela agência Staff para o Programa SOS Mulher, serviço público de combate à violência contra a mulher disponibilizado pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro - www.alerj.rj.gov.br

TEXTO: Você liga, a gente age!

terça-feira, junho 05, 2007

Proposta prevê frases de advertência em anúncios

Texto de Arnaldo Galvão, publicado no Jornal Valor Econômico, dia 04/06


A proposta de limitar fortemente a venda e a propaganda de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional, preparada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), teve a fase de consulta encerrada esta semana e ainda está em fase de discussão do seu formato final, mas certamente reduzirá um mercado publicitário já bastante afetado pelas normas que praticamente tiraram da mídia cigarros, medicamentos e vão atingir, em pouco tempo, bebidas com teor alcoólico igual ou maior que 0,5 grau Gay-Lussac (cervejas, vinhos, coolers e ices). 

A Anvisa vai definir a data da audiência pública que será realizada, em Brasília, para discutir o teor da sua proposta de regulamento técnico. Nessa oportunidade, também serão consideradas as muitas sugestões defendidas por representantes da sociedade. Nesses debates sobre restrições mais polêmicas, anunciantes e publicitários tentam preservar a situação atual. Mas, por outro lado, também é comum encontrar quem defenda normas ainda mais rigorosas que as lançadas pela Anvisa. 

A proposta de regulamento técnico integra a Consulta Pública nº 71, de 10 de novembro de 2006. Ela prevê regras para oferta, propaganda, publicidade, informação e outras práticas relacionadas à divulgação ou promoção de alimentos com quantidades elevadas de açúcar, gordura saturada, gordura trans, sódio e bebidas de baixo valor nutricional. 

Se aprovada, essa regulamentação vai obrigar o comércio e os anúncios publicitários a veicularem advertências sobre os perigos do consumo excessivo por meio de frases contundentes. Por exemplo, "Este alimento possui elevada quantidade de gordura saturada. O consumo excessivo de gordura saturada aumenta o risco de desenvolver diabetes e doenças do coração". 

O conteúdo da propaganda desse tipo de alimento será rigorosamente controlado, sendo proibido "encorajar, direta ou indiretamente, crianças a persuadir seus pais e outros a adquirir ou consumir os alimentos e as bebidas". 

A propaganda também não poderá usar figuras, desenhos, personalidades e personagens que sejam cativos ou admirados pelo público alvo. Além disso, a veiculação de peças publicitárias de alimentos de baixo teor nutricional, ficará limitada ao intervalo das 21h às 6h para rádio e TV. 

A Anvisa também defende limitações espaciais ao proibir a propaganda desse tipo de alimento em instituições de ensino, infantil ou fundamental, e em outras entidades públicas ou privadas destinadas a fornecer cuidados às crianças. 

A proposta de regulamento técnico da Anvisa ainda proíbe a divulgação, direcionada à criança, de brindes, prêmios, bonificações e apresentações especiais condicionadas à aquisição desse tipo de alimento. Também ficariam proibidas ações de propaganda, publicidade, promoção, inclusive merchandising, direcionadas às crianças, desse tipo de alimento em brinquedos, filmes, jogos eletrônicos, internet, veículo ou mídia. 

A Anvisa também discute, além da regulação dos alimentos e das bebidas, mais uma norma restritiva ao fumo. Bares, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos comerciais que permitirem o fumo em seus ambientes deverão oferecer aos fumantes recinto fechado e ventilado, para evitar que a fumaça seja levada aos que não fumam. O argumento é que a mera segregação de espaço para fumantes, sem separação física, não impede os riscos para os fumantes passivos. 

As especificações técnicas para os estabelecimentos que tolerarem o fumo serão bastante rigorosas. O recinto deverá ter área mínima de 1,2 metro quadrado por fumante e a pressão tem de ser negativa, com exaustão para o exterior. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já manifestou posicionamento contrário a essa medida. Ele quer a simples proibição do fumo em locais fechados. (AG) 

Se fosse fácil assim.......

Cartilha publicada pela ONU para incentivar o combate à corrupção.

Boa iniciativa, mas de difícil resultado concreto. Infelizmente!!!!!










segunda-feira, junho 04, 2007

A eterna confusão entre o público e o privado

Faço da observação abaixo, enviada por e-mail pelo meu amigo Ricardo, minhas palavras para comentar esse post!!!!!
¨veja como o interesse econômico expõe o Conar a defender o indefensável, que é a liberalidade total para os anunciantes de cerveja. Na defensiva, o presidente do Conar se recusa a olhar a questão do ponto de vista da coletividade, da redução de danos, da defesa da saúde. Let´s faturar, parece ser o lema¨

Vamos a entrevista................


Texto de Guilherme Barros e Cristiane Barbieri, publicado na Folha de S. Paulo, dia 04/06/2007

Nos próximos dias, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deverá editar uma nova regulamentação com restrições severas à propaganda de bebidas alcoólicas. A veiculação de anúncio de bebidas no rádio e na televisão deverá ser proibida entre as 8h e as 20h e, em jornais, revistas e internet, a propaganda terá de ser acompanhada de advertências em relação aos efeitos do consumo de álcool.

Atento às discussões a respeito dessa nova regulamentação, o Conar (Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária), o órgão que regula a publicidade no país, formado principalmente por profissionais de propaganda e mídia, ameaça ir à Justiça para protestar contra essa iniciativa da Anvisa. As cervejarias, as mais atingidas com a nova regulamentação, já tinham feito essa ameaça.

O presidente do Conar, Gilberto Leifert, 56, afirma que a portaria da Anvisa é inconstitucional, e é isso que deverá ser argüido na Justiça. Ele defende que o mercado continue submetido à auto-regulação.
Na opinião de Leifert, as advertências que a Anvisa pretende impor são "dramáticas" e afastarão os anunciantes, o que colocaria em risco a independência da mídia.

Bacharel em direito pela Universidade de São Paulo, Leifert é diretor de relações com o mercado da Rede Globo. Trabalhou como jornalista em "O Estado de S. Paulo" e "Jornal da Tarde". Foi também diretor da MPM Propaganda e da agência de relações governamentais Semprel. A seguir, trechos da entrevista:  

FOLHA - Como o senhor vê essa provável restrição da Anvisa à publicidade de bebidas alcoólicas?
GILBERTO LEIFERT - A primeira consideração é que as políticas públicas que podem ser aprimoradas merecem o apoio da sociedade. Há bastante espaço para aprimorar a questão de controle de consumo abusivo do álcool. A posição do Conar se baseia em dois pilares. O primeiro é a questão da liberdade de expressão comercial, garantida pela Constituição e que tem no artigo 22, inciso 29, a garantia de que apenas o Congresso poderá impor restrições ou legislar sobre publicidade.

FOLHA - Significa que o Conar irá à Justiça se a portaria for publicada?
LEIFERT - Teremos de analisar quem tem legitimidade para argüir a questão da inconstitucionalidade. O que se sabe é que anunciantes, agências e veículos afetados se incomodarão e irão buscar seus direitos. Porém não excluímos a hipótese de futuramente o Conar adensar a causa porque se trata de matéria constitucional.

FOLHA - O sr. mencionou dois pilares. Qual é o outro?
LEIFERT - A publicidade é a face visível de uma questão mais complexa. É muito simples, aparentemente, eliminar a publicidade do rádio, da televisão e ampliar restrições à publicidade em geral, como à mídia impressa, ao outdoor etc. Só que o produto continuará disponível na prateleira do supermercado e nas estradas. Os menores continuarão tendo acesso ao produto, embora a Lei de Contravenções Penais, desde 41, e o Estatuto da Criança e do Adolescente, em 90, tenham proibido a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade. Não se tem notícia de estabelecimento comercial que tenha tido seu alvará cassado ou de comerciante punido pela venda de bebidas alcoólicas a menores.

FOLHA - Mas a propaganda não estimula o acesso às bebidas?
LEIFERT - A propaganda, que é a face mais visível da questão, será facilmente controlada a pretexto de evitar o estímulo. Mas o acesso ao produto, que é o que pode causar males à saúde dos menores, continuará fácil.

FOLHA - Não é possível usar o raciocínio inverso? Pesquisas recentes indicam que o percentual da população brasileira que fuma caiu muito depois que as propagandas de cigarro foram proibidas. E os consumidores continuam tendo acesso a eles nos supermercados, bares...
LEIFERT - As pesquisas recentes indicam que o consumo caiu, porém não foi do ano 2000 para cá, quando a publicidade de cigarros foi proibida. A queda tem acontecido há 20 anos. Foi uma mudança de comportamento causada por hábitos educacionais de longa data.

FOLHA - A redução da criminalidade em Diadema (na Grande São Paulo), causada pelo fechamento de bares depois das 23h, não é um bom argumento para restringir o acesso a bebidas alcoólicas?
LEIFERT - O ex-secretário Nacional da Justiça Luiz Eduardo Soares afirmou, num debate no Congresso sobre alcoolismo e violência na Comissão de Seguridade Social, que Diadema foi um projeto-piloto que abrigou uma série de medidas. O projeto envolveu também educação escolar, atendimento sanitário, de pronto-socorro e uma série de ações conjugadas que acabaram reduzindo a criminalidade.

FOLHA - Como é a restrição à publicidade de bebidas em outros países?
LEIFERT - Temos exemplos variados. A Comunidade Econômica Européia está estudando o assunto e aguardando a orientação da OMS [Organização Mundial de Saúde]. Já os EUA são, tradicionalmente, um país que executa políticas públicas de saúde bastante avançadas, deixando o assunto para auto-regulamentação. A publicidade de cerveja nos EUA não é proibida, e a de bebidas alcoólicas em geral é decisão das redes de televisão. A questão comporta um tratamento diferenciado, e nós, do Conar, nos esforçamos para merecer a confiança dos consumidores e das autoridades para que o sistema misto de controle, que é legislação e auto-regulamentação, seja adotado com intensidade cada vez maior.

FOLHA - Por quê?
LEIFERT - O Brasil é um país que tem leis demais. O que se sabe é que existe uma crença de que apenas a edição de novas leis proporciona avanços e milagres. Sabemos, entretanto, que na prática não bem é assim. Sobretudo em relação a hábitos ancestrais, como é o caso do consumo de bebidas alcoólicas. Um aspecto que convém destacar é que a atuação da Anvisa, baseada em iniciativas próprias e resoluções, alcançará não apenas bebidas alcoólicas, mas em seguida refrigerantes, alimentos e medicamentos. Essas consultas públicas já foram realizadas e a agência já prepara a edição de resoluções que, em igualdade de condições às de bebidas alcoólicas, têm o defeito de serem inconstitucionais e de ferirem alguns princípios que são desejáveis na legislação: necessidade, razoabilidade e proporcionalidade. Uma das propostas que se discutiram em relação a bebidas alcoólicas é que todas as notícias, os comentários, os programas de televisão sobre vinhos, por exemplo, deveriam trazer dentro do conteúdo advertências ao consumidor.

FOLHA - O que isso significa?
LEIFERT - Quando o Estado impõe ao anunciante o dever de veicular as advertências falando mal de seu produto, ele alcança, por via indireta, a proibição da propaganda.

FOLHA - Por quê?
LEIFERT - As advertências que o governo pretende impor ao anunciante são tão dramáticas, tão pouco razoáveis, que ele vai se afastar da mídia. A proibição, indiretamente, será alcançada.

FOLHA - Qual será a conseqüência?
LEIFERT - A liberdade de iniciativa e de expressão comercial serão afetadas. Esses produtos são lícitos e seguros para o consumo. Tanto que o governo autoriza a fabricação, a distribuição, a comercialização e arrecada pesados impostos sobre eles.

FOLHA - Qual a motivação da Anvisa com as restrições à propaganda?
LEIFERT - O artigo 220, parágrafo 4º, da Constituição determina quais as categorias sujeitas às restrições legais. São elas tabaco, bebidas alcoólicas, medicamentos, tratamentos de saúde e defensivos agrícolas. Curiosamente, alimentos e refrigerantes não estão indicados na Constituição como passíveis dessas restrições. No entanto a agência toma a iniciativa de usar o mesmo meio, impróprio, uma resolução de diretoria colegiada, para alcançar o fim, restrição ou proibição.

FOLHA - A motivação seria apenas constitucional?
LEIFERT - A agência tem olhos que vão além do que a Constituição admitiria. Primeiro, ao adotar vias impróprias, já que a resolução tem de ser uma lei do Congresso. Depois que está alcançando, em relação a alimentos e refrigerantes, categorias que não comportam, pela Constituição, o tratamento que a agência pretende dar.

FOLHA - Haveria alguma motivação política na decisão da Anvisa?
LEIFERT - Há um açodamento de pessoas e profissionais que têm preocupação com a saúde em adotar medidas heróicas que causarão sérios danos à ordem jurídica. Se a Constituição garantiu à publicidade liberdade de expressão comercial e se só por lei as restrições podem ser impostas, a liberdade que a agência tem ao propor a edição dessas regras acaba por causar uma profunda perturbação no direito do consumidor à informação e no direito de expressão comercial dos anunciantes.

FOLHA - O senhor vê alguma semelhança com bandeiras que promoveram outros ministros da Saúde, como o caso dos genéricos?
LEIFERT - Iniciativas como a proibição da propaganda podem conferir notoriedade aos políticos nas novas legislaturas. Novos parlamentares costumam apresentar projetos que já foram arquivados ou que ainda tramitam e podem proporcionar notoriedade. O ministro da Saúde [José Gomes Temporão] apóia a iniciativa da Anvisa e, mais do que isso, parece tê-la encarregado de executar a tarefa de impor as restrições à publicidade. Quando o ministro fala sobre o conteúdo da publicidade, me parece que é o Executivo pretendendo censurar o conteúdo dos anúncios, o que é inadmissível porque a censura foi banida.

FOLHA - Essa proibição pode fazer o anunciante migrar para mídias como internet, jogos ou outros veículos mais acessados pelos jovens?LEIFERT - Não. As cláusulas de advertência que estão sendo propostas afastarão o anunciante. Talvez o governo se torne a única voz a sugerir, a recomendar, a determinar o que se pode ou não consumir. Ele poderá tanto calar o anunciante como, por meio de campanhas, dizer o que pode ou não fazer. Não faz nenhum sentido alguém falar mal de si mesmo, pagar para fazer sua autodetração. Uma das propostas para refrigerante é dizer o nome da marca e destacar que ele causa diabetes. Essa empresa vai se afastar da mídia. Além do governo, os maiores anunciantes do país são a indústria de alimentos, de refrigerantes, farmacêutica, varejo. Os setores visados, coincidentemente, são os grandes anunciantes. Na condição de quem se preocupa com o direito político do acesso livre à informação e à informação comercial, estou preocupado em verificar que a mídia, que é sustentada pela livre iniciativa, pelos diferentes setores da economia, sendo silenciada, tornará o governo, que é um grande anunciante, ainda mais forte e poderoso do que já é.

FOLHA - O papel do Conar é ativo para regulamentar essas questões que preocupam a sociedade e que estão envolvidas nessas proibições?
LEIFERT - Em 2003, por exemplo, o Conar condicionou que os modelos que aparecem em propagandas de cerveja tenham mais de 25 anos de idade e aparentem ter mais de 25 anos. A propaganda mudou sua face a partir de 2003.

FOLHA - Não há muitas pesquisas que indicam que o álcool causa sérios prejuízos à sociedade?
LEIFERT - Os dados a respeito de delinqüência, óbitos e danos resultantes do álcool são muito imprecisos no Brasil. As pesquisas existentes em matéria de acidentes de trânsito, por exemplo, não apresentam dados. Da mesma forma, pesquisas sobre consumo impróprio envolvendo adolescentes e crianças são conduzidas pelo renomado professor da Universidade Federal de São Paulo Ronaldo Laranjeira, que é um ativista e francamente contrário à publicidade de bebidas alcoólica. De modo que há de fazer uma ponderação a pesquisas conduzidas por ativistas.

FOLHA - A propaganda de bebidas aumenta o consumo?
LEIFERT - Os dados do Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas da Escola Paulista de Medicina indicam que de 5% a 10% da população adulta brasileira enfrenta problemas de saúde em relação ao álcool. Diante da população do Brasil, é um número assustador. Porém imaginar que, numa democracia, 90% das pessoas serão privadas da informação a respeito de um produto porque 10% não têm conduta adequada é absurdo. Seria mais fácil educar os 5% ou 10%.

quinta-feira, maio 31, 2007

Orgulho de ser Brasileiro!!!!!!

Texto extraído do site do Correio Braziliense, em 31/05.

Sem alarde, o plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira os projetos de decreto legislativo que reajustam em 28,5% os salários dos parlamentares, ministros, presidente e vice-presidente da República. Em meio à crise que atinge o presidente do Senado, os parlamentares colocaram os projetos em votação após destrancarem a pauta de votações da Casa.

A votação foi simbólica, sem o registro no painel do Senado. O senador Jefferson Peres (PDT-AM) foi o único a registrar voto contrário ao reajuste. Como os projetos já foram aprovados pela Câmara, seguem agora para promulgação e passam a ter vigência imediata. O reajuste deverá provocar um efeito cascata – com o aumento dos salários de deputados estaduais e vereadores.

Pelos projetos aprovados, o salário dos deputados e senadores vai passar dos atuais R$ 12.847 para R$ 16.512,09. Lula, que recebe atualmente R$ 8.885, passa a receber R$ 11.420. Já o salário de Alencar e dos demais ministros sobe dos atuais R$ 8.362 para R$ 10.748.


Adesivo de Carro

Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Próstata

Campanha da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) que, além de conscientizar a população sobre a importância da prevenção, cobra do governo políticas públicas que beneficiem principalmente os pacientes que recorrem aos hospitais públicos.



Hoje, cerca de 25% dos tumores malignos que afetam os homens são de origem urológica. Entre os mais comuns estão o de próstata, o de pênis, o de bexiga e o de testículo. O câncer de próstata é o mais freqüente nos homens e o segundo maior causador de mortes no Brasil. A estimativa de casos em 2006, de acordo com o Inca, foi de 47.280 casos, sendo que a maior incidência está respectivamente na região Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Frente a estes dados, a SBU promove todo ano a Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Próstata.

A última ação teve como estratégia de comunicação a distribuição de 500 mil panfletos explicativos, além de faixas estendidas em campo nos intervalos dos dois finais de semana em 20 estádios de futebol durante o Campeonato Brasileiro de 2006. O ex-craque da seleção brasileira de futebol Sócrates foi o padrinho da iniciativa, substituindo o ator Tony Ramos, estrela de 2005. O slogan veiculados nas peças é o seguinte: "Não precisa ser doutor para saber da importância do exame de próstata".

Ou seja, o objetivo da campanha foi além da conscientização da população sobre a doença. A entidade cobrou do governo a distribuição de remédios gratuitos para o tratamento da hiperplasia prostática, enfermidade que atinge cerca de 90% dos homens a partir dos 45 anos, e garantir que as cirurgias nos hospitais públicos sejam realizadas em menos tempo. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia, quem recorre ao SUS não recebe estes medicamentos e tem de esperar de seis meses a um ano por uma cirurgia.

"É muito mais vantajoso para o governo oferecer o medicamento que custa no varejo cerca de R$ 30 por mês e será utilizado por cerca de seis meses. A cirurgia pode custar o equivalente a 15 anos de remédios", explica o presidente da SBU, Dr. Sidney Glina, informando que a entidade já cobrou ações ao Ministério da Saúde por meio de carta entregue em maio do ano passado. Ele ainda confirma que, enquanto o paciente está na fila de espera, o tumor pode evoluir. "Embora a evolução do câncer de próstata seja lenta, pois leva cerca de seis a sete anos para formar metástases, o tempo perdido na espera pode permitir que o tumor cresça. Por outro lado, se a neoplasia for diagnosticada tarde, corre o risco de não poder ser curada", alerta.

Logo, todo esforço de comunicação é fundamental para reduzir as mortes causadas por câncer de próstata, uma vez que quanta mais cedo diagnosticado, mais fácil será a cura.

terça-feira, maio 29, 2007

Seu corpo é sua casa!!!!

Campanha da ASDEF - Associação de Defesa da Saúde do Fumante, ONG que considera o fumante um dependente do cigarro.

Criados pela Neogama/BBH, os layouts são esteticamente sujos e a mensagem faz uma analogia pouco próximo à realidade da maioria dos fumantes. Contudo, o conjunto traduz perfeitamente o conceito da campanha: Seu corpo é a sua casa - NÃO FUME.












Logomarca Piauí



segunda-feira, maio 28, 2007

Faltam 46 dias para o PAN Rio 2007



Buscando equacionar a necessidade de divulgar os benefícios e o legado que o PAN trará para o Brasil, sem perder de vista a meta de posicionar o Governo Federal como o principal patrocinador financeiro e social dos Jogos Pan-americanos 2007, a Debrito Propaganda lançou a campanha Braços Abertos, que explorou o conceito ¨Investir no Pan é Investir no Brasil¨.

Com linguagem clara e imagens reais, a campanha contou com dois filmes, Brasileiros e Investimentos, de 30¨ cada, que foram veiculados nas principais emissoras de televisão aberta e fechada do pais. Para reforçar a mensagem no Rio de Janeiro, foi produzido um spot de 30¨, que foi veiculado nas grandes rádios da capital fluminense.

Alem das peças eletrônicas, foram produzidos totens-lamá com bolsa, para distribuição de folders em aeroportos e nos mais diversos órgãos públicos. A fim de fortalecer ainda mais a campanha na cidade do Rio, sede dos jogos, foram produzidos painéis para uso em mobiliário urbano, espalhados estrategicamente nos principais pontos turísticos, públicos e comerciais da capital.

Para a web, criou-se banners para veiculação em sites governamentais, nos 5 maiores portais do Brasil, além dos esportivos Gazeta, Lance!Net e Jornal dos Esportes. E para centralizar grande número de informações, imagens e arquivos sonoros gerados pela cobertura dos preparativos para os Jogos Pan-americanos 2007, foi construído o HOT-SITE Brasil No PAN – www.brasilnopan.com.br, que teve endereço eletrônico divulgado em todas as peças da campanha.







sexta-feira, maio 25, 2007

Não é papel do Estado apoiar ou defender doutinas religiosas

A legalização do aborto é um assunto espinhoso, que gera muita polêmica em qualquer lugar do mundo.

Mesmo em países que as instituções garantem ao cidadão o pleno exercício democrático e apostam na educação política como instrumento de desenvolvimento humano, o debate entre sociedade, governo e religiões não produz consenso.

No Brasil não podia ser diferente. Além do pouco interesse de políticos e de gestores públicos em posicionarem-se sobre o assunto, temendo um desgaste de imagem, esbarramos em mais dois problemas que travam qualquer iniciativa de colocar em pauta o debate público sobre a discriminalização do aborto: primeiro, a postura ultrapassada da igreja católica, que insiste em reafirmar seu discurso doutrinário ao invés de propor soluções para o combate aos problemas que afetam diretamente a qualdiade de vida dos brasileiros.

Em segundo, vem a ausência de mecanismos de pressão social para exigir do Estado mais diálogo sobre questões que reduzem o bem-estar da população. Dentre elas está o aborto, problema de saúde pública que no levantamento de 2006 do Ministério da Saúde registrou 250 mil internações de mulheres por complicações resultantes de aborto espontâneo e voluntário, das quais 50 mil são de adolescentes. Já outra pesquisa apontou que entre 2000 e 2004 ocorreram 697 mortes provocadas por aborto no país. Em 323 casos, os óbitos foram de mulheres entre 20 e 29 anos, na maioria negras e de baixa renda, moradoras das regiões Norte e Nordeste.

Contudo, há pouco mais de dois meses, um embate vem tomando corpo, provocado por declarações do Ministro da Saúde José Gomes Temporão nos princiapis veiculos de comunicação do país, defendendo a realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto no Brasil. Rapidamente a igreja católica, por meio de alguns de seus membros, contra-atacou a proposta do ministo e mais uma vez, mesmo com todos os números apontados pelas pesquisas do Ministério da Saúde, muito barulho foi feito e o debate não foi enfrentado da forma que deveria. Mais uma vez o dever de defender o interesse dos cidadãos não foi exercido pelos políticos. Mais uma vez o discurso religioso falou mais forte que os direitos civís supostamente garantidos pelo Estado brasileiro.

Entretanto, movido pelo dever público que lhe compete, o ministro Temporão está posicionando-se de maneira muito coerente, já que não é papel do Estado apoiar ou defender doutinas religiosas. Ao que tudo indica, diferentemente de outros ministros da sáude, Temporão entende que não cabe ao Estado entrar no debate religioso ou tomar decisões sob a ótica religiosa, mas acima de tudo garantir à qualquer mulheres o direito de interromper uma gravidez, de forma segura e sem constrangimento. Além do Estado láico que vivemos garantir às brasileiras o acesso a informações sobre métodos contracpetivos e relações sexuais protegidas por preservativos.

Logo, o respeito do Estado aos direitos de escolha do cidadão e o compromisso de debater publicamente problemas coletivos está nortando alguns país a enfrenter o aborto. Em Portugal, por exemplo, no dia 11 de fevereiro desse ano foi realizado um referendo sobre a discriminalização do aborto, que teve o apoio de 59,25% dos portugueses, embora o resultado da consulta não fosse de cumprimento obrigatório do governo, uma vez que a abstenção ultrapassou a metade do eleitorado.

Nesses processos de debate público, a comunicação tem papel decisivo para legitimar o resultado. Não resta dúvidas que instruir os cidadãos e apresentar corretos argumentos contra e a favor do aborto são prerrogativas imprescindíveis para o cidadão formar opinião e decidir o que realmente é melhor para a qualidade de vida de todos.

Para ilustrar, posto algumas das peças de comunicação criadas por organizações da sociedade civil e veiculadas antes do referendo português, a fim de fortalecer a opinião, tanto dos cidadãos que apoiavam a legalização do aborto e quanto dos que eram contrários.


Voto Sim








Voto NÃO







quinta-feira, maio 24, 2007

Política de enfrentamento ao consumo prejudicial de bebidas alcóolicas atingirá a publicidade

Foi publicado ontem (23) no Diário Oficial da União o decreto que aprova a Política Nacional sobre o Álcool, que será coordenada pela Secretaria Nacional Antidrogas. O objetivo da política é estabelecer estratégias para o enfrentamento coletivo dos problemas relacionados ao consumo do álcool, desenvolvendo ações para reduzir os danos à saúde e as situações de violência e criminalidade associados ao uso prejudical de bebidas alcóolicas.

Com decreto, o governo deverá ampliar o acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para usuários de álcool. Além disso, irá articular com entidades da sociedade civil ações para reinserção social dos dependentes. No conjunto das medidas que deverão ser adotadas está também o incentivo à regulamentação e fiscalização da propaganda e publicidade de bebidas alcóolicas.

Segundo o Ministro da Sáude José Gomes Temporão, a Política Nacional sobre Álcool vai tratar especialmente da restriçao de horario de veiculaçao da propaganda de bebidas alcoolicas, com o objetivo de preservar as crianças. Também vai cuidar do conteudo dos comerciais - "Temos que avaliar de que maneira essa propaganda está vendendo para a sociedade um determinado estilo de vida, uma maneira de olhar a bebida" - declarou. Ainda conforme o ministro, nao haverá proibiçao total da propaganda de bebidas alcoolicas, como ocorreu no caso dos cigarros. Alem da restriçao de horario, a Anvisa vai também estabelecer normas para rotulos e cartazes de divulgaçao, como a exibiçao de frases de advertência. As medidas envolvendo a propaganda sao apenas uma das 20 diretrizes do decreto que o Governo apresentou e que envolve também a ampliaçao do atendimento aos dependentes do álcool

A política prevê ainda projetos de capacitação de agentes de saúde e de educação para atuarem nas comunidades indígenas, assim como programas de prevenção ao uso do álcool dirigido à população dos assentamentos para a reforma agrária. O governo deverá também incentivar os municípios a regulamentarem horários de funcionamento de estabelecimentos comerciais onde há o consumo de álcool e a proibirem a venda das bebidas em postos de combustíveis.

Entre as medidas estão também a capacitação de garçons para proibirem a venda de bebidas alcóolicas para menores de dezoito anos e pessoas com sintomas de embriaguez, além do fornecimento de água potável de graça nos estabelecimentos que vendem as bebidas.

A publicação da política havia sido anunciada no final de abril. O decreto estava em fase final de análise na Casa Civil, antes de ser assinado pelo presidente. O documento, que conta com estratégias de vários ministérios, estabelece maneiras de prevenir o uso excessivo do álcool e garantir o acesso ao tratamento à população.

A Política Nacional sobre o Álcool é discutida há três anos com diversos segmentos do governo e será articulada com vários ministérios, como o da Saúde, e órgãos de governo como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Entre as medidas, está prevista a capacitação de agentes de saúde, professores e lideranças indígenas.


Brasília - Lançamento da Política Nacional sobre Álcool. Na foto, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay Foto: Antonio Cruz/ABr